(Jl 2,12-18; Sl 50[51]; 2Cor 5,20—6,2; 6,1-6.16-18) Quarta-feira de Cinzas.
“Ficai atento para não praticar a vossa
justiça na frente dos homens só para serdes vistos por eles.
Caso contrário, não recebereis a
recompensa do vosso Pai que está nos céus” Mt 6,1.
“A
prática quaresmal da esmola, da oração e do jejum tem a finalidade de
sintonizar-nos com a vontade do Pai, de forma a preparar-nos, da melhor maneira
possível, para a celebração da Páscoa. As três práticas de piedade visam
refazer nossa amizade com o Pai, enquanto discípulos de Jesus. Têm como
objetivo tornar-nos agradáveis a ele. De onde a importância de serem vividas
segundo as orientações dadas pelo Mestre Jesus. Existem maneiras incorretas de
dar esmolas, rezar e jejuar. Portanto, vazias e inúteis. Isto acontece com quem
se serve destes atos para fazer exibição de piedade, pretendendo passar por
santos aos olhos dos outros. Mas, também, com quem dá esmola de maneira
mecânica, sem comprometer-se com o gesto de dar, com quem transforma a oração
num amontoado de palavras, sem interioridade nem unção; com quem jejua para
cumprir um preceito, embora desconheça o valor de seu gesto. O reverso de
medalha corresponde à forma efetiva de agradar a Deus. Neste caso, a esmola
será expressão da misericórdia que existe no coração de quem se faz solidário
com a carência alheia; a oração consistirá mais em escutar do que em falar; o
jejum corresponderá a um esforço sincero de controlar os próprios instintos e
paixões, de forma a não desviarem o ser humano do caminho de Deus. A melhor
forma de agradar a Deus será pôr em prática tudo isto no humilde escondimento.
– Pai, durante o tempo da Quaresma, buscarei ser agradável a ti,
manifestando esta minha disposição por meio da esmola, da oração e do jejum
feitos de maneira correta” (Pe.
Jaldemir Vitório, sj – O Evangelho nosso de Cada Dia [Ano A] -
Paulinas).
Pe.
João Bosco Vieira Leite