Quinta, 16 de julho de 2026

(Zc 2,14-17; Sl Lc 1; Mt 12,46-50) N. Sra. do Carmo

“A minha alma engrandece ao Senhor, e alegrou o meu espírito em Deus, meu salvador” Lc 1,46-47.

“Os primeiros eremitas do Carmelo que em meio às suas celas construíram um oratório dedicado a Santa Maria, honravam a Mãe de Deus como modelo perfeito de sua vida contemplativo-apostólica. Desde então, foi a bem-aventurada Virgem do Monte Carmelo considerada modelo e sinal luminoso de íntima comunhão com Deus, de penetração amorosa dos mistérios divinos: o que está em plena sintonia com o Evangelho que tantas vezes a apresenta em oração. Na anunciação do Anjo, na visita a Isabel, no nascimento de Jesus, no templo quando oferece o Filho, e quando o encontra entre os doutores da lei, nas bodas de Caná como aos pés da cruz e no cenáculo, aparece Maria sempre em oração. Está à escuta da palavra de Deus ou canta seus louvores, medita, ‘guardando-as em seu coração’ (Lc 2,19), todas as coisas que via e ouvia de Jesus; ou lhe acena com dedicada discrição as necessidades do próximo, ou ainda invoca sobre a Igreja nascente o Espírito Santo. Representa ao vivo, sua atitude orante, o ideal do Carmelo que, seguindo seu exemplo, põe a oração no centro da própria vida como meio essencialmente de união com Deus e de apostolado fecundo. Por este motivo está o Carmelo totalmente repleto de Maria e voltado constantemente para ela como Mãe, modelo, guia da vida de oração. Mas o aspecto da oração de Nossa Senhora particularmente considerado e amado pelo Carmelo é o que assumiu aos pés da cruz, quando Jesus agonizante a proclama mãe dos homens, dizendo a João, e nele a todos os homens: ‘Eis tua mãe’ (Jo 19,27). Naquele momento atinge a oração de Maria o vértice da oferta sacrificial. Oferece ao Pai o amadíssimo Filho pela salvação dos novos filhos confiados ao seu amor materno. À oferta do Filho, une a sua intimamente associada à paixão. Revivermos a oração de Maria significa acompanhar a nossa pessoa unida à da Mãe bendita e do divino Filho. Eis a oração que, como a de Maria, atrai o Espírito Santo sobre a Igreja, obtém graça e salvação para toda a humanidade e glória a Deus” (Gabriel de Sta. Maria Madalena, OCD – Intimidade Divina – Loyola)

 Pe. João Bosco Vieira Leite