(Ef 1,11-14; Sl 32[33]; Lc 12,1-7) 28ª Semana do Tempo Comum.
“Milhares de pessoas se reuniram, a
ponto de uns pisarem os outros. Jesus começou a falar,
primeiro aos seus discípulos: ‘Tomai
cuidado com o fermento dos fariseus, que é a hipocrisia’” Lc 12,1.
“A
hipocrisia era considerada um defeito incompatível com a condição de discípulo
do Reino. Daí ter Jesus falado fortemente contra este desvio da personalidade,
tão encontrado em certos membros do grupo dos fariseus e dos mestres da Lei. A
metáfora do ‘fermento’, aplicada à hipocrisia, é significativa. Como o fermento,
ela se infiltra no coração das pessoas, transformando-as por dentro. Da mesma
forma que se pode distinguir a massa fermentada da não fermentada, assim também
a presença da hipocrisia seria claramente perceptível no modo de proceder dos
discípulos. Escondê-la seria impossível. Portanto, os discípulos devem ficar
muito atentos à mentalidade hipócrita dos fariseus para não se deixarem
‘fermentar’ por ela, e serem tentados a imitá-los, agindo de forma incompatível
com a sua condição. Era grande o perigo de confundir as coisas e transformar as
práticas religiosas exteriores em elementos centrais da piedade, esquecendo-se
de serem puros de coração e, de fato, totalmente consagrados a Deus. Agindo
assim, cairiam na tentação de, como os fariseus e os mestres da Lei,
considerar-se homens justos, com o direito de menosprezar os demais, taxando-os
de pecadores. Os discípulos corriam o risco de serem contaminados por esta
forma de piedade tão perigosa. Seu modelo de vida deveria ser Jesus, o qual
vivia em total coerência com o querer do Pai. – Pai, que eu não me deixe
encantar por falsos exemplos de piedade. Estejam meus olhos sempre fitos em
Jesus, cujo exemplo devo seguir para ser agradável a ti” (Pe. Jaldemir Vitório, sj – O
Evangelho nosso de Cada Dia [Ano A] - Paulinas).
Pe.
João Bosco Vieira Leite