Quarta, 13 de maio de 2026

(At 17,15.22—18,1; Sl 148; Jo 16,12-15) 6ª Semana da Páscoa.

“Quando, porém, vier o Espírito da verdade. Pois ele não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido;

e até as coisas futuras vos anunciará” Jo 16,13.

“A novidade do Evangelho está precisamente no Deus de Jesus Cristo, um Deus que se interessa pela história humana e lhe oferece gratuitamente uma perspectiva de salvação através da história de um homem morto e ressuscitado. Os fiéis que aceitam ler a sua história à luz da história de Jesus verificam que em todos os tempos houve homens que optaram pela verdade, pela vida, por Cristo. Todos os que aceitam colocar-se nesta perspectiva cabem no âmbito da oração de Jesus: ‘Consagra-os na verdade. Por eles Eu me consagro a Mim mesmo, para que também sejam consagrados na verdade’ (Jo 17,17.19). Esta oração de Jesus segue-se imediatamente a outra: ‘Não te peço que os tires do mundo, mas que os guardes do Maligno’ (17,15). O chamamento de Jesus separa os discípulos do mundo, mas – embora não sejam do mundo – não os tira do mundo; assim, mediante a palavra deles, também ao mundo chega a proposta do Evangelho. O Espírito da verdade santifica os discípulos, livra-os do fascínio da lógica mundana e, ao mesmo tempo, torna-os missionários. A consagração da verdade, a libertação e a proteção contra o Maligno não são realidades adquiridas de uma vez para sempre, mas requerem uma fidelidade constante” (Giuseppe Casarin – Lecionário Comentado [Quaresma - Páscoa] – Paulus).

 Pe. João Bosco Vieira Leite