(Tg 1,1-11; Sl 118[119]; Mc 8,11-13) 6ª Semana do Tempo Comum.
“Os fariseus vieram e começaram a
discutir com Jesus. E, para pô-lo à prova, pediam-lhe um sinal do céu”
Mc 8,11
“Um
sinal vindo diretamente do céu era a exigência dos fariseus para darem crédito
a Jesus. Os feitos prodigiosos que ele tinha realizado, até então, não foram
suficientes para convencê-los. Haveria algo ainda mais espetacular que pudesse
ser feito, de modo a força-los à conversão? A presença dos adversários de Jesus
era problemática. Tinham vindo com a clara intenção de discutir com o Mestre, a
fim de pô-lo à prova. Portanto, faltava-lhes um mínimo de boa vontade para
acolher o testemunho de Jesus, com imparcialidade, e dar-lhe crédito. O sinal
do céu, que esperavam, deveria consistir numa intervenção espetacular vinda
diretamente do céu, logo, de Deus, de modo a não pairar nenhuma dúvida a
respeito da identidade messiânica do Mestre. O pedido dos fariseus foi
capicioso. Eles conheciam muito bem o modo de agir de Jesus, e como detestava
fazer exibição de poder. Portanto, pediram-lhe algo que, de antemão, sabiam que
não iria realizar. Dai puderam concluir que o Mestre não lhe apresentou o sinal
comprobatório de sua messianidade. Por conseguinte, declararam ser falso
testemunho dele. Jesus foi peremptório em recusar-se a lhes dar qualquer tipo
de sinal. Para gente como os seus adversários, não seria dado nenhum sinal. Se
não eram capazes de perceber o Reino de Deus acontecendo por meio de sinais
realizados na Terra, não seria um sinal formidável, vindo do céu, que haveria
de convencê-los. – Pai, dá-me sensibilidade para reconhecer a
messianidade de teu filho Jesus manifestada no bem que ele fez ao povo e no seu
modo simples de ser” (Pe.
Jaldemir Vitório, sj – O Evangelho nosso de Cada Dia [Ano A] -
Paulinas).
Pe.
João Bosco Vieira Leite