(Gl 3,1-5; Sl Lc 1; Lc 11,5-13) 27ª Semana do Tempo Comum.
“Portanto, eu vos digo, pedi e
recebereis; procurai e encontrareis; batei e vos será aberto” Lc 11,9.
“O
discípulo do Reino reza com absoluta certeza será atendido. Entretanto, deverá
submeter-se às exigências da oração cristã, que o despoja de si mesmo e de seu
egoísmo para abri-lo à comunhão com o Pai e com o próximo. Deus não dá ouvido à
oração do egoísta, o qual só busca suas necessidades pessoais e seus
interesses. A parábola evangélica mostra ser inconcebível que um amigo não
atenda ao companheiro necessitado, mesmo à custa de incômodos. Um tal
comportamento estaria em aberto contraste com o espírito de hospitalidade
oriental. O amigo recorreu ao outro por ter plena confiança de não ser
decepcionado. A parábola refere-se aos obstáculos encontrados: a porta da casa
já estava fechada e, para abri-la, seria preciso acordar as crianças que
estavam dormindo na sala, conforme o costume da época. O mesmo acontece com a
oração cristã: não é atendida de maneira mágica como se ao pedido se seguisse
um imediato atendimento. O orante reza e confia, esperando a hora de ser
atendido. Se um homem, mesmo devendo acordar no meio da noite, atende o pedido
de seu amigo necessitado, quanto mais Deus atenderá a oração de quem reza como
convém. Disto nenhum discípulo pode duvidar. Caso contrário, estaria
considerando o Pai celeste pior que o mais malvado dos pais da Terra.
Conclusão: o Pai do Céu reserva o que há de melhor para os filhos e filhas que
se dirigem a ele com toda confiança. – Pai, que a minha oração seja plena de
confiança em ti, pois sei que queres dar-me o que tens de melhor, o Espírito
Santo” (Pe.
Jaldemir Vitório, sj – O Evangelho nosso de Cada Dia [Ano A] -
Paulinas).
Pe.
João Bosco Vieira Leite