Quinta, 07 de maio de 2026

(At 15,7-21; Sl 95[96]; Jo 15,9-11) 5ª Semana da Páscoa.     

“Eu vos disse isso para que a minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja plena” Jo 15,11.

“Jesus tinha falado aos seus discípulos de sua ida para o Pai e isto os havia entristecido, e como Jesus não queria vê-los tristes, fala-lhes agora, exortando-os ao gáudio cristão, porque em sua Ascensão ao Pai é que precisamente deve-se fundamentar esse júbilo, uma vez que Jesus vai ao Pai, para esperar ali por todos os discípulos e unir-se a eles, não de modo provisório, mas sim de maneira definitiva. A Escritura tem razão em exortar-nos: ‘Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus’ (Mateus 5,12). ‘Alegrai-vos de que os vossos nomes estejam escritos nos céus’ (Lucas 10,20). Nada nem ninguém pode arrebatar ao cristão a causa da alegria de sua vida, pois sua alegria não se fundamenta em nada temporal ou terreno, em benefícios sociais ou econômicos, mas na segurança de que seu nome esteja escrito no Reino de Deus; e isso ninguém lhe pode arrebatar” (Alfonso Milagro – O Evangelho meditado para cada dia do ano – Ave-Maria).

 Pe. João Bosco Vieira Leite

Quarta, 06 de maio de 2026

(At 15,1-6; Sl 121[122]; Jo 15,1-8) 5ª Semana da Páscoa.

“Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que em mim não dá fruto, ele o corta;

e todo ramo que dá fruto, ele o limpa, para que dê mais fruto ainda” Jo 15,1-2.

“Tão diferente que somos, com frutos mais distintos, mas todos unidos à única fonte do bem e da graça: o próprio Deus. E Ele age em nossa vida. Mas por que tanto nos apegamos à beleza das folhagens e desprezamos a importância do fruto? Quanto esforço e tempo desperdiçamos em projetos vazios que nada geram ao bem comum, exceto ilusões de grandeza e falsas realizações! Talvez ainda tenhamos um projeto meio infantil, sonhando com uma vida sem dificuldades e sem sofrimento, esperando tudo magicamente pronto... Pomos nossa fé na ciência e na técnica como se elas existissem por si, confiamos no capital e no mercado como se eles, como mágica, conduzissem a um progresso mais humano e fraterno, independentemente dos valores que devem acompanha-los. O processo humano de evolução, seja social, psicológico, ou religioso, passa por muitas rupturas e superações. E precisa ser assim. Se alguém ajudar uma borboleta a romper o casulo ao fim de sua metamorfose, ela não terá forças para voar, e suas asas atrofiarão. Esse esforço, essa dificuldade e essa dor fazem parte do que a borboleta é de verdade, uma vencedora. O galho que dá fruto precisa ser podado para frutificar mais. A pedagogia de Deus quer nos fazer vencedores também. Não autossuficientes, mas capazes, adultos. Talvez uma dessas maiores rupturas que devemos fazer seja com relação aos projetos que não nos aproximam daquilo que realmente tem valor em nossa vida. Mais que romper o casulo para uma nova vida, mais plena e livre, romper com sonhos egocêntricos e com a segurança de nossa acomodação é muito doloroso, pois gera insegurança. – Ensina-nos, Pai, a enfrentar a vida com coragem e disposição, assumindo nossa responsabilidade de cuidado e proteção da tua obra. Não permitas jamais que nos afastemos de ti, ou que nos achemos autossuficientes. Amém! (Clauzemir Makximovitz – Meditações para o dia a dia [2015] Vozes).

 Pe. João Bosco Vieira Leite

Terça, 05 de maio de 2026

(At 14,19-28; Sl 144[145]; Jo 14,27-31) 5ª Semana da Páscoa.

“Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; mas não a dou como o mundo.

Não se perturbe nem se intimide o vosso coração” Jo 14,27.

“Jesus é, por natureza, comunicador de paz. Sem dúvida, não estamos às voltas com uma espécie de paz intimista e sentimental. A paz de Jesus é muito mais do que isto! A paz é um dom de Jesus para seus discípulos, em vista do testemunho que são chamados a dar. Ela visa a ação. Por isso, não pode reduzir-se ao nível do sentimento. A paz de Jesus tem como efeito banir do coração dos discípulos todo e qualquer resquício de perturbação ou de temor que leva ao imobilismo. Possuindo o dom da paz, eles deveriam manter-se imperturbáveis, sem se deixar intimidar diante das dificuldades. Assim pensada, a paz de Jesus consiste numa força divina que não deixa que os discípulos rompam a comunhão com o Mestre. É Jesus mesmo, presente na vida dos discípulos, sustentando-lhes a caminhada, sempre disposto a seguir adiante com alegria, rumo à casa do Pai, apesar das adversidades que deverão enfrentar. A paz do mundo é bem outra coisa. Encontra-se na fuga e na alienação dos problemas da vida. Leva o discípulo a cruzar os braços, numa confiança ingênua em Deus do qual tudo espera, sem exigir colaboração. É uma paz que conduz à morte! O discípulo sensato rejeita a paz oferecida pelo mundo para acolher aquela que Jesus oferece. De posse dela, estará preparado para enfrentar todos os contratempos da vida, sem se deixar abater. – Pai, confirma em mim o dom da paz, recebida de teu Filho Jesus, de forma que, revestido desta fortaleza, eu possa caminhar, sem medo ao teu encontro (Pe. Jaldemir Vitório, sj – O Evangelho nosso de Cada Dia [Ano A] - Paulinas).

 Pe. João Bosco Vieira Leite