Sábado, 11 de julho de 2026

(Is 6,1-8; Sl 92[93]; Mt 10,24-33) 14º Semana do Tempo Comum.

“Não tenhais medo daqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma!” Mt 10,28a.

“O evangelista Mateus reúne aqui, estruturadas na base da palavra-chave ‘Não temais’, repetidas quatro vezes, frases respeitantes a um contexto de perseguição. Como na vida apostólica, também no seu êxito a sorte dos discípulos está conformada à do Mestre: a coerência da fé pode pedir a renúncia a si mesmo. No entanto, o horizonte derradeiro não está limitado à vida do corpo: há algo que não pode ser tirado pela violência, nem pela morte e, sobretudo, pode-se contar com um amor que abraça todo o mundo. [Compreender a Palavra:] Não se trata apenas de imitação, mas de plena partilha, na comunhão, da vida de Jesus Mestre e Senhor. Se o dono da casa foi identificado com Belzebu, ‘Senhor das moscas’ (segundo uma possível interpretação), deturpação de ‘Baal-zebúb’ (‘dono da casa’), os seus servos e familiares não poderão esperar melhor. A pregação de Jesus fora marcada pela prudência, reservando ao círculo restrito dos discípulos, pelo contrário, deverão falar em público e com franqueza, chegando, se necessário, a sacrificar a vida física com a confiança de que a vida eterna será preservada graças aos cuidados amorosos de Deus. A fidelidade ao Evangelho e a coragem do testemunho serão a medida do juízo: quem tiver reconhecido Jesus diante dos homens será reconhecido por Ele diante do Pai. Note-se como Jesus distingue dos discípulos falando de Si mesmo em relação a um ‘Pai’, a que chama ‘meu’, deixando entrever que tem com Ele uma relação absolutamente singular” (Giuseppe Casarin – Lecionário Comentado [Tempo Comum – Vol. I] – Paulus).

Pe. João Bosco Vieira Leite