(1Cor 9,16-19.22-27; Sl 83[84]; Lc 6,39-42) 23ª Semana do Tempo Comum.
“Jesus contou uma parábola aos
discípulos: ‘Pode um cego guiar outro cego? Não cairão os dois num buraco?’”
Lc 6,39.
“Falta,
muitas vezes, o senso de autocrítica às lideranças eclesiais. São incapazes de
reconhecer suas fraquezas e limitações, e se arrogam o direito de ser juízes
impiedosos da comunidade. Em geral, são mestres em reconhecer os defeitos
alheios e subestimar as virtudes que encontram nos outros. Como é possível
exercer bem a liderança nessas circunstâncias? Trata-se de uma situação
semelhante à do cego que se predispõe a guiar outro cego. Consequência
inevitável: ambos cairão no primeiro buraco que encontrarem. O bom líder tem
agudo senso de autocrítica, sabendo detectar seus pontos positivos e seus
pontos negativos. Não se recusa a deixar-se corrigir, pois se reconhece carente
de ajuda. E quando deve censurar a falta de alguém, age com mansidão e
misericórdia, sem querer usurpar o lugar que cabe a Deus. Por isto, está sempre
pronto a perdoar e a contemporizar, tendo em vista ganhar para o Pai o irmão ou
a irmã faltosos. Portanto, é preciso banir a hipocrisia do meio das lideranças
eclesiais, quaisquer que sejam. Estas não podem aparentar o que não são, nem se
servir da religião para acobertar suas mazelas. Quanto mais o líder for
transparente tanto mais está capacitado para ajudar o próximo. E quanto mais
estiver disposto a corrigir suas faltas pessoais, mais condições terá para
corrigir as faltas alheias. – Pai, concede-me suficiente autocrítica que me
predisponha a corrigir meu semelhante, sem incorrer na malícia dos hipócritas” (Pe.
Jaldemir Vitório, sj – O Evangelho nosso de Cada Dia [Ano A] -
Paulinas).
Pe.
João Bosco Vieira Leite