(Is 55,10-11; Sl 33[34]; Mt 6,7-15) 1ª Semana da Quaresma.
“Quando orardes, não useis muitas
palavras, como fazem os pagãos.
Eles pensam que serão ouvidos por força
das muitas palavras” Mt
6,7.
“Os
discípulos de Jesus foram orientados a não rezar como os gentios que pensavam
poder convencer Deus e atrair seus favores, à custa de muito falar. Existia,
também, os que se dirigiam a Deus em altos brados, como forma de se fazerem
ouvir. Apesar de o Mestre ter atribuído esta forma de rezar aos pagãos, o que
ele estava condenado, agora, era a forma acintosa de rezar, praticada por
certos fariseus. Quem se vangloriava da própria prática religiosa, estava longe
de rezar de maneira conveniente. Faltava-lhes rezar com simplicidade. A oração
que Jesus colocou nos lábios dos discípulos pode ser definida como a oração dos
simples. Por um lado, ela é calcada na absoluta confiança no Pai, de quem se
espera tudo, por saber ser ele a fonte de todos os bens. Por outro lado, suas
palavras correspondem ao que é essencial na relação do ser humano com Des, com
o próximo e com os bens da criação, de modo especial, o pão cotidiano. Seria um
erro fatal confundir a oração ensinada por Jesus como escola de conformismo e
alienação. O que o discípulo orante fala ao Pai é o que busca colocar em
prática no seu dia-a-dia. Ele deve ser o primeiro a santificar o nome de Deus,
a empenhar-se para que o seu Reino aconteça, a fazer a vontade divina. Será
sempre o primeiro a partilhar, a perdoar e a esforçar-se para não ser levado
pelo espírito do mal. – Pai, coloca nos meus lábios e no meu coração as
palavras ensinadas por Jesus aos discípulos, pois elas são a melhor maneira de
eu me dirigir a ti” (Pe.
Jaldemir Vitório, sj – O Evangelho nosso de Cada Dia [Ano A] -
Paulinas).
Pe.
João Bosco Vieira Leite