(Jr 26,1-9; Sl 68[69]; Mt 13,54-58) 17ª Semana do Tempo Comum.
“Dirigindo-se para a sua terra, Jesus
ensinava na sinagoga, de modo que ficavam admirados.
E diziam: ‘De onde lhe vem essa
sabedoria e esses milagres?’” Mt
13,54.
“As
interrogações levantadas pelo povo de Nazaré, a respeito de Jesus, já tinham,
de antemão, uma resposta. Tendo Jesus saído do meio deles, era impossível que
tivesse poderes divinos, como sua sabedoria e seus milagres deixavam
transparecer. Não dava para combinar o fato de Jesus ser um nazareno e, ao
mesmo tempo, ter sido autorizado a realizar as obras de Deus. Com isto os
nazarenos não negavam que Deus pudesse intervir na história humana. Afinal, ele
interviera continuamente na história de Israel, a partir da libertação do Egito
por intermédio de Moisés. Os conterrâneos de Jesus estavam recusando-se a
aceitar que Deus estivesse agindo a partir da família deste jovem de Nazaré.
Isto não se enquadrava nos esquemas de esperança messiânica da época, segundo
os quais, embora sendo homem, o Messias não assumira as condições que Jesus
apresentava. Faltavam-lhe grandeza e dignidade! Sua condição de filho de
carpinteiro e de homem do povo depunham contra ele. Em suma, não tinham
gabarito nem credenciais para a missão que estavam realizando. O pecado
dos nazarenos consistiu em querer enquadrar Deus em seus curtos esquemas
mentais. Como em Jesus Cristo Deus agiu à revelia das esperanças em voga, eles
perderam a chance de acolher o Messias. Procuram longe, aquele que estava bem
preso! – Pai, livra-me da tentação de querer enquadra-te em meus
mesquinhos esquemas. Que eu saiba reconhecer e respeitar o teu modo de agir” (Pe. Jaldemir Vitório, sj – O
Evangelho nosso de Cada Dia [Ano A] - Paulinas).
Pe.
João Bosco Vieira Leite