Quinta, 05 de fevereiro de 2026

(1Rs 2,1-4.10-12; Sl 1Cr 29; Mc 6,7-13) 4ª Semana do Tempo Comum.

“Jesus chamou os doze e começou a enviá-los dois a dois, dando-lhes poder sobre os espíritos impuros” Mc 6,7.

“Para Jesus, o exercício da missão apostólica deveria ser dinâmico. O objetivo consistia em anunciar a todos, sem exceção, a Boa Nova da salvação e fazer chegar até eles os benefícios do Reino.  As instruções de Jesus por ocasião do envio missionário tentavam garantir a agilização da missão. Nada de munir-se de apetrechos, visando assegurar a subsistência e um certo bem-estar. Era desnecessário prover-se de comida e dinheiro, ou carregar uma mochila. Duas mudas de roupa seriam supérfluas. Bastava a que traziam no corpo. Só duas coisas eram permitidas: levar um bastão e calçar as sandálias. Por quê? O bastão serviria para proteger-se dos animais ferozes que poderiam encontrar ao longo do caminho. As sandálias eram necessárias porque, se caminhassem descalços, logo estariam com os pés feridos e, por consequência, não poderiam seguir adiante e levar a cabo a missão. A simplicidade apostólica levaria os apóstolos a darem testemunho de confiança na providência divina, em cujas mãos se colocavam. Poderiam estar certos de que, em suas andanças, sempre experimentariam a bondade do Senhor do Reino, expressa na hospitalidade generosa de seus ouvintes. Neste contexto, até mesmo a rejeição serviria de estímulo para não se acomodarem, obrigando os apóstolos a sempre seguirem em frente. – Pai, ajuda-me a superar toda tentação de acomodar-me, pois como apóstolo do teu Reino, tenho de estar, continuamente, a caminho (Pe. Jaldemir Vitório, sj – O Evangelho nosso de Cada Dia [Ano A] - Paulinas).

 Pe. João Bosco Vieira Leite