(Gl 5,1-6; Sl 118[119]; Lc 11,37-41)
28ª Semana do Tempo Comum.
“O Senhor disse ao
fariseu: ‘Vós, fariseus, limpais o copo e o prato por fora, mas o vosso
interior está cheio de roubos e maldades” Lc 11,39.
Conhecendo um pouco os fariseus: “Os
fariseus eram um grupo formado por letrados, muito familiarizados com as
tradições e costumes de Israel. Muitos deles exercitavam tarefas de caráter
administrativo ou burocrático sobretudo em Jerusalém: provavelmente ganhavam a
vida como escribas, educadores, juízes e oficiais subordinados às classes
governantes. Não sabemos quase nada sobre sua organização interna. Sentiam-se
unidos por um conjunto de crenças e práticas que os identificava diante do
povo. Não constituem, no entanto, um bloco homogêneo. Há entre eles desacordos
e diferentes pontos de vista. [...] A primeira preocupação do movimento fariseu
era assegurar a resposta fiel de Israel ao Deus santo que lhes dera a lei, que
os distinguia de todos os povos da terra. Daí seu desvelo em aprofundar-se no
estudo da Torá e seu cuidado em cumprir estritamente todas as prescrições, em
especial as que reforçavam a identidade do povo santo de Deus: o sábado, o
pagamento dos dízimos para o templo ou a pureza ritual. Além da lei escrita de
Moisés, consideravam obrigatórias as chamadas ‘tradições dos pais’, que
favoreciam um cumprimento mais atualizado da Torá. Preocupados com a santidade
de Israel, os setores mais radicais pretendiam obrigar todo o povo a cumprir
regras de pureza que só obrigavam os sacerdotes no exercício de sua tarefa
cultual no templo” (José Antonio Pagola – Jesus: Aproximação
Histórica – Vozes).
Pe. João Bosco Vieira Leite