(Zc 2,14-17; Sl Lc 1; Mt 12,46-50) N. Sra. do Carmo
“A minha alma engrandece ao Senhor, e
alegrou o meu espírito em Deus, meu salvador” Lc 1,46-47.
“Os
primeiros eremitas do Carmelo que em meio às suas celas construíram um oratório
dedicado a Santa Maria, honravam a Mãe de Deus como modelo perfeito de sua vida
contemplativo-apostólica. Desde então, foi a bem-aventurada Virgem do Monte
Carmelo considerada modelo e sinal luminoso de íntima comunhão com Deus, de
penetração amorosa dos mistérios divinos: o que está em plena sintonia com o
Evangelho que tantas vezes a apresenta em oração. Na anunciação do Anjo, na
visita a Isabel, no nascimento de Jesus, no templo quando oferece o Filho, e
quando o encontra entre os doutores da lei, nas bodas de Caná como aos pés da
cruz e no cenáculo, aparece Maria sempre em oração. Está à escuta da palavra de
Deus ou canta seus louvores, medita, ‘guardando-as em seu coração’ (Lc 2,19),
todas as coisas que via e ouvia de Jesus; ou lhe acena com dedicada discrição
as necessidades do próximo, ou ainda invoca sobre a Igreja nascente o Espírito
Santo. Representa ao vivo, sua atitude orante, o ideal do Carmelo que, seguindo
seu exemplo, põe a oração no centro da própria vida como meio essencialmente de
união com Deus e de apostolado fecundo. Por este motivo está o Carmelo
totalmente repleto de Maria e voltado constantemente para ela como Mãe, modelo,
guia da vida de oração. Mas o aspecto da oração de Nossa Senhora
particularmente considerado e amado pelo Carmelo é o que assumiu aos pés da
cruz, quando Jesus agonizante a proclama mãe dos homens, dizendo a João, e nele
a todos os homens: ‘Eis tua mãe’ (Jo 19,27). Naquele momento atinge a oração de
Maria o vértice da oferta sacrificial. Oferece ao Pai o amadíssimo Filho pela
salvação dos novos filhos confiados ao seu amor materno. À oferta do Filho, une
a sua intimamente associada à paixão. Revivermos a oração de Maria significa
acompanhar a nossa pessoa unida à da Mãe bendita e do divino Filho. Eis a
oração que, como a de Maria, atrai o Espírito Santo sobre a Igreja, obtém graça
e salvação para toda a humanidade e glória a Deus” (Gabriel de Sta. Maria Madalena,
OCD – Intimidade Divina – Loyola)