Quarta, 27 de maio de 2026

(1Pd 1,18-25; Sl 147; Mc 10,10,32-45) 8ª Semana do Tempo Comum.

“Mas, entre vós, não deve ser assim: quem quiser ser grande seja vosso servo” Mc 10,43.

“Grandezas, honrarias, o que mais nos remete a isso nesse mundo? Ou melhor, o que, de verdade, se revela como um valor realmente válido, que eleva quem dele participa? Muitos são os incentivos para se almejar poder, realizações, glórias e dinheiro, acenando que isso é que seria a verdadeira realização do ser humano. Aquele, entretanto, que conhece a Jesus Cristo, que se aproxima de seu projeto, que assume a sua Boa-nova, percebe o real valor das coisas, percebe que o verdadeiro sentido de realização do ser humano só vem pelo serviço, pela doação, pela caridade. Isso porque Deus é o nosso referencial, é Aquele que dá sentido e valor a todas as coisas. E Ele é Amor, doação, serviço, caridade. Não se trata apenas de um critério, mas de um modo próprio de perceber e de se relacionar com a própria realidade. Para quem conhece Jesus Cristo, o maior valor está em servir. Deus, em sua onipotência, quando quis revelar-se plenamente ao ser humano, o que fez? Fez-se um de nós, fez-se servo. A maior revelação da onipotência de Deus é que Deus pode servir... Não como nosso empregado, mas como modelo de serviço gratuito, serviço-doação, por amor. A maior manifestação de nossa semelhança com Deus está na nossa capacidade de servir. Por isso, quem quiser ser grande, seja o servidor! Deus, na sua onipotência, pode escolher servir, depender de nossos braços para construir o seu Reino. Deus pode porque assim o quer, porque o testemunho é de humildade. – Quisestes, Senhor, que o ser humano se realizasse pelo trabalho do Reino e serviço aos irmãos. Concede que nosso labor seja uma oblação, que nosso suor em prol da justiça, fraternidade e da paz sejam o louvor e ação de graças que transformam o mundo num perene estado de oração. Amém! (Clauzemir Makximovitz – Meditações para o dia a dia [2015] Vozes).

 Pe. João Bosco Vieira Leite