(1Cor 12,31—13,13; Sl 32[33]; Lc 7,31-35) 24ª Semana do Tempo Comum.
“Pois veio João Batista, que não comia
nem bebia vinho, e vós dissestes: ‘Ele está com um demônio’” Lc 7,33.
“O
mundo todo interpreta-o mal e distorcidamente. Para ele, tudo é mau e mesmo as
próprias ações dos santos mal interpretadas, uma vez que quando o fato em si
não só é bom, mas aparece como bom, suspeita-se pelo menos das intenções pelas
quais se faz o ato bom. O evangelho pede-lhe que sempre pense bem de todos e
que, quando não puder justificar o ato em si, deve pelos menos justificar as
intenções com as quais se realizou o ato. Não deve você pensar mal de ninguém e
nunca: porque ninguém o constituiu juiz de seu irmão; isso é algo que Deus se
reserva para si mesmo e do qual não faz partícipe nenhuma criatura; porque,
para julgar alguém, é preciso e é indispensável o conhecimento total e adequado
tanto da pessoa que realiza o ato, quanto das intenções e motivos que a
impulsionam para agir, como também o critério que se formou das coisas e, em
particular, do fato realizado. E você nada disso pode saber nem conhecer.
Portanto, a mais indispensável prudência exige de você que se abstenha de
emitir qualquer julgamento sobre os atos de seu próximo. Se você não é capaz de
julgar-se a si mesmo, porque desconhece toda a amplitude da responsabilidade
que lhe compete, muito menos poderá conhecer a parte de responsabilidade que
tem seu próximo nos atos que realiza” (Alfonso
Milagro – O Evangelho meditado para cada dia do ano –
Ave-Maria).
Pe.
João Bosco Vieira Leite