Quarta, 06 de maio de 2026

(At 15,1-6; Sl 121[122]; Jo 15,1-8) 5ª Semana da Páscoa.

“Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que em mim não dá fruto, ele o corta;

e todo ramo que dá fruto, ele o limpa, para que dê mais fruto ainda” Jo 15,1-2.

“Tão diferente que somos, com frutos mais distintos, mas todos unidos à única fonte do bem e da graça: o próprio Deus. E Ele age em nossa vida. Mas por que tanto nos apegamos à beleza das folhagens e desprezamos a importância do fruto? Quanto esforço e tempo desperdiçamos em projetos vazios que nada geram ao bem comum, exceto ilusões de grandeza e falsas realizações! Talvez ainda tenhamos um projeto meio infantil, sonhando com uma vida sem dificuldades e sem sofrimento, esperando tudo magicamente pronto... Pomos nossa fé na ciência e na técnica como se elas existissem por si, confiamos no capital e no mercado como se eles, como mágica, conduzissem a um progresso mais humano e fraterno, independentemente dos valores que devem acompanha-los. O processo humano de evolução, seja social, psicológico, ou religioso, passa por muitas rupturas e superações. E precisa ser assim. Se alguém ajudar uma borboleta a romper o casulo ao fim de sua metamorfose, ela não terá forças para voar, e suas asas atrofiarão. Esse esforço, essa dificuldade e essa dor fazem parte do que a borboleta é de verdade, uma vencedora. O galho que dá fruto precisa ser podado para frutificar mais. A pedagogia de Deus quer nos fazer vencedores também. Não autossuficientes, mas capazes, adultos. Talvez uma dessas maiores rupturas que devemos fazer seja com relação aos projetos que não nos aproximam daquilo que realmente tem valor em nossa vida. Mais que romper o casulo para uma nova vida, mais plena e livre, romper com sonhos egocêntricos e com a segurança de nossa acomodação é muito doloroso, pois gera insegurança. – Ensina-nos, Pai, a enfrentar a vida com coragem e disposição, assumindo nossa responsabilidade de cuidado e proteção da tua obra. Não permitas jamais que nos afastemos de ti, ou que nos achemos autossuficientes. Amém! (Clauzemir Makximovitz – Meditações para o dia a dia [2015] Vozes).

 Pe. João Bosco Vieira Leite