Sexta, 29 de maio de 2026

(1Pd 4,7-13; Sl 95[96]; Mc 11,11-26) 8ª Semana do Tempo Comum.

“Por isso vos digo, tudo o que pedirdes na oração, acreditai que já o recebestes, e assim será” Mc 11,24.

“’Tudo o que pedirdes...’ Mas não simplesmente pedir, como uma criança mimada que acha que tudo merece receber simplesmente porque quer. O estado de oração tampouco é a birra infantil de quem ‘não aceita um não’, ou que, cego à realidade, insiste em soluções mágicas para problemas reais. Estar em oração é estar em sintonia com Deus. Estar em sintonia com Deus é participar de seu projeto. Projeto de salvação e santificação de todos nós e de toda a criação. Quando estamos em tal sintonia, quando nos voltamos para Deus de forma que só a oração nos proporciona, não há espaço para o egoísmo de soluções fáceis. Oração não tem tanto a ver com repetições de palavras como tem a ver com disposição, boa vontade e abertura para se voltar a Deus, nas mais diversas situações de nossa vida. Oração talvez tenha a ver com fazer as coisas bem-feitas. Num campo de futebol, por exemplo, não é lugar de, no meio do jogo, ajoelhar-se e recitar orações... Naquele momento deve-se jogar futebol. Jogar bem, dar o seu melhor, jogar honestamente, jogar limpo... Competir sim, mas sem extremos nem maldade... Dar o nosso melhor em qualquer situação... o que mais Deus poderia nos pedir? Um estudante que precisa muito passar numa prova. Ele pode ajoelhar-se e rezar o quanto quiser, mas atitude muito agradável a Deus e condizente seria se ele estudasse. Com humildade e com muito esforço. Dar o nosso melhor, eis o incenso de nossa oração. Deus reconhece e valoriza nosso esforço. Nossa vida não é um mar de rosas, não é isenta de dificuldades e injustiças, fatalidades. Mas nossa boa vontade é a oblação que Deus deseja. Nosso empenho rende frutos de ação de graças, e é isso o que importa. – Acolhe, Pai, nossa oração diária, no reconhecimento de teu amor, na superação de nossas fraquezas, em nosso esforço por viver bem e sermos felizes contigo em nosso coração. Amém!” (Clauzemir Makximovitz – Meditações para o dia a dia [2015] Vozes).

 Pe. João Bosco Vieira Leite