(At 17,15.22—18,1; Sl 148; Jo 16,12-15) 6ª Semana da Páscoa.
“Quando, porém, vier o Espírito da
verdade. Pois ele não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido;
e até as coisas futuras vos anunciará” Jo 16,13.
“A
novidade do Evangelho está precisamente no Deus de Jesus Cristo, um Deus que se
interessa pela história humana e lhe oferece gratuitamente uma perspectiva de
salvação através da história de um homem morto e ressuscitado. Os fiéis que
aceitam ler a sua história à luz da história de Jesus verificam que em todos os
tempos houve homens que optaram pela verdade, pela vida, por Cristo. Todos os
que aceitam colocar-se nesta perspectiva cabem no âmbito da oração de Jesus:
‘Consagra-os na verdade. Por eles Eu me consagro a Mim mesmo, para que também
sejam consagrados na verdade’ (Jo 17,17.19). Esta oração de Jesus segue-se
imediatamente a outra: ‘Não te peço que os tires do mundo, mas que os guardes
do Maligno’ (17,15). O chamamento de Jesus separa os discípulos do mundo, mas –
embora não sejam do mundo – não os tira do mundo; assim, mediante a palavra
deles, também ao mundo chega a proposta do Evangelho. O Espírito da verdade
santifica os discípulos, livra-os do fascínio da lógica mundana e, ao mesmo
tempo, torna-os missionários. A consagração da verdade, a libertação e a
proteção contra o Maligno não são realidades adquiridas de uma vez para sempre,
mas requerem uma fidelidade constante” (Giuseppe
Casarin – Lecionário Comentado [Quaresma - Páscoa] – Paulus).
Pe.
João Bosco Vieira Leite