Sábado, 30 de maio de 2026

(Jd 17.20-25; Sl 62[63]; Mc 11,27-33) 8ª Semana do Tempo Comum.

“[...]. Mas eles tinham medo da multidão, porque todos, de fato, tinham João na qualidade de profeta”

Mc 11,32b.

“É um dos melhores elogios que se tenha podido fazer a João: era tal seu testemunho de vida e de palavra, que ninguém duvidava que era um verdadeiro profeta do Senhor. Ser profeta quer dizer: falar em nome de outro, por delegação de outro, por participação da missão de outro. Todo cristão é, por seu caráter batismal, Cristo: sacerdote, profeta e rei. Todo cristão é, por sua natureza batismal, profeta de Cristo; é chamado a ser um autêntico testemunho de vida e de palavra; ser uma testemunha, alguém que anuncie e proclame uma verdade: a verdade de Cristo. Cristo é o primeiro profeta do Pai; nós devemos ser os profetas de Cristo e, por meio dele, os profetas do Pai. O mundo de hoje, o mundo em que vivemos, está aguardando que lhe transmitamos a palavra e a mensagem de Cristo; e Cristo urge-nos internamente a que cumpramos a missão profética, que ele nos atribuiu. Se estamos consagrados a ele, não viver essa consagração seria destruí-la, apaga-la e, consequentemente, frustrá-la. Poderá afirmar-se de nós, como de João Batista, que somos verdadeiros profetas de Cristo?” (Alfonso Milagro – O Evangelho meditado para cada dia do ano – Ave-Maria).              

 Pe. João Bosco Vieira Leite

Sexta, 29 de maio de 2026

(1Pd 4,7-13; Sl 95[96]; Mc 11,11-26) 8ª Semana do Tempo Comum.

“Por isso vos digo, tudo o que pedirdes na oração, acreditai que já o recebestes, e assim será” Mc 11,24.

“’Tudo o que pedirdes...’ Mas não simplesmente pedir, como uma criança mimada que acha que tudo merece receber simplesmente porque quer. O estado de oração tampouco é a birra infantil de quem ‘não aceita um não’, ou que, cego à realidade, insiste em soluções mágicas para problemas reais. Estar em oração é estar em sintonia com Deus. Estar em sintonia com Deus é participar de seu projeto. Projeto de salvação e santificação de todos nós e de toda a criação. Quando estamos em tal sintonia, quando nos voltamos para Deus de forma que só a oração nos proporciona, não há espaço para o egoísmo de soluções fáceis. Oração não tem tanto a ver com repetições de palavras como tem a ver com disposição, boa vontade e abertura para se voltar a Deus, nas mais diversas situações de nossa vida. Oração talvez tenha a ver com fazer as coisas bem-feitas. Num campo de futebol, por exemplo, não é lugar de, no meio do jogo, ajoelhar-se e recitar orações... Naquele momento deve-se jogar futebol. Jogar bem, dar o seu melhor, jogar honestamente, jogar limpo... Competir sim, mas sem extremos nem maldade... Dar o nosso melhor em qualquer situação... o que mais Deus poderia nos pedir? Um estudante que precisa muito passar numa prova. Ele pode ajoelhar-se e rezar o quanto quiser, mas atitude muito agradável a Deus e condizente seria se ele estudasse. Com humildade e com muito esforço. Dar o nosso melhor, eis o incenso de nossa oração. Deus reconhece e valoriza nosso esforço. Nossa vida não é um mar de rosas, não é isenta de dificuldades e injustiças, fatalidades. Mas nossa boa vontade é a oblação que Deus deseja. Nosso empenho rende frutos de ação de graças, e é isso o que importa. – Acolhe, Pai, nossa oração diária, no reconhecimento de teu amor, na superação de nossas fraquezas, em nosso esforço por viver bem e sermos felizes contigo em nosso coração. Amém!” (Clauzemir Makximovitz – Meditações para o dia a dia [2015] Vozes).

 Pe. João Bosco Vieira Leite

Quinta, 28 de maio de 2026

(1Pd 2,2-5.9-12; Sl 99[100]; Mc 10,46-52) 8ª Semana do Tempo Comum.

“[...] O filho de Timeu, Bartimeu, cego e mendigo, estava sentado à beira do caminho” Mc 10,46.

“É esta a posição não somente do cego sentado à beira da estrada, mas de quantos se detêm na vida espiritual, na sua ação de apostolado. Contentam-se com o que são e com o que fazem; é como se lhes bastasse e os satisfizesse o seu ‘status’; não os toca o afã por melhorar nada em seu ser, em seu agir. Não são maus; disso têm consciência. E, por não serem maus, não são melhores; e disso não estão conscientes. Que o aguilhão de teu zelo me inquiete, Senhor! Que o zelo de tua casa me devore! Deverei regozijar-me por ter-me corrigido de algum defeito, por ter realizado tal ou qual apostolado. Porém, isso não deve fechar-se à perspectiva de me empenhar mais e de ir sempre em frente” (Alfonso Milagro – O Evangelho meditado para cada dia do ano – Ave-Maria).

 Pe. João Bosco Vieira Leite