(2Pd 3,12-15.17-18; Sl 89[90]; Mc 12,13-17) 9ª Semana do Tempo Comum.
“As autoridades mandaram alguns fariseus
e alguns partidários de Herodes
para apanharem Jesus em alguma palavra” Mc 12,13.
“A
hostilidade contra Jesus uniu os seus adversários. Os enviados para armar-lhe
ciladas são partidários da facção farisaica e do partido dos herodianos. Os
fariseus eram bem conhecidos por seu apego às prescrições da Lei e por sua
postura anti-romana. Embora resistissem aos opressores, de forma não-violenta,
recusavam-se, decididamente, a conformar-se com a dominação estrangeira. Por
sua vez, os herodianos estavam ligados à casa de Herodes cujos membros exerciam
a autoridade em nome do imperador romano. Os fariseus buscaram a ajuda dos
herodianos por saberem que estes, embora indiferentes quanto às questões
religiosas, tinham interesse em abafar os movimentos populares de caráter
messiânico, para evitar problemas com Roma. Por isso, fecharam os olhos às suas
divergências ideológicas e optaram fazer um conluio com seus inimigos para
garantir a eliminação de Jesus. A questão dirigida ao Mestre – ‘É lícito ou não
pagar o tributo a César?’ – era de caráter eminentemente político. Respondendo
sim, Jesus entraria no rol dos que se opunham à autoridade romana. Respondendo
não, perderia a simpatia do povo, o qual, na certa, o consideraria um traidor,
por reconhecer e justificar a opressão estrangeira. Jesus deu-lhes uma resposta
admirável: nada impede de dar a César o que lhe pertence, desde que o absoluto
de Deus seja respeitado. Deus é a medida de tudo! – Pai, tudo quanto
existe no universo te pertence. Ensina-me a subordinar tudo ao teu querer e a
considerar-te a medida de tudo” (Pe. Jaldemir Vitório, sj – O Evangelho nosso de
Cada Dia [Ano A] - Paulinas).
Pe.
João Bosco Vieira Leite