(1Rs 12,26-32; 13,33-34; Sl 105[106]; Mc 8,1-10) 5ª Semana do Tempo Comum.
“Tenho compaixão desta multidão, porque
já faz três dias que estão comigo e não tem nada para comer” Mc 8,2.
“Jesus
repete o maravilhoso milagre, realizado anteriormente, de multiplicar uns
poucos pães e peixes, para dar de comer a uma multidão. De novo, manifesta-se
aqui, por um lado, a adesão das pessoas simples à pessoa do Salvador e, por
outro lado, a compassiva misericórdia do Senhor que não resiste ver sofrer
aquela gente. O seguimento de Jesus Cristo obriga-nos a resoluções duras,
sacrificadas. Existem cristãos que seguem Jesus Cristo enquanto seus interesses
materiais não sofrem decréscimo. Mas, quando a lei de Deus ou o cumprimento de
seus deveres religiosos exige deles algum sacrifício ou alguma perda material,
deixam de seguir Jesus. Daí que haja muitos apóstolos que não se entregam
por completo ao apostolado, por medo de que isso redunde em prejuízo de seus
interesses materiais. Esquecem-se de que o Senhor é dono de tudo e que ele
prometeu que, aos eu buscam o Reino de Deus e sua justiça, tudo o mais
ser-lhe-á dado por acréscimo. Atualmente, como nos tempos de Jesus Cristo,
existe uma multidão incontável que tem fome de pão, de alimento para seu
sustento, para sua vida. Jesus sentiu compaixão por aqueles famintos e os
socorreu milagrosamente. Você deve sentir compaixão das pessoas que estão
famintas, de toda essa multidão de pessoas que nada têm para levar à boca,
alimento para acalmar sua fome, roupa decente para cobrir e defender seu corpo,
moradia ou casa para poder viver humanamente. Por certo você não tem condições
de recorrer a meios milagrosos e ninguém lhe pede isso, mas exige-se, sim, de
você que faça o que possa fazer; se você ao menos pode acalmar a fome de um só
que seja, faça-o. Quanto mais justiça você puser em sua vida, menos injustiça
haverá no mundo” (Alfonso
Milagro – O Evangelho meditado para cada dia do ano –
Ave-Maria).
Pe.
João Bosco Vieira Leite