Quinta, 03 de setembro de 2026

(1Cor 3,18-23; Sl 23[24]; Lc 5,1-11) 22ª Semana do Tempo Comum.

“Jesus estava na margem do lago de Genesaré, e a multidão apertava-se ao seu redor

para ouvir a Palavra de Deus” LC 5,1.

“A cena da pesca milagrosa ilustra a vida missionária dos discípulos do Reino. Tudo começou com um encontro fortuito com Jesus. Comprimido pelas multidões ansiosas para ouvir a Palavra de Deus, o Mestre pediu a Simão um favor: leva-lo em sua barca um pouco para dentro do lago de Genesaré, não muito longe da margem, para que pudesse falar às multidões. Seu pedido foi prontamente atendido. Quando concluiu a pregação, deu a Simão uma ordem inesperada: conduzir o barco para águas mais profundas e lançar a rede. Simão tinha trabalhado, em vão, toda a noite, mas por obediência à ordem do Mestre, lançou novamente a rede. E disto resultou uma pesca espetacular. Entretanto, o fato mais notável foi Simão ter tido a chance de reconhecer Jesus como Messias. O espanto que se apoderou dele e de seus companheiros foi semelhante ao que, no Antigo Testamento, acontecia nas teofanias, quando pessoas achavam que iriam morrer, caso vissem a Deus. Simão reconheceu em Jesus a manifestação da divindade. E Jesus exortou-o a não ter medo, pois sua vida havia sido transformada. Doravante, teria outra preocupação, não mais com peixes, mas com pessoas humanas. Simão aceitou a tarefa de ser pescador de gente, e pôs a seguir Jesus. Começava para ele uma nova vida. – Pai, confirma minha vocação de pescador de pessoas humanas, e conduz-me para águas mais profundas onde se encontram os que mais carecem de meu amor (Pe. Jaldemir Vitório, sj – O Evangelho nosso de Cada Dia [Ano A] - Paulinas).

Pe. João Bosco Vieira Leite


Quarta, 02 de setembro de 2026

(1Cor 3,1-9; Sl 32[33]; Lc 4,38-44) 22ª Semana do Tempo Comum.

“Ao pôr do sol, todos os que tinham doentes atingidos por diversos males os levaram a Jesus.

Jesus colocava as mãos em cada um deles e os curava” Lc 4,40.

“Jesus dedicou-se à cura dos enfermos e dos possessos; começou curando a sogra de Pedro e continuou curando numerosos enfermos, que o rodeavam suplicantes e não os curava em grupo, mas ‘impondo as mãos sobre cada um deles’, numa atitude de respeito para com a personalidade de cada enfermo. Os próprios possessos dos demônios também ficavam curados, uma vez que ‘de muitos saíam os demônios’ (v. 41) e assim ficavam curados da diabólica enfermidade. Pela presente passagem do evangelho, vemos que Jesus é o refúgio de todas as necessidades, o remédio de todos os enfermos, a calma para todos os angustiados; que nele, e somente nele, os enfermos de qualquer doença poderão encontrar de novo a saúde. Porém não limite essa saúde às enfermidades do corpo; também para as da alma Jesus tem o medicamento oportuno; daí que se você goza boa saúde em seu corpo, mas se encontra fraco na de seu espírito, você também necessita dele e também deve acorrer a ele com a singeleza e a confiança com a qual os enfermos rodeavam Jesus. Quando se sentem ‘enfermos de diversas doenças’: angústias que oprimem o coração ou atormentam o espírito... Dessa maneira, quando você se sentir angustiado por algum mal espiritual, recorra ao seu divino Médico, que tem os meios para podê-lo aliviar de seu mal; o próprio Jesus como médico bondoso nos convida a irmos a ele: ‘Vinde a mim vós todos que estais aflitos sob o fardo, e eu vos aliviarei’ (Mateus 11,28). Santo Agostinho, depois de provar todas as fontes que lhe ofereciam para satisfazer sua sede de felicidade, não teve outro remédio senão confessar: ‘Senhor, fizeste nosso coração e o criastes para ti, de sorte que não encontre paz, mas encontra-se inquieto enquanto não descanse em ti’” (Alfonso Milagro – O Evangelho meditado para cada dia do ano – Ave-Maria).

Pe. João Bosco Vieira Leite

Terça, 01 de setembro de 2026

(1Cor 2,10-16; Sl 144[145]; Lc 4,31-37) 22ª Semana do Tempo Comum.  

“Lucas descreve a libertação dos escravos durante a primeira cura depois de tudo o que Jesus fez e falou na sinagoga de Nazaré. Ele conta, então, que na sinagoga de Cafarnaum havia um ‘possuído por um demônio, um espírito impuro’” (Lc 4,31).

“A palavra ‘demônio’ significa um poder estranho, dominando alguém por meio de sofrimentos, opressão, degeneração, padrões neuróticos, obsessões, ideias fixas. O ser humano pode de tal maneira estar possuído por semelhantes forças ‘que não consegue mais, de forma alguma, ser ele mesmo, perdendo seu poder de falar, sua identidade, sua personalidade, e ficando completamente alheio a si mesmo e ao seu ambiente’ (Venetz, p. 67). Seu pensamento fica perturbado por preconceitos, amarguras, pavores, ciúmes. ‘Cura’ significa, para Lucas, que tal pessoa consegue novamente enxergar com toda a clareza, sendo libertada dos demônios que a escravizam” (Anselm Grün – Jesus, Modelo do ser humano – Loyola).

Pe. João Bosco Vieira Leite