(Am 7,10-17; Sl 18[19]; Mt 9,1-8) 13ª Semana do Tempo Comum.
“Apresentaram-lhe, então, um paralítico
deitado numa cama. Vendo a fé que eles tinham,
Jesus disse ao paralítico: ‘Coragem,
filho, os teus pecados estão perdoados!’” Mt 9,2.
“A
grandeza da fé do paralítico, estendido no leito, chamou a atenção de Jesus. O
texto diz que o Mestre viu a fé daqueles homens. Só é possível ver a fé de
alguém, quando manifestada nas suas ações. As providências tomadas pelo
paralítico para estar na presença de Jesus devem ter sido formidáveis, pois
chamou-lhes a atenção. Esta confiança ilimitada explica a iniciativa do Mestre:
dedicar-lhe, imediatamente, perdoados os pecados e, assim, reconciliá-lo com
Deus. Segundo se acreditava na época, as doenças eram consequência dos pecados.
O perdão era, por conseguinte, o primeiro, o primeiro passo para a cura, por
cortar o mal pela raiz. Só, então, teria sentido propiciar ao paralítico a cura
física. A ação taumatúrgica de Jesus recriava o ser humano a partir do seu
interior, atingindo os níveis mais profundos, ali onde se processa a comunhão
entre a criatura e o Criador. A restauração dos laços rompidos entre ambos
permitia ao ser humano refazer-se, até chegar aos níveis exteriores. A cura
acontece de dentro para fora. Quando o exterior é curado, é porque o interior
já deve ter sido totalmente refeito. A cura do paralítico foi possível por
causa da sua confiança inabalável em Jesus. Esta é a fé que se exige de quem
pretende ser curado por ele. Mas, a partir de dentro! – Pai, que minha
fé ilimitada em teu Filho Jesus seja penhor de perdão e cura. Que o poder de
Jesus me cure a partir do meu interior” (Pe. Jaldemir Vitório, sj – O Evangelho nosso
de Cada Dia [Ano A] - Paulinas).
Pe.
João Bosco Vieira Leite