(Is 1,10-17; Sl 49[50]; Mt 10,34—11,1) 15ª Semana do Tempo Comum.
“Lavai-vos, purificai-vos. Tirai a
maldade de vossas ações de minha frente e deixai de fazer o mal!” Is 1,16.
“Com
o convite a escutar a Palavra do Senhor, dirigido aos chefes e ao povo, abre-se
a segunda parte do ‘rib’ profético (litígio judiciário), que ocupa todo o
primeiro capítulo de Isaias. Nos versículos 11-15 domina o vocabulário
cultural, com a lista de uma série de atos realizados pelos israelitas
(sacrifícios, vir e trazer ofertas, solenidades...), ao passo que os versículos
finais estão centrados no imperativo moral exigido por Deus (purificai-vos,
deixai de fazer o mal...) que, opondo-se à iniciativa do povo, anuncia a
verdadeira justiça. [Compreender a Palavra:] O apelo à escuta, endereçado aos
destinatários da acusação, tem a finalidade de promover uma resposta sua, a fim
de que o ‘rib’ possa chegar à reconciliação pela qual começou. As palavras dirigem-se
‘aos chefes de Sodoma e ao povo de Gomorra’, cujas cidades são julgadas
pecadoras por excelência por terem pecado contra a regra sagrada da
hospitalidade, e sublinham que o caminho da salvação, que se concretiza no
perdão concedido pelo Senhor, passa através do reconhecimento da própria
condição de serem pecadores e necessitados de acolhimento. Tudo o que o profeta
proclama é Palavra do Senhor, é a voz que devem obedecer o povo e os seus
chefes: a estes, em particular, compete restabelecer a justiça. Isaías anuncia
uma instrução acerca do mal e do bem (‘Deixai de praticar o mal e aprendei a
fazer o bem’: vv. 16-17): existe um mal que se deve rejeitar, porque os
sacrifícios estão associados à injustiça e tornaram-se perversos, e há um bem a
promover, uma mudança de conduta que se explicita em ações concretas de justiça
(para com os que com elas têm direito), as quais tornam agradável o justo
sacrifício oferecido a Deus” (Giuseppe
Casarin – Lecionário Comentado [Tempo Comum – Vol. I] –
Paulus).
Pe.
João Bosco Vieira Leite