(1Rs 17,7-16; Sl 4; Mt 5,13-16) 10ª Semana do Tempo Comum.
“Vós sois o sal da terra. Ora, se o sal
se tornar insosso, com que salgaremos? Ele não servirá para mais nada, senão
para ser jogado fora e ser pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo. Não
pode ficar escondida uma cidade construída sobre o monte” Mt 5,13-14.
“Jesus,
como mestre, ensina sobre a natureza e inteireza da fé e sobre a integridade do
amor. A fé, segundo Ele, postula um comportamento cuja natureza é a do sal e da
luz. Como sal, deve ela conservar e dar sabor aos alimentos. Caso não faça
isto, assevera, ‘não servirá para nada a não ser para ser jogado fora e pisado
pelos homens’. Paralelamente, Ele se refere à fé comparando-a com uma cidade
‘situada no cimo de um monte’ ou uma candeia que ‘não é colocada debaixo de uma
vasilha’. A luz tem por finalidade iluminar ‘a todos que estão em casa’ e uma
cidade no cimo de um monte ‘não pode esconder-se’, mas poderá ser vista por
todos os transeuntes. Assim é a fé dos crentes e a caridade de seus seguidores.
Como sal, têm força para salgar; como luz, brilho para iluminar; como cidade,
servem como acolhida ou como alvo para os inimigos. Em outras palavras, a fé e
o amor cristãos são frágeis em sua natureza, podendo ser atingidos por todos,
mas fortes com obrigação de testemunho por aqueles que os professam. Não é assim
que nos sentimos ao professar nossa fé e nos esforços do nosso amor criativo?
Quantas vezes é ridicularizada pelos transeuntes a alegria de nossa fé, e
quantas vezes nos sentimos alvos de zombaria na integridade do nosso amor pelos
outros! Embora a prática do dia-a-dia da fé e do amor nos ensina que assim é,
não podemos, por fidelidade a Cristo e ao Evangelho, recolher a luz da fé para
debaixo de uma vasilha ou deixar que o sal do amor perca sua força
transformadora dentro da realidade do mundo. Amor e fé valem pelo que são,
mesmo que seus frutos sejam ridicularizados e rejeitados pelos outros. – Senhor
Deus, grande e bom, queremos, em primeiro lugar, agradecer-vos pelos dons da fé
e da caridade; e, depois, pedir-vos coragem e constância no testemunho que
somos chamados a dar. Amém” (Neylor
J. Tonin – Graças a Deus [1995] – Vozes).
Pe.
João Bosco Vieira Leite