Sexta, 05 de junho de 2026

(2Tm 3,10-17; Sl 118[119]; Mc 12,35-37) 9ª Semana do Tempo Comum.

“Portanto, o próprio Davi chama o Messias de Senhor. Como é que ele pode então ser seu filho?

E uma grande multidão o escutava com prazer” Mc 12,37.

“Talvez já tenha passado a época em que os filhos chamavam o pai de senhor. Se este título era bem usado ou não, fato é que chamar alguém de senhor nos faz lembrar de respeito, de honra, de dignidade. Jesus nos faz lembrar desta palavra quando compara Davi com o Messias (o salvador esperado). Muitas pessoas respeitavam Jesus, é verdade. Mas havia muitas outras que sentiam grande desprezo por Ele. Estas diziam honrar os seus pais, mas não honravam o Deus de seus pais. Estas diziam honrar o profeta e Rei Davi, mas estavam desprezando aquele por quem Davi tanto havia esperado, aquele a quem ele chama de Senhor no Sl 110,1. Quando nos foi ensinado o quarto mandamento: ‘Honrarás a teu pai e a tua mãe para que vás bem e vivas muito tempo sobre a terra’, este honrar tem a ver não só com respeito, mas também com ouvir e guardar o ensinamento que Deus deixou aos nosso pais. Mesmo que talvez não tenhas um pai cristão, poderás ter um pai espiritual que te guiará pelas verdades bíblicas. É a Palavra de Deus que nos dará forças para vivermos uma vida de respeito e de honra. Se achamos que o mundo está virado de cabeça para baixo e todos se esqueceram do respeito e da dignidade, a nossa ajuda está na Palavra de Deus. Se teus pais não são cristãos, poderá honrá-los falando de Cristo a eles, respeitando-os e amando-os. O mesmo é verdade em relação aos amigos, demais familiares e tantas pessoas que precisam da Palavra de Deus. Deus nos ensine a honrar a Deus para que possamos honrar as pessoas que nos cercam. – Senhor Deus de toda honra, peço-te humildemente que me ensines a honrar o teu nome e a servir o meu próximo em amor, por meio de Jesus Cristo. Amém! (Arnaldo Hoffmann Filho – Meditações para o dia a dia [2015] – Vozes).

Pe. João Bosco Vieira Leite 

Quinta, 04 de junho de 2026

(Dt 8,2-3.14-16; Sl 147[147B]; 1Cor 10,16-17; Jo 6,51-58) Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo.

“Porque a minha carne é verdadeira comida e o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia” Jo 6,54.

“Jesus é a Palavra que se tornou carne, ‘o pão descido do Céu’ que dá vida ao mundo (v. 51). A oferta que Ele faz de Si mesmo na morte prolonga-se na Eucaristia. Aos judeus que murmuram, Jesus reafirma que para ter a vida eterna se deve ‘comer a Carne do Filho do homem’ e ‘beber o seu Sangue’ (vv. 52-53). A carne que se deve comer identifica com Jesus (vv. 54-56), o enviado do Pai (v. 57). Ele é o verdadeiro maná descido do céu que dá vida (v. 587). Jesus identifica-se com o ‘pão descido do céu’ (v. 51); Ele é a Palavra de Deus que responde à necessidade profunda de viver que habita em cada ser humano. O pão descido do Céu é de fato a ‘carne’ (v. 51b), o Filho de Deus que na sua humanidade concreta, frágil e indefesa à morte por amor. Ao ouvir estas palavras os judeus escandalizam-se (cf. 52), porque a Lei proibia comer carne juntamente com sangue. Mas Jesus reafirma que a Sua entrega se torna fonte de ‘vida’ para o mundo (vv. 53,54). Por isso ‘quem come a sua carne’ e ‘bebe seu sangue’ entra em comunhão com este gesto de amor, que tem a sua fonte no Pai (vv. 56-57). Uma mesma corrente de vida parte de Deus, o Pai e, através de Jesus, o Filho, derrama-se no crente que entra, mediante a fé e a experiência eucarística, em comunhão com Ele. Mediante a comunhão com Jesus, o crente que come a Sua carne e bebe o Seu sangue entra em comunhão com o Pai, fonte última da vida” (Giuseppe Casarin – Lecionário Comentado [Tempo Comum – Vol. I] – Paulus).      

Pe. João Bosco Vieira Leite

Quarta, 03 de junho de 2026

(2Tm 1,1-3.6-12; Sl 122[123]; Mc 12,18-27) 9ª Semana do Tempo Comum.

“Ora, ele não é Deus de mortos, mas de vivos! Vós estais muitos enganados” Mc 12,27.

“Nosso Deus é o Deus dos vivos; é o Deus daqueles que, por reconhecê-lo como Deus, devem viver a vida dele; será esta a única forma de crer em Deus, viver sua própria vida divina. Caso contrário, nossa fé não passará do nível de simples crença, e nunca se poderá proclamá-la como uma verdadeira fé, que antes de mais nada é uma vida. Devemos questionar-nos com frequência se na realidade temos fé. Não importa que sejamos pessoas comprometidas com o Reino de Deus; se não temos a vida de Deus em nós, não temos fé, pelo menos uma fé vivencial, como deve ser a fé autêntica” (Alfonso Milagro – O Evangelho meditado para cada dia do ano – Ave-Maria).

 Pe. João Bosco Vieira Leite