(Is 7,1-19; Sl 47[48]; Mt 11,20-24) 15ª Semana do Tempo Comum.
“Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida!
Porque, se os milagres que se realizaram no meio de vós tivessem sido feitos em
Tiro e Sidônia, há muito tempo elas teriam feito penitência, vestindo-se de
cilício e cobrindo-se de cinzas”
Mt 11,21.
“A
indignação de Jesus contra Corozaim, Betsaida e Cafarnaum evoca a revolta dos
antigos profetas, decepcionados com a dureza de coração de seus contemporâneos.
‘Ai de ti...’ é uma expressão fortíssima. No imaginário bíblico, ela remete às
lamentações, obrigatórias por ocasião dos funerais, quando se pranteava a morte
de alguém. Por conseguinte, no horizonte das invectivas de Jesus estão o
castigo, a morte e a condenação. Qual o motivo da dureza de Jesus? É que
percebia, na atitude dos habitantes das cidades impenitentes, sinais palpáveis
de má vontade em relação aos milagres que ele realizava, e, por extensão, às
suas palavras. A maior parte de seus milagres tinha sido realizada nas cidades
situadas às margens do lago da Galileia. Não eram poucas as pessoas que davam
testemunho a seu respeito, e espalhavam por todo canto a sua fama. Mesmo de
longe vinha gente para ser curada por ele. E todos eram devidamente acolhidos e
atendidos. Ninguém voltava para casa sem ter sido beneficiado. Todas as doenças
e enfermidades eram curadas, os espíritos impuros expulsos, os pecados
perdoados e a dignidade humana restaurada. Não reconhecer na ação dele a
presença do Reino, e até, preparar-lhe armadilhas para terem com que acusá-lo,
só podia ser motivo de severa censura. Foi isto que Jesus fez, quando lançou
invectivas contra essas cidades impenitentes. Um detalhe: sua verdadeira
intenção era movê-las à penitência. – Pai, que eu seja movido à
conversão e à penitência pelo testemunho de Jesus, o qual me atrai para ti” (Pe. Jaldemir Vitório, sj – O
Evangelho nosso de Cada Dia [Ano A] - Paulinas).
Pe.
João Bosco Vieira Leite