Quinta, 12 de fevereiro de 2026

(1Rs 11,4-13; Sl 105[106]; Mc 7,24-30) 5ª Semana do Tempo Comum.

“A mulher era pagã, nascida na Fenícia da Síria. Ela suplicou a Jesus que expulsasse de sua filha o demônio” Mc 7,26.

“No exercício de seu ministério, encontra-se Jesus fora dos limites de Israel; logo, em território pagão. Que motivos teve para abandonar sua pátria dirigir-se para terras estranhas? À primeira vista, não parece ter sido por causa da pregação do Evangelho. A maneira rude com que ele tratou a mulher, vinda a seu encontro para pedir a cura da filhinha endemoniada, deixa entrever uma certa indisposição para estender aos pagãos os benefícios do Reino. Teria Jesus tido a intenção de estar, por um tempo, longe de seu povo no meio do qual havia sido vítima de hostilidade, para dedicar-se à formação de seus discípulos? Em todo caso, em território estrangeiro não corria o risco de ser assediado pelas multidões, ávidas de milagres. Antes, passaria por desconhecido! A presença da mulher sírio-fenícia parece ter desmontado os planos de Jesus. Tendo ouvido falar dele, ela foi lançar-se-lhe aos pés, suplicando a cura da filha. Exatamente como acontecia com o povo da Galileia e adjacências! O diálogo travado com Jesus deixa entrever que estava sendo importuna. O Mestre não parecia disposto a ajuda-la. A firmeza da mulher desesperada fê-la sair vitoriosa do confronto. Sua réplica à recusa de Jesus em ajuda-la foi uma demonstração clara de sua fé profunda. O Mestre viu-se como que forçado a dobrar-se diante da lógica da resposta da mulher e atender-lhe o pedido. Jesus acabou deixando seus planos em segundo lugar. – Pai, cria em meu coração uma fé profunda como a da mulher pagã que demonstrou total confiança em Jesus. Por isso, foi atendida por ele (Pe. Jaldemir Vitório, sj – O Evangelho nosso de Cada Dia [Ano A] - Paulinas).

 Pe. João Bosco Vieira Leite