(Ez 18,21-28; Sl 129[130]; Mt 5,20-26) 1ª Semana da Quaresma.
“Portanto, quando tu estiveres levando a
tua oferta para o altar e ali te lembrares que teu irmão tem alguma coisa
contra ti, deixa a tua oferta ali diante do altar e vai primeiro reconciliar-te
com o teu irmão.
Só então vai apresentar a tua oferta” Mt 5,23-24.
“O
5º mandamento do Decálogo – ‘Não matarás!’ – foi superado na interpretação de
Jesus. Corria-se o risco de se deter na superficialidade do preceito, quando,
no fundo, a exigência divina era muito mais radical. O respeito pela vida
alheia vai muito além da garantia de sua vida física. Existe um outro nível que
o discípulo desejoso de ser fiel a Deus deve levar em conta: o da dignidade
humana, enquanto tal. Para ele, irritar-se contra o seu próximo, de modo
especial, os mais fracos e pequeninos, é suficientemente grave para exigir a
punição divina. Da mesma forma, a ofensa verbal, pela qual o próximo é
vilipendiado e humilhado. Tais gestos de prepotência já são uma violação do 5º
mandamento. O Mestre exige urgente reconciliação, sem protelar. Cada minuto é
de extrema importância. Pode ser que venha a hora do juízo e um severo castigo.
Por quê? A incapacidade de reconciliar-se e a insistência em permanecer no ódio
ou no desejo de vingança são indícios de falta de comunhão com o Pai. Quem
conclui a sua caminhada terrestre nesta situação, arrisca-se a não gozar da
comunhão eterna com o Pai celeste. É inútil aspirar a viver em união com o Pai,
sem um esforço prévio de reconciliação e de comunhão com o próximo. Afinal, o
sentido último dos mandamentos divinos é criar comunhão entre os seres humanos
para se chegar à comunhão com o Pai. – Pai, move meu coração a
reconciliação, de forma que a comunhão com o meu próximo seja expressão de
minha comunhão contigo” (Pe.
Jaldemir Vitório, sj – O Evangelho nosso de Cada Dia [Ano A] -
Paulinas).
Pe.
João Bosco Vieira Leite