(1Rs 8,22-23.27-30; Sl 83[84]; Mc 7,1-13) 5ª Semana do Tempo Comum.
“Teus olhos estejam abertos noite e dia
sobre esta casa, sobre o lugar do qual disseste: ‘Aqui estará o meu nome!’ Ouve
a oração que o teu servo te faz neste lugar. Ouve as súplicas de teu servo e de
teu povo Israel quando aqui orarem. Escuta-os do alto da tua morada, no céu,
escuta-os e perdoa!” 1Rs
29-30.
“Como
Moisés intercedia pelo povo hebreu (cf. Ex 17,8-16), assim agora Salomão se
coloca como intermediário entre o ‘altar do Senhor’ e ‘toda a assembleia de
Israel’. Ele reconhece a fidelidade de Deus à Aliança, a proximidade do seu
Povo (é capaz de O escutar) e o seu afastamento (não pode ser retido). E
sublinha quer a disponibilidade de Israel para caminhar ‘de todo o coração’
pelos caminhos traçados por Deus, quer a necessidade de confiar continuamente
na misericórdia divina, depois do pecado. [Compreender a Palavra:] O Templo é o
testemunho concreto de fidelidade do Senhor ao compromisso de permanecer no
meio do seu Povo (‘Aí estará o meu nome’: v. 29). E, no entanto, a casa
construída pela mão do homem não pode reter Deus, porque a Sua morada está também
‘no céu’. É o que o povo hebreu irá compreender no Exílio: Israel, não podendo
já encontrar-se com o seu Senhor no Templo, agora destruído e incendiado, pode
tornar-se ele mesmo Templo do Senhor que ‘os céus e os mais altos céus não
podem abranger’ (v. 27), na medida em que vive como povo da Aliança. Desta
convicção nasce a oração angustiada de Salomão, que invoca aquele perdão que só
o Senhor pode conceder: o perdão é a disponibilidade de Deus em acolher ainda
Israel como parceiro da Aliança, não obstante a infidelidade e a traição; e em
recriar o seu coração, para que possa avançar pelo caminho indicado pelos
Mandamentos” (Giuseppe
Casarin – Lecionário Comentado [Tempo Comum – Semanas I-XVII]
– Paulus).
Pe.
João Bosco Vieira Leite