(Ap 11,4-12; Sl 143[144]; Lc 20,27-40)
33ª Semana do Tempo
Comum.
“Deus não é Deus dos
mortos, mas dos vivos, pois todos vivem para ele” Lc 20,38.
“Os saduceus formavam
um grupo de pessoas que não acreditavam na ressurreição, razão pela qual
fizeram a Jesus uma pergunta julgando que haveriam de pegá-lo numa contradição
quando respondesse. Para eles, somente os primeiros cinco livros da Bíblia eram
Palavra de Deus e, para eles, os mesmos não falavam de ressurreição. Jesus,
diante da questão que lhe fora apresentada, mostrou que na vida eterna, depois
da ressurreição do último dia, os costumes de agora com respeito ao casamento
não mais existirão, e, apontando para Ex 3,6, Ele afirmou que Moisés também
demostrara que haveria de acontecer a ressurreição porque Deus se apresentara
como o Deus de Abraão, de Issac e de Jacó, que Deus não era Deus dos mortos,
mas de vivos, e que para Ele todos viviam. Embora nem todos creiam na
ressurreição, esta é a nossa fé, baseada naquilo que a Palavra de Deus, a
Bíblia Sagrada, afirma-nos. É a certeza da ressurreição que nos traz consolo
quando um familiar ou um amigo querido, que cria em Cristo, morre. E por que?
Porque cremos naquilo que Jesus Cristo, que morreu para pagar a nossa dívida de
pecados e que ressuscitou garantindo-nos o perdão e a ressurreição, afirmou:
‘Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e
todo o que vive e crê em mim não morrerá eternamente’ (Jo 11,25-26). – Senhor
Deus, eu te agradeço que colocaste em meu coração a fé que é certeza daquilo
que espero: a ressurreição dentre os mortos. Dá-me sempre o teu divino Espírito
Santo para que esta fé se mantenha viva em meu coração. Ajuda-me a dar
testemunho da ressurreição e usa meu testemunho para que mais gente creia em ti
e encontre o consolo que Tu tens me dado com a ressurreição para a vida eterna
mediante a fé em Jesus. Amém” (Egon Martim Seibert – Meditações
para o dia a dia (2015) – Vozes).
Pe. João Bosco Vieira Leite