(2Rs 2,1.6-14; Sl 30[31]; Mt 6,1-6.16-18) 11ª Semana do Tempo Comum.
“... de modo que a tua esmola fique
oculta. E o teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a recompensa” Mt 6,4.
“Os
discípulos de Jesus foram alertados a respeito das formas indevidas de praticar
a religião, de modo especial, o exibicionismo nas práticas religiosas, com o
intento de granjear louvores e admiração. Esta preocupação minimiza o que se
faz com a intenção de agradar a Deus. A recompensa divina. Tomando três
práticas típicas de piedade – a esmola, a oração e o jejum –, Jesus pôs em
confronto a maneira incorreta e a correta de praticá-las. A forma incorreta é a
atitude dos hipócritas. Estes mandam tocar trombetas quando vão dar esmolas,
para chamar a atenção dos passantes; rezam nas sinagogas e nas praças, de
maneira ostentatória para serem contemplados em atitude de oração; quando estão
jejuando, fazem questão de apresentar um semblante ascético e abatido, dando-se
ares de penitentes. A forma correta de viver a piedade é bem outra. Nela o fiel
busca ser visto unicamente por Deus. O reconhecimento humano é dispensado, pois
não tem valor algum. Basta que o Pai veja a esmola dada de maneira discreta. A
oração deve ser feita no recolhimento do quarto, pois só o Pai será testemunha
da sinceridade com que é feita. Por ocasião do jejum, aconselhava-se a lavar o
rosto e a perfumar a cabeça. Assim, somente o Pai verá o que se passa no
coração de quem jejua. Engana-se quem procura agradar a Deus por um caminho
diferente daquele indicado por Jesus. – Pai, só te agradam as ações
feitas na simplicidade e no escondimento. Que eu procure sempre agradar-te,
enveredando por este caminho” (Pe. Jaldemir Vitório, sj – O
Evangelho nosso de Cada Dia [Ano A] - Paulinas).
Pe.
João Bosco Vieira Leite