Sábado, 14 de fevereiro de 2026

(1Rs 12,26-32; 13,33-34; Sl 105[106]; Mc 8,1-10) 5ª Semana do Tempo Comum.   

“Tenho compaixão desta multidão, porque já faz três dias que estão comigo e não tem nada para comer” Mc 8,2.

“Jesus repete o maravilhoso milagre, realizado anteriormente, de multiplicar uns poucos pães e peixes, para dar de comer a uma multidão. De novo, manifesta-se aqui, por um lado, a adesão das pessoas simples à pessoa do Salvador e, por outro lado, a compassiva misericórdia do Senhor que não resiste ver sofrer aquela gente. O seguimento de Jesus Cristo obriga-nos a resoluções duras, sacrificadas. Existem cristãos que seguem Jesus Cristo enquanto seus interesses materiais não sofrem decréscimo. Mas, quando a lei de Deus ou o cumprimento de seus deveres religiosos exige deles algum sacrifício ou alguma perda material, deixam de seguir Jesus.  Daí que haja muitos apóstolos que não se entregam por completo ao apostolado, por medo de que isso redunde em prejuízo de seus interesses materiais. Esquecem-se de que o Senhor é dono de tudo e que ele prometeu que, aos eu buscam o Reino de Deus e sua justiça, tudo o mais ser-lhe-á dado por acréscimo. Atualmente, como nos tempos de Jesus Cristo, existe uma multidão incontável que tem fome de pão, de alimento para seu sustento, para sua vida. Jesus sentiu compaixão por aqueles famintos e os socorreu milagrosamente. Você deve sentir compaixão das pessoas que estão famintas, de toda essa multidão de pessoas que nada têm para levar à boca, alimento para acalmar sua fome, roupa decente para cobrir e defender seu corpo, moradia ou casa para poder viver humanamente. Por certo você não tem condições de recorrer a meios milagrosos e ninguém lhe pede isso, mas exige-se, sim, de você que faça o que possa fazer; se você ao menos pode acalmar a fome de um só que seja, faça-o. Quanto mais justiça você puser em sua vida, menos injustiça haverá no mundo” (Alfonso Milagro – O Evangelho meditado para cada dia do ano – Ave-Maria).

 Pe. João Bosco Vieira Leite