Sexta, 23 de outubro de 2026

(Ef 4,1-6; Sl 23[24]; Lc 12,54-59) 29ª Semana do Tempo Comum.

“Eu te digo: daí tu não sairás, enquanto não pagares o último centavo” Lc 12,59.

“O pecado carrega consigo a culpa ou ofensa a Deus e a pena ou o castigo, merecido por essa culpa. De ambas tem de purificar-se o pecador: da culpa se purifica por meio do sincero e profundo arrependimento de ter ofendido a Deus Pai, e da pena purifica-se com a penitência e o sacrifício aceito e oferecido a Deus em reparação pelas culpas cometidas. Daí que sua atenção deve deter-se com toda seriedade: no arrependimento por seus pecados e isso não exatamente pelo castigo, que por eles você mereceu, mas porque com eles você desgostou seu Pai celestial, que o/a ama infinitamente, a seu irmão maior Jesus, que o/a redimiu com infinito amor; nos atos de sacrifícios e mortificação cristã, na aceitação da vida, oferecendo tudo à divina Majestade em reparação por todos os seus pecados; se você mereceu muita pena com seus pecados, deve agora oferecer muita reparação. Com isso, já encontrou você um sentido para as penas diárias e as dores e sofrimentos que a vida lhe oferece; já sabe por que sofre e para que deve sofrer” (Alfonso Milagro – O Evangelho meditado para cada dia do ano – Ave-Maria).

Pe. João Bosco Vieira Leite

 

Quinta, 22 de outubro de 2026

(Ef 3,14-21; Sl 32[33]; Lc 12,49-53) 29ª Semana do Tempo Comum.

“...que ele faça habitar, pela fé, Cristo em vossos corações; que estejais enraizados e fundados no amor” Ef 3,17.

“’Por isso’ (assim começa o v. 14), ou seja, pelo desígnio salvífico contemplado nos capítulos precedentes, o autor eleva uma oração de intercessão (vv. 14-19) e de louvor a Deus (vv. 20-21), artífice da salvação da Humanidade em virtude da sua liberalidade gratuita. Conclui-se assim a primeira parte da Carta aos Efésios (caps. 1-3), de forma correspondente ao seu começo, também ele articulado numa oração de intercessão (cf. Ef 1,15-19) e de bênção (cf. Ef 1,3-14). [Compreender a Palavra:] A oração tem um forte sentido trinitário. O ‘Pai’ é origem do projeto de salvação (v. 14) e termo da oração de louvor reconhecido e adorante (vv. 20-21). Não fica a ser um poder estranho aos nossos problemas, antes torna-nos participantes da plenitude da Sua vida e do Seu amor. Esses bens são-nos comunicados por ‘Cristo’ e pelo ‘Espírito’. Por meio da fé, Eles habitam no nosso ‘homem interior’ (v. 16) – nos ‘corações’ (v. 17) –, expressões respectivamente helenista e hebraica, para indicar o centro da pessoa humana, a consciência, o núcleo originário da identidade. A nossa pessoa é assim abrangida por Cristo e pelo seu Espírito, que estabelecem conosco uma verdadeira e própria relação interpessoal. A fé é uma profunda comunhão entre nós e Deus, na qual o próprio Deus Se comunica a nós, e Se torna presente em nós. A oração é expressão desta comunhão: ela não tende para um Deus longínquo, mas exprime a própria vida do Senhor uno e trino, que nos é comunicada” (Giuseppe Casarin – Lecionário Comentado [Tempo Comum – Vol. II] – Paulus).

Pe. João Bosco Vieira Leite

Quarta, 21 de outubro de 2026

(Ef 3,2-12; Sl Is 12; Lc 12,39-48) 29ª Semana do Tempo Comum.

“A quem muito foi dado, muito será pedido; a quem muito foi confiado, muito mais será exigido!” Lc 12,48b.

“Uma parábola sobre a incerteza da vinda do Senhor (vv. 39-40) oferece a ocasião a Jesus, através de uma pergunta de Pedro (v. 41), de contar uma outra parábola, dirigida especialmente aos responsáveis da comunidade eclesial (vv. 42-48), que em apêndice traz os ditos correlativos. A imagem da vinda do Senhor une os vários textos desta página evangélica. [Compreender a Palavra:] As parábolas não são comparações em que cada pormenor encontra um correspondente real, caso contrário o Filho do homem viria ser comparado com um ladrão! Antes, existe um ponto das parábolas para qual chama a atenção e instaura-se uma comparação eficaz. Na primeira parábola, isto é dado pelo caráter imprevisto da vinda do ladrão: a vinda do Filho do homem será igualmente imprevista (v. 40). Daqui a exigência de permanecerem prontos e vigilantes, exigência que encontra uma expressão particular na fidelidade operosa dos responsáveis da comunidade às tarefas que lhes foram confiadas, como é dito na segunda parábola. Ela traduz-se na solicitude para com os outros membros da casa, que devem ser objeto de atenção e de cuidado, e não de atitudes de poder e de prepotência. A par desta página evangélica podemos ler a percepção de uma vinda de Jesus, cujos tempos não estão à disposição dos discípulos, e seja como for, não estão próximos. Mas, precisamente o aspecto não imediato da vinda de Cristo garante espaço ao desenvolvimento da História e chama os crentes a um testemunho responsável (cf. At 1,6-8)” (Giuseppe Casarin – Lecionário Comentado [Tempo Comum – Vol. II] – Paulus).

Pe. João Bosco Vieira Leite