Sábado, 13 de junho de 2026

(Is 61,9-11; Sl 1Sm 2; Lc 2,41-51) Imaculado Coração de Maria.

“Jesus desceu então com seus pais para Nazaré e era-lhes obediente. Sua mãe, porém,

conservava no coração todas essas coisas” Lc 2,51.

“Não há como esquecer fatos marcantes na vida de uma pessoa. Com Maria tudo ainda era muito recente: a anunciação, o encontro com Isabel, o recenseamento, o nascimento de Jesus, a visita dos Magos, a circuncisão de Jesus, a apresentação no Templo, Simeão, Ana, a fuga para o Egito e agora, após doze anos, a Festa da Páscoa. Suas lembranças devem ter sido fortíssimas, porém bem guardadas no seu coração. O coração é o lugar que que, sentimentalmente, guardam-se as emoções. Certamente Maria tinha um coração muito forte. Cada detalhe reforçava sua fé e disposição para servir. Mesmo não compreendendo que Jesus cumpria estar na casa de seu Pai (o Templo) ela guardava e ponderava em tudo. Ter um filho como Jesus não era para qualquer um. O texto diz que Ele ‘desceu com eles para Nazaré, e era-lhes submisso’. Um filho obediente e submisso é tudo que os pais querem na vida. Ele foi um filho dedicado. Assim cresceu em ‘sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens’. Quais são as nossas lembranças agradáveis que ocorreram em nossa família? Temos consciência prazerosa do nosso Batismo e Confirmação? Nossa participação na comunidade de fé é relevante? Os dons que recebemos estão a serviço do Senhor? Somos dedicados a este Deus maravilhoso? Não vivemos apenas de sentimentos e lembranças, porém eles fazem parte da nossa história – história essa marcada pela graça e amor divinal. Nossa submissão a Deus deve ser entendida não como um jogo obrigatório e pesado, mas como um desejo sincero em estar na mesma missão que Jesus esteve – servir o Pai com alegria. – Ó Jesus bendito, quero te servir; pelos teus caminhos faze-me seguir. Sem a tua graça não podemos ter força suficiente para o mal vencer. Protetor bondoso, vem nos conduzir; tua paz celeste faze em nós luzir. Amém (Arnaldo Hoffmann Filho – Meditações para o dia a dia [2015] Vozes).

Pe. João Bosco Vieira Leite

Sexta, 12 de junho de 2026

(Dt 7,6-11; Sl 102[103]; 1Jo 4,7-16; Mt 11,25-30) Sagrado Coração de Jesus.

“Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração,

e vós encontrareis descanso” Mt 11,29.

“Queridos irmãos e irmãs! Celebramos na sexta-feira passada a solenidade do Sacratíssimo Coração de Jesus, uma devoção profundamente radicada no povo cristão. Na linguagem bíblica o ‘coração’ indica o centro da pessoa, a sede dos seus sentimentos e das suas intenções. No Coração do Redentor nós adoramos o Amor de Deus pela humanidade, a sua vontade de salvação universal, a sua misericórdia infinita. Portanto, prestar culto ao Sagrado Coração de Cristo significa adorar aquele Coração que, depois de nos ter amado até o fim, foi trespassado por uma lança e do alto da Cruz derramou Sangue e Água, Fonte inexaurível de vida nova. A festa do Sagrado Coração foi também o Dia Mundial pela santificação dos sacerdotes, ocasião propícia para rezar a fim de que os presbíteros nada anteponham ao amor de Cristo. [...] O coração que mais se assemelha ao Coração de Cristo é, sem dúvida, o de Maria, a Mãe Imaculada, e precisamente por isso a liturgia os indica juntos à nossa veneração. Respondendo ao convite feito pela Virgem de Fátima, confiamos ao seu Coração Imaculado, que ontem contemplamos de modo particular, o mundo inteiro, para que experimente o amor misericordioso de Deus e conheça a paz verdadeira” (Bento XVI – Um Caminho de Fé Antigo e sempre Novo – Vol. I – Mokai) 

Pe. João Bosco Vieira Leite

Quinta, 11 de junho de 2026

(At 11,21-26; 13,1-3; Sl 97[98]; Mt 10,7-13) São Barnabé, apóstolo.

“Em vosso caminho, anunciai: ‘O Reino dos Céus está próximo’” Mt 10,7-13.

“Barnabé significa ‘filho da exortação’ (At 4,36) e ‘filho da consolação’, e é o sobrenome de um judeu levita originário de Chipre. Depois de estabelecer-se em Jerusalém, foi um dos primeiros a abraçar o cristianismo após a ressurreição do Senhor. Com grande generosidade vendeu um campo de sua propriedade e entregou dinheiro obtido aos apóstolos, para as necessidades da Igreja (c. At 4,37). Foi o fiador da conversão de Saulo diante da comunidade cristã de Jerusalém, que, todavia, desconfiava do antigo perseguidor (cf. At 9,27). Enviado para Antioquia da Síria, foi buscar Paulo em Tarso, onde se retirara, e passou um ano inteiro com ele, dedicando-se à evangelização desta importante cidade, em cuja igreja Barnabé era conhecido como profeta e doutor (cf. At 13,1). No momento das primeiras conversões de pagãos, Barnabé entendeu que havia chegado a hora de Saulo, que se retirara para Tarso, sua cidade. E ali foi busca-lo. Neste momento importante é como se tivesse devolvido Paulo à Igreja: presenteou-a, neste sentido, mais uma vez, com o Apóstolo do Povo. Da Igreja de Antioquia, Barnabé foi enviado como missionário junto a Paulo, para realizar o que se considera a primeira viagem missionária do apóstolo. Na verdade, tratou-se de uma viagem missionária de Barnabé, já que era ele o verdadeiro responsável, a quem Paulo se uniu como colaborador, chegando às regiões de Chipre e da Anatólia centro-meridional, na atual Turquia, nas cidades de Atalia, Perge, Antioquia de Pisídia, Icônio, Listra e Derbe (cf. At 13,14). Com Paulo participou em seguida do Concílio de Jerusalém, onde, depois de um exame profundo da questão, os apóstolos, juntamente com os anciãos, decidiram eliminar da identidade cristã a prática da circuncisão (cf. At 15,1-35). Só assim, ao final, tornaram possível, oficialmente, a Igreja dos pagãos, uma Igreja sem circuncisão: somos filhos de Abraão simplesmente pela fé em Cristo”. (Bento XVI – Os Apóstolos e os primeiros discípulos de Jesus – Planeta).

 Pe. João Bosco Vieira Leite