Quinta, 05 de março de 2026

(Jr 17,5-10; Sl 01; Lc 16,19-31) 2ª Semana da Quaresma.

“Havia um homem rico, que se vestia com roupas finas e elegantes e fazia festas esplêndidas todos os dias.

Um pobre, chamado Lázaro, cheio de feridas, estava no chão, à porta do rico” Lc 16,19-20.

“A parábola evangélica é um alerta premente contra o perigo da riqueza e as consequências desastrosas para quem não sabe se servir dela como meio para obter a salvação eterna. A riqueza pode levar à condenação. O rico simboliza aquela pessoa cuja vida limita-se à busca de prazeres: da comida, da bebida, do vestir-se bem, do locupletar-se com bens materiais. Por isso, não demonstra a mínima preocupação com Deus, nem muito menos com seus semelhantes, de modo especial, os pobres e marginalizados. Interessa-lhes, apenas, quem lhes pode proporcionar prazer, e seus companheiros de orgias. Nada, porém, que possa significar amor e ruptura dos esquemas egoísticas. A riqueza estreitava os horizontes do rico da parábola, impedindo-o de ver para além de seu pequeno mundo. O sofrimento do pobre Lázaro, à sua porta, era lhe desconhecido. Sua fama contrastava com a opulência dos banquetes que o rico oferecia. Seu corpo coberto de feridas, dando-lhe um aspecto asqueroso, chocava-se com a bela aparência dos convivas do rico, bem vestidos e adornados. O desfecho da parábola parece lógico: a insensibilidade do rico farreador valeu-lhe a condenação eterna de sofrimentos, pois deixara escapar a única chance de construir sua felicidade eterna, fazendo-se solidário com o sofrimento do próximo. – Pai, não permitas que nada neste mudo me impeça de ver o sofrimento de meu próximo e fazer-me solidário com ele” (Pe. Jaldemir Vitório, sj – O Evangelho nosso de Cada Dia [Ano A] - Paulinas).

 Pe. João Bosco Vieira Leite

Quarta, 04 de março de 2026

(Jr 18,18-20; Sl 30[31]; Mt 20,17-28) 2ª Semana da Quaresma.

“Eis que estamos subindo para Jerusalém, e o Filho do Homem será entregue aos sumos sacerdotes e os mestres da Lei. Eles o condenarão à morte” Mt 20,18.

“No Evangelho de Mateus, ao terceiro anúncio da Paixão, encontramos uma voz dissonante. Trata-se da mãe de Tiago e João que faz um pedido especial em favor dos filhos: terem o primeiro lugar. Mas não será isto que Jesus poderá conceder-lhes, e sim a participação na sua Paixão. [Compreender a Palavra:] Jesus anuncia pela terceira vez a terrível sorte que O espera em Jerusalém, revelando dois pormenores muito precisos (vv. 18-19) em relação aos dois anúncios precedentes (Mt 16,21; 17,22-23). Da parte dos discípulos – embora a voz seja a da mãe de Tiago e João – chega um pedido completamente fora de lugar. Não é o primeiro lugar a prioridade que se coloca diante dos discípulos de Cristo, mas sim a completa comunhão com Ele na Paixão. Está fora de lugar também a indignação dos outros dez contra Tiago e João: também a eles o Mestre diz que o serviço que deverão prestar não se modela sobre o dos governantes e dos chefes, os quais dominam e oprimem com a sua autoridade e o seu poder, mas sobre o seu exemplo: Ele ‘não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida para a redenção dos homens’ (v. 28). A predição de Jesus revela o Seu conhecimento da já próxima humilhação da morte, mas ao mesmo tempo da certeza da Sua Páscoa de Ressurreição” (Giuseppe Casarin – Lecionário Comentado [Quaresma Páscoa] – Paulus).

Pe. João Bosco Vieira Leite

Terça, 03 de março de 2026

(Is 1,10.16-20; Sl 49[50]; Mt 23,1-12) 2ª Semana da Quaresma.

“Quem se exaltar será humilhado, e quem se humilhar será exaltado” Mt 23,12.

“Jesus dá belos exemplos de humildade em sua vida terrena. De si mesmo afirma: ‘O Filho do Homem veio não para ser servido, mas para servir’ (Mateus 20,28). ‘Mas aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e assemelhando-se aos homens. E sendo exteriormente reconhecido como homem, humilhou-se ainda mais, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz’ (Filipenses 2,7-8). E no próprio Jesus cumpriu-se a afirmação da exaltação do humilde, segundo diz o apóstolo São Paulo: ‘Por isso Deus o exaltou soberanamente e lhe outorgou o nome que está acima de todos os nomes’ (Filipenses 2,9). ‘Servir’ há de ser o lema cristão, sobretudo se é ocupante do alto posto em dignidade, segundo a máxima já conhecida: ‘Aquele que não vive para servir, não serve para viver’. Todo aquele que ocupar alto posto na sociedade, tem de pensar que o importante não é brilhar, mas servir amando, ou se preferir: amar servindo” (Alfonso Milagro – O Evangelho meditado para cada dia do ano – Ave-Maria).

Pe. João Bosco Vieira Leite