(1Rs 11,4-13; Sl 105[106]; Mc 7,24-30) 5ª Semana do Tempo Comum.
“A mulher era pagã, nascida na Fenícia
da Síria. Ela suplicou a Jesus que expulsasse de sua filha o demônio” Mc 7,26.
“No
exercício de seu ministério, encontra-se Jesus fora dos limites de Israel;
logo, em território pagão. Que motivos teve para abandonar sua pátria
dirigir-se para terras estranhas? À primeira vista, não parece ter sido por
causa da pregação do Evangelho. A maneira rude com que ele tratou a mulher,
vinda a seu encontro para pedir a cura da filhinha endemoniada, deixa entrever
uma certa indisposição para estender aos pagãos os benefícios do Reino. Teria
Jesus tido a intenção de estar, por um tempo, longe de seu povo no meio do qual
havia sido vítima de hostilidade, para dedicar-se à formação de seus
discípulos? Em todo caso, em território estrangeiro não corria o risco de ser
assediado pelas multidões, ávidas de milagres. Antes, passaria por
desconhecido! A presença da mulher sírio-fenícia parece ter desmontado os
planos de Jesus. Tendo ouvido falar dele, ela foi lançar-se-lhe aos pés,
suplicando a cura da filha. Exatamente como acontecia com o povo da Galileia e
adjacências! O diálogo travado com Jesus deixa entrever que estava sendo
importuna. O Mestre não parecia disposto a ajuda-la. A firmeza da mulher
desesperada fê-la sair vitoriosa do confronto. Sua réplica à recusa de Jesus em
ajuda-la foi uma demonstração clara de sua fé profunda. O Mestre viu-se como
que forçado a dobrar-se diante da lógica da resposta da mulher e atender-lhe o
pedido. Jesus acabou deixando seus planos em segundo lugar. – Pai, cria
em meu coração uma fé profunda como a da mulher pagã que demonstrou total
confiança em Jesus. Por isso, foi atendida por ele” (Pe. Jaldemir Vitório, sj – O
Evangelho nosso de Cada Dia [Ano A] - Paulinas).
Pe.
João Bosco Vieira Leite