Terça, 24 de fevereiro de 2026

(Is 55,10-11; Sl 33[34]; Mt 6,7-15) 1ª Semana da Quaresma.

“Quando orardes, não useis muitas palavras, como fazem os pagãos.

Eles pensam que serão ouvidos por força das muitas palavras” Mt 6,7.

“Os discípulos de Jesus foram orientados a não rezar como os gentios que pensavam poder convencer Deus e atrair seus favores, à custa de muito falar. Existia, também, os que se dirigiam a Deus em altos brados, como forma de se fazerem ouvir. Apesar de o Mestre ter atribuído esta forma de rezar aos pagãos, o que ele estava condenado, agora, era a forma acintosa de rezar, praticada por certos fariseus. Quem se vangloriava da própria prática religiosa, estava longe de rezar de maneira conveniente. Faltava-lhes rezar com simplicidade. A oração que Jesus colocou nos lábios dos discípulos pode ser definida como a oração dos simples. Por um lado, ela é calcada na absoluta confiança no Pai, de quem se espera tudo, por saber ser ele a fonte de todos os bens. Por outro lado, suas palavras correspondem ao que é essencial na relação do ser humano com Des, com o próximo e com os bens da criação, de modo especial, o pão cotidiano. Seria um erro fatal confundir a oração ensinada por Jesus como escola de conformismo e alienação. O que o discípulo orante fala ao Pai é o que busca colocar em prática no seu dia-a-dia. Ele deve ser o primeiro a santificar o nome de Deus, a empenhar-se para que o seu Reino aconteça, a fazer a vontade divina. Será sempre o primeiro a partilhar, a perdoar e a esforçar-se para não ser levado pelo espírito do mal. – Pai, coloca nos meus lábios e no meu coração as palavras ensinadas por Jesus aos discípulos, pois elas são a melhor maneira de eu me dirigir a ti (Pe. Jaldemir Vitório, sj – O Evangelho nosso de Cada Dia [Ano A] - Paulinas).

Pe. João Bosco Vieira Leite