(Jr 14,17-22; Sl 78[79]; Mt 13,36-43) 17ª Semana do Tempo Comum.
“Jesus deixou as multidões e foi para
casa. Seus discípulos aproximaram-se dele e disseram:
‘Explica-nos a parábola do joio!’” Mt 13,36.
“A
parábola do joio e do trigo soou misteriosa aos ouvidos dos discípulos. Foi
preciso que, a sós, Jesus os ajudasse a compreender o significado do
ensinamento nela contido. A explicação que lhes foi oferecida corresponde a uma
espécie de vocabulário onde cada elemento é interpretado. Um aspecto importante
da explanação de Jesus consiste em estabelecer a nítida distinção entre os
filhos do Reino e os filhos do Maligno. Os filhos do Reino são os que acolhem a
Palavra de Deus e, embora pressionados pelos inimigos, mantêm-se fiéis,
pautando sua vida pela vontade de Deus. A perseverança é conseguida, a duras
penas, com a força do Espírito. Eles conhecem bem o preço da fidelidade! Já ‘os
filhos do maligno’ são os que, fechando os ouvidos de Jesus, seguem os impulsos
das próprias paixões ou se deixam levar por quem está na contramão de Deus. Sua
malignidade manifesta-se de muitas formas, entre elas, no combate sem descanso
aos que optaram pelo Reino de Deus. O drama é que nem sempre podemos
identificar, à primeira vista, quem é ‘o filho do Reino’ e quem é ‘o filho do
Maligno’. As aparências enganam! Existem lobos travestidos de cordeiros. Nem
sempre é fácil desmascará-los. A parábola aconselha-nos a esperar o final dos
tempos, quando ficará patente quem está a serviço do bem e quem está a serviço
do mal. – Pai, que as pressões dos filhos do Maligno jamais sejam
suficientemente fortes para me levar a renunciar à minha condição de filho do
Reino. Quero estar sempre a teu serviço” (Pe. Jaldemir Vitório, sj – O Evangelho nosso
de Cada Dia [Ano A] - Paulinas).
Pe.
João Bosco Vieira Leite