Segunda, 13 de julho de 2026

(Is 1,10-17; Sl 49[50]; Mt 10,34—11,1) 15ª Semana do Tempo Comum.

“Lavai-vos, purificai-vos. Tirai a maldade de vossas ações de minha frente e deixai de fazer o mal!” Is 1,16.

“Com o convite a escutar a Palavra do Senhor, dirigido aos chefes e ao povo, abre-se a segunda parte do ‘rib’ profético (litígio judiciário), que ocupa todo o primeiro capítulo de Isaias. Nos versículos 11-15 domina o vocabulário cultural, com a lista de uma série de atos realizados pelos israelitas (sacrifícios, vir e trazer ofertas, solenidades...), ao passo que os versículos finais estão centrados no imperativo moral exigido por Deus (purificai-vos, deixai de fazer o mal...) que, opondo-se à iniciativa do povo, anuncia a verdadeira justiça. [Compreender a Palavra:] O apelo à escuta, endereçado aos destinatários da acusação, tem a finalidade de promover uma resposta sua, a fim de que o ‘rib’ possa chegar à reconciliação pela qual começou. As palavras dirigem-se ‘aos chefes de Sodoma e ao povo de Gomorra’, cujas cidades são julgadas pecadoras por excelência por terem pecado contra a regra sagrada da hospitalidade, e sublinham que o caminho da salvação, que se concretiza no perdão concedido pelo Senhor, passa através do reconhecimento da própria condição de serem pecadores e necessitados de acolhimento. Tudo o que o profeta proclama é Palavra do Senhor, é a voz que devem obedecer o povo e os seus chefes: a estes, em particular, compete restabelecer a justiça. Isaías anuncia uma instrução acerca do mal e do bem (‘Deixai de praticar o mal e aprendei a fazer o bem’: vv. 16-17): existe um mal que se deve rejeitar, porque os sacrifícios estão associados à injustiça e tornaram-se perversos, e há um bem a promover, uma mudança de conduta que se explicita em ações concretas de justiça (para com os que com elas têm direito), as quais tornam agradável o justo sacrifício oferecido a Deus” (Giuseppe Casarin – Lecionário Comentado [Tempo Comum – Vol. I] – Paulus). 

Pe. João Bosco Vieira Leite