Quarta, 02 de setembro de 2026

(1Cor 3,1-9; Sl 32[33]; Lc 4,38-44) 22ª Semana do Tempo Comum.

“Ao pôr do sol, todos os que tinham doentes atingidos por diversos males os levaram a Jesus.

Jesus colocava as mãos em cada um deles e os curava” Lc 4,40.

“Jesus dedicou-se à cura dos enfermos e dos possessos; começou curando a sogra de Pedro e continuou curando numerosos enfermos, que o rodeavam suplicantes e não os curava em grupo, mas ‘impondo as mãos sobre cada um deles’, numa atitude de respeito para com a personalidade de cada enfermo. Os próprios possessos dos demônios também ficavam curados, uma vez que ‘de muitos saíam os demônios’ (v. 41) e assim ficavam curados da diabólica enfermidade. Pela presente passagem do evangelho, vemos que Jesus é o refúgio de todas as necessidades, o remédio de todos os enfermos, a calma para todos os angustiados; que nele, e somente nele, os enfermos de qualquer doença poderão encontrar de novo a saúde. Porém não limite essa saúde às enfermidades do corpo; também para as da alma Jesus tem o medicamento oportuno; daí que se você goza boa saúde em seu corpo, mas se encontra fraco na de seu espírito, você também necessita dele e também deve acorrer a ele com a singeleza e a confiança com a qual os enfermos rodeavam Jesus. Quando se sentem ‘enfermos de diversas doenças’: angústias que oprimem o coração ou atormentam o espírito... Dessa maneira, quando você se sentir angustiado por algum mal espiritual, recorra ao seu divino Médico, que tem os meios para podê-lo aliviar de seu mal; o próprio Jesus como médico bondoso nos convida a irmos a ele: ‘Vinde a mim vós todos que estais aflitos sob o fardo, e eu vos aliviarei’ (Mateus 11,28). Santo Agostinho, depois de provar todas as fontes que lhe ofereciam para satisfazer sua sede de felicidade, não teve outro remédio senão confessar: ‘Senhor, fizeste nosso coração e o criastes para ti, de sorte que não encontre paz, mas encontra-se inquieto enquanto não descanse em ti’” (Alfonso Milagro – O Evangelho meditado para cada dia do ano – Ave-Maria).

Pe. João Bosco Vieira Leite