(At 11,19-26; Sl 86[87]; Jo 10,22-30)
4ª Semana da Páscoa.
O que Pedro esclareceu a partir de sua
experiência vai se confirmando pelos fatos novos que são narrados pelo livro
dos Atos, à expansão do evangelho se agrega a experiência da ação reveladora e
transformadora do Espírito Santo que age através dos discípulos e revela o que
significa ser cristão. O que parecia ser só mais uma seita que despontava no
âmbito da religião vai ganhando contornos bem definidos.
O discurso de Jesus deixou em dúvida os
ouvintes. Onde exatamente Ele queria chegar com suas comparações? A resposta
vem clara: é em nome do Pai que Ele fala, e sem escutá-lo dificilmente
compreenderemos o que Deus espera de cada um de nós: o seguimento de Jesus,
Caminho, Verdade e Vida. Talvez a imagem do Pastor evoque a carência de
lideranças em que nos encontramos, em todos os sentidos. Mas acima de todas as
instabilidades humanas que atravessamos e também religiosas que experimentamos,
Deus está acima de tudo isso, diz Jesus, nos ama e fará chegar sua ação
misericordiosa a nós que nos entregamos em suas mãos. “Segundo Jesus, ‘Deus
supera a todos’. Que nós estejamos em crise, não significa que Deus esteja em
crise. Que nós cristãos estejamos perdendo o ânimo, não quer dizer que Deus
tenha ficado sem forças para salvar. Que nós não saibamos dialogar com o homem
de hoje, não significa que Deus já não encontra caminhos para falar ao coração
de cada pessoa. Que as pessoas abandonem as nossas Igrejas, não quer dizer que
elas escapem das mãos protetoras de Deus” (José Antônio Pagola, “O Caminho
aberto por Jesus” – João).
Pe. João Bosco Vieira Leite