(Os 8,4-7.11-13; Sl 113B[115]; Mt 9,32-38) 14ª Semana do Tempo Comum.
“Vendo Jesus as multidões, compadeceu-se
delas, porque estavam cansadas e abatidas
como ovelhas que não têm pastor” Mt 9,36
“Em
suas andanças, Jesus esteve sempre muito atento às pessoas e às suas
necessidades. O sofrimento da humanidade mantinha-o em contínuo alerta. Sua
reação natural era a de ir ao encontro dos sofredores, revelando a
solidariedade de Deus para com eles. Quando as multidões exclamavam estupefatas
– ‘Nunca se viu coisa semelhante em Israel’ –, estavam reagindo diante do
testemunho de misericórdia de Jesus. E esse testemunho era algo, até então,
desconhecido. Mas também quando os fariseus acusavam-no de ‘expulsar os
demônios pelo poder do príncipe dos demônios’, mostravam-se incapazes de
compreender como alguém podia ser tão misericordioso e cheio de compaixão. Por
não conseguirem discernir o dedo de Deus na ação de Jesus, optavam por acusa-lo
de conluio com Satanás. A preocupação com as multidões casadas e abatidas
levava o Mestre a desejar que o Pai enviasse muitas outras pessoas para cuidar
delas. Como ele, os operários da messe deveriam caracterizar-se pela capacidade
de compadecer-se do sofrimento alheio, sendo, efetivamente, solidários com os
sofredores. Era necessário que muitas outras pessoas se interessassem pelo
rebanho. Portanto, muitos deveriam compartilhar a missão de Jesus.
– Pai, faze-me compassivo diante do sofrimento de tantos irmãos e
irmãs, movendo-me a ser, efetivamente, solidário com eles” (Pe. Jaldemir Vitório, sj – O
Evangelho nosso de Cada Dia [Ano A] - Paulinas).
Pe.
João Bosco Vieira Leite