(Is 49,1-6; Sl 138[139]; At 13,22-26; Lc 1,57-66.80) Natividade de João Batista.
“Completou-se o tempo da gravidez de
Isabel, e ela deu à luz um filho” Lc
1,57.
“Hoje,
24 de junho, a liturgia convida-nos a celebrar a solenidade do Nascimento de
São João Batista, cuja vida está toda orientada para Cristo, como a da mãe
d’Ele, Maria. João Batista foi o precursor, a ‘voz’ enviada para anunciar o
Verbo encarnado. Por isso, comemorar o seu nascimento significa na realidade
celebrar Cristo, cumprimento das promessas de todos os profetas, dos quais o
Batista foi o maior, chamado para ‘preparar o caminho’ diante do Messias (cf.
Mt 11,9-10). Todos os evangelhos iniciam a narração da vida pública de Jesus
com a narração do seu batismo no rio Jordão por obra de João. São Lucas situa a
entrada em cena do Batista com a moldura histórica solene. Também o meu livro
Jesus de Nazaré se inspira no batismo de Jesus no Jordão, acontecimento que
teve grande ressonância no seu tempo. De Jerusalém e de todas as partes da
Judeia o povo acorria para ouvir João Batista e fazer-se batizar por ele no
rio, confessando os próprios pecados (cf. Mc 1,5). A fama do profeta batizador
cresceu a tal ponto que muitos perguntavam se era ele o Messias. Mas ele
ressalta o evangelista negou-o decididamente: ‘Eu não sou o Messias’ (Jo 1,20).
Contudo, ele permanece a primeira ‘testemunha’ de Jesus, tendo recebido a
indicação do Céu: ‘Aquele sobre quem vires o Espírito descer e permanecer é que
batiza do Espírito Santo’ (Jo 1,33). Isto acontece precisamente quando Jesus,
tendo recebido o batismo, saiu da água: João viu descer sobre Ele o Espírito
como uma pomba. Foi então que ‘conheceu’ a plena realidade de Jesus de Nazaré,
e começou a dá-lo a ‘conhecer a Israel’ (Jo 1,31), indicando-o como Filho de
Deus e redentor do homem: ‘Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo’
(Jo 1,20). De profeta autêntico, João deu testemunho da verdade sem
condescendências. Denunciou as transgressões dos Mandamentos de Deus, também
quando os protagonistas eram os poderosos. Assim, quando acusou de adultério
Herodes e Herodíades, pagou com a vida, selando com o martírio o seu serviço a
Cristo, que é a Verdade em Pessoa. Invoquemos a sua intercessão, juntamente com
a de Maria Santíssima, para que também nos nossos dias a Igreja saiba manter-se
sempre fiel a Cristo e testemunhar com coragem a sua verdade e seu amor a
todos” (Bento XVI
– Um Caminho de Fé Antigo e sempre Novo – Vol. IV –
Mokai).
Pe.
João Bosco Vieira Leite