(Hb 9,15.24-28; Sl 97[98]; Mc 3,22-30)
3ª Semana do Tempo Comum.
“Cristo é mediador de
uma nova aliança. Pela sua morte, ele reparou as transgressões cometidas no
decorrer da primeira aliança. E, assim, aqueles que são chamados recebem a
promessa da herança eterna” Hb 9,15.
“O cordeiro usado por
Moisés, no Egito, que teve seu sangue aspergido nos umbrais das portas da casa
dos hebreus, é sinal do verdadeiro Cordeiro de Deus. Se aquele sangue usado
pelos hebreus teve poder de salvar seus filhos do anjo exterminador, o sangue
de um homem, Jesus, salvou a humanidade definitivamente da morte. O sangue de
Jesus derramado renovou o pacto de salvação entre Deus e a humanidade, fazendo
surgir uma nova e definitiva aliança. Com a entrega de Jesus está especificado
o propósito de oferecer remissão total, uma vez por todas, para libertar as
pessoas dos seus pecados. Jesus tornou-se assim o mediador da Nova e Eterna
Aliança. Ele, agora, é o Cordeiro sacrificador para tornar real, concreta a
aliança definitiva pela qual muitos seres humanos serão libertos do pecado para
herdar a vida definitiva (Tesfaye Kassa). As promessas de salvação tornaram-se
concretas na pessoa de Jesus. E deram-se não somente na cruz, mas em toda a sua
vida por meio de gestos e palavras. Isto é, nos gestos e palavras de Jesus
acontecia a salvação. Uma vida tão ampla que não cabe nesse estágio terrestre,
mas que poderá continuar no âmbito almejado: no novo céu e na nova terra (cf.
Ap 21,21). A morte expiatória de Jesus tornou obsoletos os rituais antigos de
perdão. E executou não mais um ritual, mas uma entrega real para a salvação
definitiva da humanidade. Em Jesus, o mediador eterno, temos a garantia de vida
definitiva e plena. Ele é o sacrifício completo e final pelos pecados cometidos
contra Deus (Tesfaye Kassa) – Obrigado, Senhor, pela nova e definitiva
aliança no sangue de teu Filho Jesus que nos é oferecida gratuitamente. Amém!” (Gilberto
Orácio de Aguiar – Meditações para o dia a dia [2017] –
Vozes).
Pe. João Bosco Vieira Leite