(At 1,15-17.20-26; Sl 112[113]; Jo 15,9-17) São Matias, apóstolo.
“E eu vos disse isso para que a minha
alegria esteja em vós e a vossa alegria seja plena” Jo 15,11.
“As
revelações de Jesus, por ocasião de sua partida para o Pai, visavam despertar
alegria no coração dos discípulos e leva-los a enfrentar, de maneira
conveniente, os desafios da missão. Seria deplorável deixarem-se abater pela
tristeza e pelo pessimismo! A alegria cristã não se reduz a um sentimento
superficial e inconsistente. Ela é de origem divina e brota do fundo do
coração, pela força do Espírito Santo. É o Pai quem produz a verdadeira alegria
do coração do discípulo, que se reconhece amado e chamado a viver em comunhão
com ele e com seu Filho Jesus. O discípulo é capaz de alegrar-se mesmo em meio
aos sofrimentos e contrariedades. A experiência do Mestre serve-lhe de
inspiração. Quando falou em ‘a minha alegria’, Jesus tinha consciência do que
isto significava, no contexto de sua vida partilhada de perseguições, por parte
dos adversários. Perseguições que culminariam com sua morte de cruz, mas
precedida da infidelidade dos discípulos, que o traíram, negaram-no e o
abandonaram. Contudo, nada disto foi suficiente para tirar-lhe a alegria de
viver. A plenitude da alegria dos discípulos resultaria da disposição a
permanecer no amor de Jesus, sendo fiel aos seus mandamentos, como ele fora
fiel ao querer do Pai, mesmo tendo de morrer numa cruz. – Pai, completa
a alegria que o Espírito Santo faz brotar em mim, pois estou disposto a
permanecer unido a ti e a teu Filho, e a ser fiel aos teus mandamentos, apesar
das adversidades” (Pe.
Jaldemir Vitório, sj – O Evangelho nosso de Cada Dia [Ano A] -
Paulinas).
Pe.
João Bosco Vieira Leite