Quinta, 30 de julho de 2026

(Jr 18,1-6; Sl 145[146]; Mt 13,47-53) 17ª Semana do Tempo Comum.

“Quando está cheia, os pescadores puxam a rede para a praia, sentam-se e recolhem os peixes bons em cestos

e jogam fora os que não prestam” Mt 13,48.

“A parábola da rede parece repetir, mesmo no vocabulário, a do trigo e do joio. Mas enquanto esta última coloca o acento sobre o tempo presente do crescimento, o Evangelho de hoje olha para o futuro, está interessado mais no vaso dos peixes do que na sua captura (os verbos antes estão no particípio passado e depois no indicativo). [Compreender a Palavra:] Através da parábola da rede, mais uma vez o Senhor mostra a dinâmica do Reino, distinguindo-se entre o tempo da História, em que todos os homens, bons e maus, convivem como os diversos peixes no mesmo mar, e o tempo do juízo final, quando se der a separação uns dos outros, com o fim trágico dos maus. A particular acentuação do juízo negativo pretendia eliminar qualquer equívoco na insistente e surpreendente pregação de Jesus sobre a misericórdia de Deus, que podia levar a duvidar da existência de um juízo final. Jesus Cristo projeta uma imagem nova de Deus e do seu Reino, a qual embora criando uma distanciação do ensino religioso da época, permanece no rasto da continuidade e da felicidade divinas: a misericórdia de Deus não anula a distinção entre o bem e o mal. Eis então que a mensagem de Jesus acerca do Reino pede uma renovação, antes de tudo da parte dos anunciadores (escribas/discípulos). O grande tesouro é Cristo e é Ele que ilumina todo o antigo e o novo, Ele que deve ser anunciado e transmitido, permanecendo fiéis à sua Pessoa que encerra em Si todas as novidades capazes de explicar e realizar as antigas promessas” (Giuseppe Casarin – Lecionário Comentado [Tempo Comum – Vol. I] – Paulus). 

Pe. João Bosco Vieira Leite  

Quarta, 29 de julho de 2026

(1Jo 4,7-16; Sl 33[34]; Jo 11,19-27) Santos Marta, Maria e Lázaro.

“Quando Marta soube que Jesus tinha chegado, foi ao encontro dele. Maria ficou sentada em casa” Jo 11,20.

“Em Jo 11,2 Maria é caracterizada como aquela ‘que ungira o Senhor com óleo perfumado e lhe enxugara os pés com os cabelos’. Trata-se, portanto, de uma antecipação daquilo que será contado só depois, no capítulo 12. Marta chama a irmã Maria pra vir junto de Jesus. Esta logo se levanta e lança chorando aos pés do mestre. Maria é aquela que acredita sem palavras. Ela sente o amor de Jesus pelo amigo dele e irmão dela. Chorando ela se sabe unida a Jesus e ao seu destino fatal” (Anselm Grüm – Jesus: Porta para a Vida – Loyola).

Pe. João Bosco Vieira Leite  

 

Terça, 28 de julho de 2026

(Jr 14,17-22; Sl 78[79]; Mt 13,36-43) 17ª Semana do Tempo Comum.

“Jesus deixou as multidões e foi para casa. Seus discípulos aproximaram-se dele e disseram:

‘Explica-nos a parábola do joio!’” Mt 13,36.

“A parábola do joio e do trigo soou misteriosa aos ouvidos dos discípulos. Foi preciso que, a sós, Jesus os ajudasse a compreender o significado do ensinamento nela contido. A explicação que lhes foi oferecida corresponde a uma espécie de vocabulário onde cada elemento é interpretado. Um aspecto importante da explanação de Jesus consiste em estabelecer a nítida distinção entre os filhos do Reino e os filhos do Maligno. Os filhos do Reino são os que acolhem a Palavra de Deus e, embora pressionados pelos inimigos, mantêm-se fiéis, pautando sua vida pela vontade de Deus. A perseverança é conseguida, a duras penas, com a força do Espírito. Eles conhecem bem o preço da fidelidade! Já ‘os filhos do maligno’ são os que, fechando os ouvidos de Jesus, seguem os impulsos das próprias paixões ou se deixam levar por quem está na contramão de Deus. Sua malignidade manifesta-se de muitas formas, entre elas, no combate sem descanso aos que optaram pelo Reino de Deus. O drama é que nem sempre podemos identificar, à primeira vista, quem é ‘o filho do Reino’ e quem é ‘o filho do Maligno’. As aparências enganam! Existem lobos travestidos de cordeiros. Nem sempre é fácil desmascará-los. A parábola aconselha-nos a esperar o final dos tempos, quando ficará patente quem está a serviço do bem e quem está a serviço do mal. – Pai, que as pressões dos filhos do Maligno jamais sejam suficientemente fortes para me levar a renunciar à minha condição de filho do Reino. Quero estar sempre a teu serviço (Pe. Jaldemir Vitório, sj – O Evangelho nosso de Cada Dia [Ano A] - Paulinas).

Pe. João Bosco Vieira Leite