Terça, 26 de maio de 2026

(1Pd 1,10-16; Sl 97[98]; Mc 10,28-31) São Filipe Neri, presbítero.

“Começou Pedro a dizer: ‘Eis que nós deixamos tudo e te seguimos’” Mc 10,28.

“Este evangelho é a resposta positiva e generosa ao evangelho ontem. O jovem rico não teve coragem para seguir Jesus e, desgostoso e entristecido por isso, foi embora. No entanto, Pedro e seus companheiros escutaram as condições que o Mestre exige, para ser seguido, e alegres reconhecem que eles a cumpriram, seguiram ao Senhor. Essa deve ser a causa de nossa alegria: também nós seguimos o Senhor. Que mais podemos esperar, para deixar-nos invadir pelo júbilo e pela felicidade de sentir-nos discípulos, seguidores do Mestre? Deixar tudo não é deixar muito, é simplesmente deixar tudo que se tem, seja muito ou seja pouco. Quer dizer que no seguimento de Jesus Cristo existem graus, ou níveis. E isto não só na intensidade do amor, com que se segue o Senhor, mas ainda na extensão do seguimento. Isso fará com que nos coloquemos diante da realidade íntima de nosso seguimento do Senhor; será preciso avalia-la sob ambos os fatores: o amor e a extensão. Existe em nós alguma coisa que se possa afirmar que não siga o Senhor? Algo que não seja de acordo com esse seguimento? Excetuamos algo que não ponhamos à disposição e a serviço do evangelho? Reservamos para nós alguma coisa, sem coloca-la como contribuição ao estabelecimento do Reino de Deus? Diante desse ‘tudo’, que devemos deixar, para seguir o Senhor Jesus, está, antes de mais nada, nosso próprio eu. Desta maneira já não podemos contentar-nos, se não nos deixamos a nós mesmos. Somente assim o ‘deixar tudo’ é um desapego total e, consequentemente, o seguimento perfeito” (Alfonso Milagro – O Evangelho meditado para cada dia do ano – Ave-Maria).

 Pe. João Bosco Vieira Leite