Quinta, 27 de agosto de 2026

(1Cor 1,1-9; Sl 144[145]; Mt 24,42-51) 21ª Semana do Tempo Comum.

“... neles fostes enriquecido em tudo, em toda palavra e em todo conhecimento, ...” 1Cor 1,5.

“O começo da Primeira Carta aos Coríntios segue o esquema típico da forma epistolar com a apresentação dos remetentes e dos destinatários, a saudação e depois a ação de graças a Deus, pelos dons que concedeu à comunidade dos fiéis. A solenidade da introdução familiariza o ouvinte com a riqueza dos temas e dos assuntos que serão tratados em seguida. No versículo 5, Paulo declara a riqueza espiritual dos Coríntios, aos quais não falta nenhum dos dons da fé, mas ao mesmo tempo exorta-os a permanecerem firmes em Deus, que ele define como ‘fiel’ (v. 9). [Compreender a Palavra:] Na saudação inicial à comunidade de Corinto, o Apóstolo chama a atenção para o contexto de uma Igreja maior, composta por todos aqueles que invocam o Nome do Senhor, porque são chamados a ser santos (v. 2). O relevo sobre a universalidade da fé constitui uma das argumentações mais fortes de Paulo perante as divisões internas na comunidade, devido aos diversos personalismos que provocaram rivalidades e divisões. Depois, quase com ironia, no versículo 5, o Apóstolo louva os Coríntios, porque não lhes falta nenhum dom, sendo já peritos na ‘palavra’ e no ‘conhecimento’. Mas há um crescimento a fazer na linha da ‘irresponsabilidade’ (v. 8) da ‘comunhão’(v. 9), dons que vem diretamente de Deus e que Ele está sempre disposto a conceder a quem permanece fiel na procura sincera da santidade. O adjetivo ‘fiel’, atribuído a Deus, é a nota dominante da teologia desta Carta, já que no centro da fidelidade estão a caridade e a misericórdia utilizada pelo Senhor para conosco (cf. ‘Cor 13)” (Giuseppe Casarin – Lecionário Comentado [Tempo Comum – Vol. II] – Paulus).

Pe. João Bosco Vieira Leite

 

Quarta, 26 de agosto de 2026

(2Ts 3,6-10.16-18; Sl 127[128]; Mt 23,27-32) 21ª Semana do Tempo Comum.

“Ai de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas! Vós sois como sepulcros caiados: por fora parecem belos,

mas por dentro estão cheios de ossos de mortos e de toda podridão!” Mt 23,27.

“Ao chamar de sepulcros caiados os mestres da Lei e os fariseus, Jesus denunciava um fato de enorme gravidade: estes líderes, que se vangloriavam de serem exemplares na prática dos preceitos religiosos, contaminavam os que entravam em contato com eles. Tratava-se de uma revelação paradoxal! Os túmulos dos judeus eram pintados de branco para evitar que fossem tocados por inadvertência, pois isto resultava numa impureza que impedia a pessoas de participar das atividades religiosas. Este perigo era maior à noite, quando os túmulos ficavam menos visíveis, e obrigava as pessoas aos ritos de purificação. O cuidado com que os túmulos eram pintados e sua eventual suntuosidade exterior não eram suficientes para esconder a putrefação que continham no seu interior. O exterior escondia o que tinham no interior, e este era camuflado pelas aparências externas. A observação de Jesus era de um realismo inquestionável. Assim eram os mestres da Lei e os fariseus. Sua hipocrisia levava-os a se apresentarem externamente como homens virtuosos, quando, na verdade, estavam carregados de vícios e pecados. Resultado: quem se aproximava deles acabava sendo enganado. Não enveredam pelo caminho da virtude, antes acabavam sendo tragados por uma malícia indigna de quem quer ser fiel a Deus. – Pai, torna-me de tal modo transparente que meu íntimo possa ser revelado por meus gestos e atitudes. Livra-me de ser como um sepulcro caiado! (Pe. Jaldemir Vitório, sj – O Evangelho nosso de Cada Dia [Ano A] - Paulinas).

Pe. João Bosco Vieira Leite

Terça, 25 de agosto de 2026

(2Ts 2,1-3.14-17; Sl 95[96]; Mt 23,23-26) 21ª Semana do Tempo Comum.  

“Fariseu cego! Limpa primeiro o copo por dentro, para que também por fora fique limpo” Mt 23,26.

“Com linguagem metafórica, Jesus coloca a descoberto a falta de sinceridade dos fariseus. Procuram a exterioridade, as aparências falsas, mas descuidam do interior, do fundo da alma, que é o verdadeiramente válido. Preferem mais aparecer do que ser. Indubitavelmente você não estará com essa teoria, nem mesmo com essa prática, mas procurará, antes de mais nada, ser, para depois aparecer como realmente você é; porque, em poucas palavras, o que vale na presença de Deus não será o que você aparenta, mas sim o que você é, a não ser que você apareça como realmente é. Vivência: Neste evangelho, o Senhor não se refere tanto à limpeza do prato e do corpo, quanto à limpeza pessoal; a ameaça é dirigida contra o cuidado da correção externa na observância da Lei, sem atender às disposições internas que se devem cumprir. Limpeza de coração para servir a Deus, pois, se os homens veem o exterior, Deus penetra o fundo do coração” (Alfonso Milagro – O Evangelho meditado para cada dia do ano – Ave-Maria).

 Pe. João Bosco Vieira Leite