Segunda, 11 de maio de 2026

(At 16,11-15; Sl 149; Jo 16,5-11) 6ª Semana da Páscoa.

“Uma delas chamava-se Lídia; era comerciante de púrpura, da cidade de Tiatira. Lídia acreditava em Deus e escutava com atenção. O Senhor abriu o seu coração para que aceitasse as palavras de Paulo!” At 16,14.

“A narração traça, sem comentários, o itinerário que conduz o grupo missionário de Tróade para Filipos (vv. 11-12). Aqui Paulo e os outros, segundo uma modalidade pastoral típica do Livro dos Atos dos Apóstolos, procuram antes de mais o contato com os judeus. Mas a comunidade é muito pequena e não existe sequer uma sinagoga. Ei-los então que vão aos lugares onde as pessoas se reúnem para rezar, tomam a palavra e dirigem-se às mulheres. Entre estas encontramos Lídia, à qual o Senhor abre o coração para acolher as palavras dos missionários e a conversão. [Compreender a Palavra:] A narração parece orientar o leitor para figura de Lídia e para o seu Batismo: ela é a primeira convertida, as primícias do mundo greco-macedônio. Os missionários, segundo o exemplo de Jesus (cf. Lc 10,38ss; Jo 4,7ss), ultrapassam os preconceitos rabínicos, dirigem em público a palavra às mulheres. Eles levam o anúncio, mas é o Senhor que abre o coração de Lídia para que possa aderir à mensagem de Paulo. A adesão leva à fé: a mulher é batizada e, como se verificara na conversão do centurião Cornélio (cf. At 10,4ss), também ‘a sua família’ acolhe a proposta cristã. Lídia convida com tal insistência os missionários a hospedarem-se em sua casa, que eles não puderam recusar (‘Obrigou-nos a aceitar’: v. 15). Paulo e Silas serão de novo aceites na sua habitação depois da prisão (At 16,40). Assim, com uma narração rápida e esquemática, Lucas indica ao leitor as grandes etapas da formação de uma comunidade cristã que tem como ponto de referência uma simples mulher cristã de Filipos: fé, batismo ‘doméstico’, acolhimento” (Giuseppe Casarin – Lecionário Comentado [Quaresma - Páscoa] – Paulus).

Pe. João Bosco Vieira Leite