Quinta, 14 de maio de 2026

(At 1,15-17.20-26; Sl 112[113]; Jo 15,9-17) São Matias, apóstolo.

“E eu vos disse isso para que a minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja plena” Jo 15,11.

 “As revelações de Jesus, por ocasião de sua partida para o Pai, visavam despertar alegria no coração dos discípulos e leva-los a enfrentar, de maneira conveniente, os desafios da missão. Seria deplorável deixarem-se abater pela tristeza e pelo pessimismo! A alegria cristã não se reduz a um sentimento superficial e inconsistente. Ela é de origem divina e brota do fundo do coração, pela força do Espírito Santo. É o Pai quem produz a verdadeira alegria do coração do discípulo, que se reconhece amado e chamado a viver em comunhão com ele e com seu Filho Jesus. O discípulo é capaz de alegrar-se mesmo em meio aos sofrimentos e contrariedades. A experiência do Mestre serve-lhe de inspiração. Quando falou em ‘a minha alegria’, Jesus tinha consciência do que isto significava, no contexto de sua vida partilhada de perseguições, por parte dos adversários. Perseguições que culminariam com sua morte de cruz, mas precedida da infidelidade dos discípulos, que o traíram, negaram-no e o abandonaram. Contudo, nada disto foi suficiente para tirar-lhe a alegria de viver. A plenitude da alegria dos discípulos resultaria da disposição a permanecer no amor de Jesus, sendo fiel aos seus mandamentos, como ele fora fiel ao querer do Pai, mesmo tendo de morrer numa cruz. – Pai, completa a alegria que o Espírito Santo faz brotar em mim, pois estou disposto a permanecer unido a ti e a teu Filho, e a ser fiel aos teus mandamentos, apesar das adversidades (Pe. Jaldemir Vitório, sj – O Evangelho nosso de Cada Dia [Ano A] - Paulinas).

Pe. João Bosco Vieira Leite

Quarta, 13 de maio de 2026

(At 17,15.22—18,1; Sl 148; Jo 16,12-15) 6ª Semana da Páscoa.

“Quando, porém, vier o Espírito da verdade. Pois ele não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido;

e até as coisas futuras vos anunciará” Jo 16,13.

“A novidade do Evangelho está precisamente no Deus de Jesus Cristo, um Deus que se interessa pela história humana e lhe oferece gratuitamente uma perspectiva de salvação através da história de um homem morto e ressuscitado. Os fiéis que aceitam ler a sua história à luz da história de Jesus verificam que em todos os tempos houve homens que optaram pela verdade, pela vida, por Cristo. Todos os que aceitam colocar-se nesta perspectiva cabem no âmbito da oração de Jesus: ‘Consagra-os na verdade. Por eles Eu me consagro a Mim mesmo, para que também sejam consagrados na verdade’ (Jo 17,17.19). Esta oração de Jesus segue-se imediatamente a outra: ‘Não te peço que os tires do mundo, mas que os guardes do Maligno’ (17,15). O chamamento de Jesus separa os discípulos do mundo, mas – embora não sejam do mundo – não os tira do mundo; assim, mediante a palavra deles, também ao mundo chega a proposta do Evangelho. O Espírito da verdade santifica os discípulos, livra-os do fascínio da lógica mundana e, ao mesmo tempo, torna-os missionários. A consagração da verdade, a libertação e a proteção contra o Maligno não são realidades adquiridas de uma vez para sempre, mas requerem uma fidelidade constante” (Giuseppe Casarin – Lecionário Comentado [Quaresma - Páscoa] – Paulus).

 Pe. João Bosco Vieira Leite

Terça, 12 de maio de 2026

(At 16,22-34; Sl 137[138]; Jo 16,5-11) 6ª Semana da Páscoa.

“E quando vier, ele demonstrará ao mundo em que consistem o pecado, a justiça e o julgamento” Jo 6,8.

“O Evangelho sublinha a total oposição existente entre o Espírito Santo e o mundo, entendido como as forças contrárias a Jesus e ao Reino anunciado por ele. Não existe acordo entre ambos. Antes, uma luta sem tréguas. O Espírito Santo desmascarará a atitude insensata de quem rejeita Jesus, numa atitude de aberta incredulidade. Considerando as chances oferecidas, trata-se da culpa injustificável. Tinha tudo para acolher Jesus, na fé, mas acabou por se tornar seu inimigo. Em segundo lugar, no tocante à justiça. Trata-se da veracidade do testemunho de Jesus, Filho de Deus. Nesta condição, coloca-se como juiz do mundo. Recusando-se a aceitar Jesus, o mundo torna-se culpado e merecedor de castigo. Em terceiro lugar, no tocante ao juízo. Quando o mundo pensava ter julgado Jesus, ele é quem estava se colocando sob o peso do julgamento. Na cruz, o Filho foi exaltado pelo Pai, de modo a poder triunfar sobre seus adversários e submetê-los ao juízo divino. Na medida em que o Espírito Santo revelar o verdadeiro significado da morte de Jesus, o mundo estará incorrendo em juízo. É desta forma que o mundo é vencido pelo Espírito de Jesus. – Pai, concede-me o Espírito que me dá forças para enfrentar e vencer o mundo, e manter-me fiel a teu Filho Jesus” (Pe. Jaldemir Vitório, sj – O Evangelho nosso de Cada Dia [Ano A] - Paulinas).

Pe. João Bosco Vieira Leite