(Is 58,9-14; Sl 85[86]; Lc 5,27-32) Sábado depois das Cinzas.
“Eu não vim chamar os justos, mas sim os
pecadores para a conversão” Lc
5,32.
“A
proximidade de Jesus com os cobradores de impostos e os pecadores era mal vista
pelos fariseus e mestres da Lei. Por malevolência, faziam juízos apressados a
respeito dele, de forma a leva-los a perder a credibilidade, tanto diante dos
discípulos quanto diante das multidões que o procuravam. Não existe melhor meio
de ‘queimar’ alguém, do que levantar suspeitas sobre a sua vida moral. No
fundo, este era o ponto visado pelos adversários de Jesus: quem se mistura com
os pecadores, assim pensavam, só pode ser do mesmo calibre deles. Entretanto,
conviver com os pecadores e excluídos fazia parte da pedagogia de Jesus, a fim
de levá-los a converter-se ao Reino. A solidariedade com os pecadores não se
estendia aos pecados que cometiam. Era preciso também alertá-los para que
banissem de suas vidas tudo quanto os afastava de Deus. Jesus acreditava, com
todas as forças de seu coração, na possibilidade de conversão do coração
humano. Por isso, empregava todos os meios disponíveis para atrair os pecadores
para Deus, mesmo ocorrendo o risco de ser vítima da maledicência de seus
adversários. Menosprezando as críticas alheias, importava mostrar aos pecadores
a possibilidade de uma vida fundada na misericórdia e na justiça. O caminho
escolhido por Jesus foi o da solidariedade, que revela como cada um de nós é
tratado por Deus. – Pai, estou certo de que, mesmo sendo pecador, sou
amado por ti, e posso contar com a tua solidariedade, que me descortina a
misericórdia e a justiça como jeito novo de ser” (Pe. Jaldemir Vitório, sj – O
Evangelho nosso de Cada Dia [Ano A] - Paulinas).
Pe.
João Bosco Vieira Leite