Quarta, 29 de abril de 2026

(At 12,24—13,5; Sl 66[67]; Jo 12,44-50) 4ª Semana da Páscoa.

“Se alguém ouvir as minhas palavras e não as observar, eu não o julgo, porque não vim para julgar o mundo,

mas para salvá-lo” Jo 12,47.

“Ainda mais uma vez – e já são tantas – Jesus dá testemunho de que ele não fala por si, mas porque ‘o Pai que me enviou, ele mesmo prescreveu o que devo dizer e o que devo ensinar’ (. 49). Daí que ‘aquele que crê em mim, crê não em mim, mas naquele que me enviou, e aquele que me vê, vê aquele que me enviou’ (vv. 44-45). A estreita união de Jesus com o Pai se repete até a exaustão, mas isso nos deve colocar no mais profundo da alma que Jesus sempre corresponde ao Pai, à missão que lhe deu. Assim entendemos as afirmações de Jesus: ‘Aquele que crê em mim, crê não em mim, mas naquele que me enviou’ (v. 44); ‘Aquele que me vê, vê aquele que me enviou’ (v. 45); ‘Eu vim como luz ao mundo; assim, aquele que crê em mim não ficará nas trevas’ (v. 46). O homem rejeita institivamente as trevas e busca desesperadamente a luz; daí segue-se que deve ser verdadeiramente horrível a situação daquele que vive no erro e ao seu derredor não descobre nenhum clarão da luz da verdade. O cristão, ao invés, é filho da luz e nada na luz e com a segurança que a luz lhe dá. A afirmação que Jesus de que é a Luz que veio ao mundo, a fim de que não ande nas trevas, o cristão a aplica a si mesmo. Assim, o cristão não encontra questionamentos que o incomodem ou, se os encontra, tem ao seu alcance a luz, que é a palavra iluminadora de Jesus que se derrama sobre esses questionamentos. Por isso Jesus acrescenta: ‘Se alguém ouve as minhas palavras e não as guarda, eu não o condenarei (...), a palavra que anunciei julgá-lo-á no último dia’ (vv. 47.48). Porém Jesus adverte-nos: ‘não vim para condenar o mundo, mas para salvá-lo’ (v. 47). Já anteriormente o havia dito Nicodemos: ‘Pois Deus não enviou o Filho ao mundo para condená-lo, mas para que o mundo seja salvo por ele’ (João 3,17)” (Alfonso Milagro – O Evangelho meditado para cada dia do ano – Ave-Maria).

 Pe. João Bosco Vieira Leite

Terça, 28 de abril de 2026

(At 11,19-26; Sl 86[87]; Jo 10,22-30) 4ª Semana da Páscoa.

“Os judeus que rodeavam-no e disseram: ‘Até quando nos deixarás em dúvida?

Se tu és o Messias, dize-nos abertamente’” Jo 10,24.

“O modo de proceder de Jesus bem como os seus ensinamentos deixavam desconcertados os seus adversários. Embora realizasse gestos religiosos, suficientes para revelar sua plena comunhão com o Pai, e falasse de maneira até então desconhecida, permanecia uma incógnita a seu respeito. Os judeus que tinham tudo para reconhece-lo como o Messias, permaneciam na incerteza. Por isso, ficavam à espera de que Jesus lhes ‘dissesse abertamente’ que ele era. A postura assumida pelos adversários impedia-os de compreender a verdadeira identidade messiânica de Jesus. Movidos pela suspeita, pela malevolência e pela crítica mordaz, jamais conseguiriam chegar à resposta desejada. Daí a tendência a acusar Jesus de blasfemo e imputar-lhe toda sorte de desvios teológicos e políticos. Em contraste com os adversários estavam os discípulos. Estes, sim, colocavam-se numa atitude humilde de escuta, atentos às palavras do Mestre, buscando desvendar-lhes seu sentido mais profundo. Dispuseram-se a segui-lo, para serem instruídos não só por suas palavras, mas também por seus gestos concretos de misericórdia, para com os mais necessitados. A comunhão de vida com o Mestre permitia-lhes descobrir sua condição de Messias, o enviado do Pai. A incógnita sobre Jesus permanece para quem se posiciona diante dele como adversário. Quem se faz discípulo, não tem dificuldade de reconhece-lo como Messias. – Pai, dá-me um coração de discípulo que se deixa guiar docilmente pelo Mestre Jesus, tornando-se, assim, apto para reconhecer sua condição de Messias de Deus (Pe. Jaldemir Vitório, sj – O Evangelho nosso de Cada Dia [Ano A] - Paulinas).

 Pe. João Bosco Vieira Leite

Segunda, 27 de abril de 2026

(At 11,1-18; Sl 41[42]; Jo 10,11-18) 4ª Semana da Páscoa.

“Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida por suas ovelhas” Jo 10,11.

“A comparação do bom Pastor é muito apreciada pelos antigos profetas, inclusive porque alguns deles viviam em ambiente pastoril. Jesus também serviu-se da vida pastoril com frequência, mas propõe, aqui, com clareza e amplidão a parábola do bom pastor. Depois da afirmação solene de que ele é o bom Pastor, afirma Jesus que ‘o bom pastor expõe a sua vida pelas ovelhas’. Jesus deu a sua vida pelos seus, por amor aos seus, em obediência à missão que lhe atribuiu o Pai, para que se forme um só rebanho. Jesus Cristo é o bom Pastor de quem recebem a missão todos os que exercem um cargo pastoral na Igreja. É o bom Pastor que conhece suas ovelhas e as apascenta com a verdade de sua doutrina e de sua graça. Os primeiros cristãos gostavam de representar Jesus Cristo sob a figura do pastor, que leva nos ombros a ovelha que fora buscar longe do redil. Somente nas catacumbas aparece oitenta e oito vezes essa figura. ‘É – como escreve um autor – a figura mais popular e simpática e uma das mais antigas da arte primitiva cristã. Que paz serena deve apoderar-se de seu espírito ao saber que, quando você pecou, Jesus foi buscá-lo e o trouxe em seus ombros para que você continuasse pertencendo ao redil da Igreja!” (Alfonso Milagro – O Evangelho meditado para cada dia do ano – Ave-Maria).

 Pe. João Bosco Vieira Leite