Sábado, 26 de setembro de 2026

(Ecl 11,9—12,8; Sl 89[90]; Lc 9,43-45) 25ª Semana do Tempo Comum.

“Mas os discípulos não compreendiam o que Jesus dizia. O sentido lhes ficava escondido, de modo que não podiam entender; e eles tinham medo de fazer perguntas sobre o assunto” Lc 9,45.

“Este evangelho apresenta-nos Jesus e seus discípulos em um dos muitos momentos que, seguramente, foram-se repetindo, sobretudo à medida que se aproximava o momento de Jesus enfrentar sua paixão e morte. Por um lado, Jesus, cuidando de convencer os discípulos da necessidade de o Filho do Homem sofrer e morrer, e, por ouro lado, os apóstolos, em uma atitude de fechamento apertado de espírito, não só não entendendo, mas como adverte o evangelista, ‘não querendo entender’ o que Jesus lhes dizia; na cabeça deles não cabia que Jesus tivesse terminado na cruz. Os caminhos de Deus, a palavra de Deus, as coisas de Deus, são de difícil entendimento, mas não é isso o que nos é pedido; antes, se nos exige que aceitemos viver as coisas de Deus na dimensão do evangelho e, para isso, é preciso aceita-las com espírito de fé: de fé que não entende, mas fé que aceita e se entrega cegamente com a certeza de entregar-se à verdade, porque se entrega ao amor” (Alfonso Milagro – O Evangelho meditado para cada dia do ano – Ave-Maria).

Pe. João Bosco Vieira Leite

Sexta, 25 de setembro de 2026

(Ecl 3,1-11; Sl 143[144]; Lc 9,18-22) 25ª Semana do Tempo Comum.

“Mas Jesus perguntou: ‘E vós, quem dizeis que eu sou?’ Pedro respondeu: ‘O Cristo de Deus’” Lc 9,20.

“Atualmente como no passado, a presença de Jesus é questionada, porque tanto em nossos dias quanto outrora sua presença questiona o mundo. Jesus Cristo é sempre o grande questionamento que se coloca diante de todas as realidades da vida, diante da própria vida. Diante disso reage-se de muitos e diferentes formas, em não poucas ocasiões contraditórias, respostas que se opõem ao evangelho e evangelho que contradiz muitas respostas. Para poder descobrir quem é Jesus Cristo é preciso recorrer à fé; somente a fé é capaz de penetrar o mistério profundo que a personalidade de Jesus encerra. O apóstolo Pedro, iluminado pela luz do Espírito Santo, penetra e descobre a personalidade de Jesus e por isso responde: ‘Tu és o Cristo de Deus’ (v. 20), o escolhido de Deus, o Filho de Deus. O mundo de hoje, crente ou não crente, continua repetindo a pergunta transcendental: ‘Quem é Jesus?’ Pergunta transcendental, pois da atitude que se adote diante dela, da resposta que se lhe dê dependerá, portanto, a vida daquele que responde. Também a você continuamente e em todos os lugares que você frequenta o mundo está questionando: Quem é Jesus? Quem você acredita que é Jesus? O que é para você e para sua vida? Você deve responder com sua palavra clara e sem receios e com o testemunho de sua vida, que respalde suas palavras. Mais ainda: você deve viver e agir de tal forma que já fique inútil a pergunta, pois você está dando a resposta antes que lhe perguntem e a está dando respaldada na convincente força de sua vida. Jesus é o Cristo de Deus, o ungido do Pai para trazer ao mundo a salvação; portanto, será inútil esperar a salvação em outro que não seja Jesus Cristo; ‘porque debaixo do céu nenhum outro nome foi dado aos homens, pelo qual devamos ser salvos’ (Atos 4,12). Jesus Cristo é, pois, nossa esperança e o realizador dessa esperança; ele é a promessa e o realizador da promessa. Se você quiser chegar a descobrir, como Pedro, os segredos de Jesus Cristo e da missão de Jesus Cristo, é preciso que se ponha na disposição de ser iluminado pelo Espírito Santo, único que é capaz de descobrir às almas espirituais ‘qual seja a largura, o cumprimento, a altura e a profundidade, isto é, conhecer a caridade de Cristo, que desafia todo conhecimento’ (Efésios 3,18-19)” (Alfonso Milagro – O Evangelho meditado para cada dia do ano – Ave-Maria).

Pe. João Bosco Vieira Leite

Quinta, 24 de setembro de 2026

(Ecl 1,2-11; Sl 89[90]; Lc 9,7-9) 25ª Semana do Tempo Comum.

“Então Herodes disse: ‘Eu mandei degolar João. Quem é esse homem sobre quem ouço falar essas coisas?’

E procurava ver Jesus” Lc 9,9.

“A perplexidade de Herodes tinha razão de ser. Quiçá o governante prepotente se sentisse ameaçado pelos grandes feitos de Jesus. Este se mostrava mais poderoso que o tetrarca romano, ao curar as doenças do povo e recuperar-lhe a alegria e a esperança de viver. Além disso, as multidões que se agrupavam em torno dele poderiam constituir-se num problema de segurança. E se resolvessem promover uma revolta? Todas as explicações dadas pelo povo para definir a identidade de Jesus eram descartadas por Herodes. Todas se baseavam na fé na ressurreição dos mortos, a qual o tetrarca rejeitava. Ele não acreditava que João, nem Elias, nem algum dos antigos profetas tivessem ressuscitado. Quanto a João, tinha absoluta certeza de tê-lo degolado. Daí seu desejo de avistar-se pessoalmente com Jesus. ‘Deseja vê-lo’. Com que finalidade? Para armar-lhe uma cilada, eliminando-o de forma premeditadamente perversa? Para ouvir da própria boca de Jesus uma definição convincente sobre a sua identidade? Para exigir dele a realização de algum milagre, a partir do qual pudesse tirar as suas conclusões? Para desmascará-lo como impostor? Não sabemos! Herodes só terá a chance de vê-lo por ocasião da paixão, quando lhe for apresentado por ser governador da Galileia, pátria de Jesus. Este, porém, se manterá calado, recusando-se a dirigir uma só palavra a quem era movido por má-fé. Herodes haverá de morrer sem saber, afinal, quem era Jesus de Nazaré. – Pai, diversamente dos inimigos de Jesus, quero conhecer a identidade e a missão de teu Filho, pois é por ele que me guiarei para ser fiel a ti” (Pe. Jaldemir Vitório, sj – O Evangelho nosso de Cada Dia [Ano A] - Paulinas).

Pe. João Bosco Vieira Leite