(Mq 6,1-4.6-8; Sl 49[50]; Mt 12,38-42) 16ª Semana do Tempo Comum.
“Jesus respondeu-lhes: ‘Uma geração má e
adúltera busca um sinal, mas nenhum sinal lhe será dado,
a não ser o sinal de Jonas” Mt 12,39.
“As
palavras de Jesus são duras e têm um alvo certo: a liderança religiosa de sua
época. A maneira genérica como fala pode dar a impressão de que ele esteja
englobando todas as pessoas, indistintamente, na sua acusação. A verdade é que
a denúncia tinha um alvo certo. A acusação – ‘geração má e adúltera’ – tinha
conotação teológica mais que morais. No Antigo Testamento, as relações entre
Javé e Israel eram entendidas a partir de imagens esponsais. Isto por que, a
palavra ‘aliança’, empregada no contexto do pacto entre Javé e Israel, era
também usada para designar o matrimônio do homem com a mulher. Por isso, quando
Israel caía na idolatria, correndo atrás de divindades estrangeiras, os
profetas classificavam esta atitude como prostituição e adultério. Era a forma
mais acintosa de romper a aliança com seu Deus. Quando Jesus denunciou as
lideranças religiosas como ‘geração má e adúltera’, queria dizer que tinham se
afastado do Deus verdadeiro para entregar-se às falsas imagens de Deus. No caso
dos mestres da Lei e dos fariseus, seu pecado consista em se fecharem para
Jesus – o enviado de Deus –, resistindo a acolher sua palavra, até chegar à
perseguição aberta. Recusando a atender o pedido das lideranças religiosas,
Jesus nega-se a entrar no jogo delas. Já lhes tinham sido dados sinais
suficientes. Quando estiverem dispostos a abrir-se para a verdade, serão
capazes de compreendê-los. – Pai, dá-me simplicidade de coração para reconhecer
que Jesus é teu Filho, enviado ao mundo para nos salvar. E que jamais eu exija sinais
além dos que já realizou” (Pe.
Jaldemir Vitório, sj – O Evangelho nosso de Cada Dia [Ano A] -
Paulinas).
Pe.
João Bosco Vieira Leite