(1Rs 2,1-4.10-12; Sl 1Cr 29; Mc 6,7-13) 4ª Semana do Tempo Comum.
“Jesus chamou os doze e começou a
enviá-los dois a dois, dando-lhes poder sobre os espíritos impuros” Mc 6,7.
“Para
Jesus, o exercício da missão apostólica deveria ser dinâmico. O objetivo
consistia em anunciar a todos, sem exceção, a Boa Nova da salvação e fazer
chegar até eles os benefícios do Reino. As instruções de Jesus por
ocasião do envio missionário tentavam garantir a agilização da missão. Nada de
munir-se de apetrechos, visando assegurar a subsistência e um certo bem-estar.
Era desnecessário prover-se de comida e dinheiro, ou carregar uma mochila. Duas
mudas de roupa seriam supérfluas. Bastava a que traziam no corpo. Só duas
coisas eram permitidas: levar um bastão e calçar as sandálias. Por quê? O
bastão serviria para proteger-se dos animais ferozes que poderiam encontrar ao
longo do caminho. As sandálias eram necessárias porque, se caminhassem descalços,
logo estariam com os pés feridos e, por consequência, não poderiam seguir
adiante e levar a cabo a missão. A simplicidade apostólica levaria os apóstolos
a darem testemunho de confiança na providência divina, em cujas mãos se
colocavam. Poderiam estar certos de que, em suas andanças, sempre
experimentariam a bondade do Senhor do Reino, expressa na hospitalidade
generosa de seus ouvintes. Neste contexto, até mesmo a rejeição serviria de
estímulo para não se acomodarem, obrigando os apóstolos a sempre seguirem em
frente. – Pai, ajuda-me a superar toda tentação de acomodar-me, pois
como apóstolo do teu Reino, tenho de estar, continuamente, a caminho” (Pe. Jaldemir Vitório, sj – O
Evangelho nosso de Cada Dia [Ano A] - Paulinas).
Pe.
João Bosco Vieira Leite