Quarta, 04 de novembro de 2026

(Fl 2,12-18; Sl 26[27]; Lc 14,25-33) 31ª Semana do Tempo Comum.

“Quem não carrega sua cruz e não caminha atrás de mim não pode ser meu discípulo” Lc 14,27

“Fazendo da vida uma peregrinação, o cristão se desprende completa e imediatamente, para seguir adiante com Jesus Cristo. Ser discípulo de Jesus Cristo não é algo difícil de ser desejado; a figura de Jesus se apresenta tão santa e pura, tão amável e bondosa, tão humana e tão divina, que não pode deixar de arrastar o coração humano no desejo de seu seguimento. Vemos hoje como mesmo as multidões juvenis não cristãs se apaixonam pela figura de Jesus e propuseram-na como guia e líder na novela e no cinema. Porém, ser verdadeiro discípulo de Jesus, tal como ele no-lo exige no evangelho, é mais que a simples admiração e reconhecimento das suas qualidades e virtudes. Seguir Jesus verdadeiramente e de perto exige muito: acima dos afetos mais dignos e santos, mais corretos e naturais, deve estar o amor a Deus, e inclusive acima da própria vida e do próprio eu. A palavra ‘odiar’ é um hebraísmo com o qual Jesus não pede ódio ou rancor, mas desprendimento completo e imediato de tudo que pode ser mais caro ao coração do homem. É preciso colocar o amor a Deus acima de tudo e de todos. O evangelho não nos pode mandar que odiemos os nossos pais, quando, no próprio evangelho, se nos ordena que amemos os nossos inimigos. A cruz é símbolo de negação; o cristão deve seguir Jesus Cristo ao calvário, para que possa segui-lo na ressurreição e na ascensão aos céus. O Senhor Jesus fala-nos de carregar a cruz e assim expressa a entrega da própria vida; o discípulo de Jesus deve estar disposto ao martírio. ‘Carregar a cruz’ é frase antiga, muito usada, para simbolizar o sacrifício da própria vida; Jesus carregou sua cruz: entregou sua vida por nós; devemos carregar nossa cruz: entregar nossa vida por ele” (Alfonso Milagro – O Evangelho meditado para cada dia do ano – Ave-Maria).

Pe. João Bosco Vieira Leite

Terça, 03 de novembro de 2026

(Fl 2,5-11; Sl 21[22]; Lc 14,15-24) 31ª Semana do Tempo Comum.

“Um homem que estava à mesa disse a Jesus: ‘Feliz aquele que come o pão no Reino de Deus!’” Lc 14,15.

“A exclamação do convidado – ‘Feliz de quem comer o pão no Reino de Deus’ – baseia-se numa concepção da época, segundo a qual este Reino era comparado a um banquete alegre e festivo. Aproveitando esta deixa, Jesus passou a falar do baquete celeste, deixando de lado o banquete humano em que se encontrava, e que lhe servira de pretexto para transmitir ensinamentos oportunos aos presentes. A parábola apresenta dois tipos de convidados para festa do Reino. Os primeiros são pessoas de peso social e econômico. Estes têm muitos motivos para recusar o convite. As preocupações com a compra de uma nova fazenda, o negócio em torno da aquisição de gado, as próprias bodas de casamento são todos motivos considerados válidos para se darem por desculpados e recusarem o convite amigo. Os segundo são os que estão pelas praças e ruas da cidade, vítimas da marginalização social – os pobres, aleijados, cegos e coxos. São convidados a ocupar o espaço desprezado pelo primeiro grupo. Estes são insistentemente motivados a aceitar o convite e se fazerem presentes ao banquete. E a casa ficou repleta pelos que, num primeiro momento, tinham sido esquecidos. Na mira de Jesus estavam os líderes religiosos da época. Pensando ter precedência no Reino, seriam excluídos por pura insensatez. Seu lugar seria ocupado pelos pagãos e pecadores aos quais desprezavam. Estes, sim, teriam o prazer de participar das alegrias do Reino. - Pai, tu me convidas cada dia para participar das alegrias de teu Reino. Que eu saiba acolher teu convite paterno, fazendo-me solidário com os pobres e os deserdados deste mundo” (Pe. Jaldemir Vitório, sj – O Evangelho nosso de Cada Dia [Ano A] - Paulinas).

Pe. João Bosco Vieira Leite

Segunda, 02 de novembro de 2026

(Jó 19,1.23-27a; 1Cor 15,20-24a.25-28; Lc 12,35-40) Finados.

“Eu sei que o meu redentor está vivo e que, por último, se levantará sobre o pó;

e depois que tiverem destruído esta minha pele, na mina carne verei a Deus” Jó 19,25-26.

“Podemos ajudar muito e de diversas formas as almas que se preparam para entrar no Céu e ainda permanecem no Purgatório. Sabemos que ‘a união dos que estão na terra com os irmãos que descansam na paz de Cristo não se interrompe de nenhuma maneira, antes, pelo contrário vê-se fortalecida pela comunicação de bens espirituais’ (Lumen Gentium, 49). [...] A Santa Missa, que possui um valor infinito, é o que temos de mais valioso para oferecer pelas almas do Purgatório. Também podemos oferecer por elas as indulgências que lucramos na terra: as nossas orações, de modo especial o Santo Rosário, o trabalho, a dor, as contrariedades, etc. Esses sufrágios são a melhor maneira de demonstrarmos o amor pelos nossos parentes e amigos e por todos os que nos precederam e esperam o seu encontro com Deus. Os nossos pais ocuparão um lugar privilegiado nessas orações. Por sua vez, as almas do Purgatório também nos ajudam muito nesse intercâmbio de bens espirituais que é a Comunhão dos Santos. ‘As almas benditas do purgatório – Por caridade, por justiça e por egoísmo desculpável – podem tanto diante de Deus! –, lembra-te delas com frequência nos teus sacrifícios e na tua oração. Oxalá que, ao falar nelas, possas dizer: ‘Minhas boas amigas, as almas do purgatório...’’ (Josemaria Escrivá)”. (Francisco Fernandez-Carvajal – Falar com Deus – Vol. 7 – Quadrante)

Pe. João Bosco Vieira Leite