Terça, 10 de fevereiro de 2026

(1Rs 8,22-23.27-30; Sl 83[84]; Mc 7,1-13) 5ª Semana do Tempo Comum.   

“Teus olhos estejam abertos noite e dia sobre esta casa, sobre o lugar do qual disseste: ‘Aqui estará o meu nome!’ Ouve a oração que o teu servo te faz neste lugar. Ouve as súplicas de teu servo e de teu povo Israel quando aqui orarem. Escuta-os do alto da tua morada, no céu, escuta-os e perdoa!” 1Rs 29-30.

“Como Moisés intercedia pelo povo hebreu (cf. Ex 17,8-16), assim agora Salomão se coloca como intermediário entre o ‘altar do Senhor’ e ‘toda a assembleia de Israel’. Ele reconhece a fidelidade de Deus à Aliança, a proximidade do seu Povo (é capaz de O escutar) e o seu afastamento (não pode ser retido). E sublinha quer a disponibilidade de Israel para caminhar ‘de todo o coração’ pelos caminhos traçados por Deus, quer a necessidade de confiar continuamente na misericórdia divina, depois do pecado. [Compreender a Palavra:] O Templo é o testemunho concreto de fidelidade do Senhor ao compromisso de permanecer no meio do seu Povo (‘Aí estará o meu nome’: v. 29). E, no entanto, a casa construída pela mão do homem não pode reter Deus, porque a Sua morada está também ‘no céu’. É o que o povo hebreu irá compreender no Exílio: Israel, não podendo já encontrar-se com o seu Senhor no Templo, agora destruído e incendiado, pode tornar-se ele mesmo Templo do Senhor que ‘os céus e os mais altos céus não podem abranger’ (v. 27), na medida em que vive como povo da Aliança. Desta convicção nasce a oração angustiada de Salomão, que invoca aquele perdão que só o Senhor pode conceder: o perdão é a disponibilidade de Deus em acolher ainda Israel como parceiro da Aliança, não obstante a infidelidade e a traição; e em recriar o seu coração, para que possa avançar pelo caminho indicado pelos Mandamentos” (Giuseppe Casarin – Lecionário Comentado [Tempo Comum – Semanas I-XVII] – Paulus).

Pe. João Bosco Vieira Leite