(1Rs 10,1-10; Sl 36[37]; Mc 7,14-23) 5ª Semana do Tempo Comum.
“Ele disse: ‘O que sai do homem, isso é
que torna impuro’” Mc
7,20.
“Jesus
enfrenta, primeiro com a multidão (vv. 14-16) e depois com os discípulos (vv.
17-23), um problema do interesse da tradição desse tempo, ou seja, a questão do
puro e do impuro, daquilo que nos torna bons ou maus diante de Deus. Para Jesus
é decisivo não aquilo que entra na pessoa, como os alimentos, mas o que sai do
coração, como as más intenções. Estas, com efeito, fazem desviar o homem da sua
relação com Deus e com os irmãos. [Compreender a Palavra:] Nas comunidades
cristãs primitivas era muito sentido o problema de tomar refeições juntamente
com cristãos provenientes do judaísmo (estes julgavam que estavam ainda em
vigoras regras alimentares da tradição judaica) e do paganismo (cf. At
10,1-11.18; Gl 2,11-14). Lembrando o ensinamento do Senhor Jesus mediante a
escuta atenta da sua Palavra (v. 14), os cristãos, guiados pelos Apóstolos, os
quais também tinham dificuldade em compreender a novidade do Evangelho (v. 18;
cf. At 11,1-18), chegaram à conclusão de que pertencer ao Povo de Deus não
requeria práticas externas particulares, mas sim a conversão do coração. É no
coração, enquanto centro das decisões e dos afetos, no íntimo da consciência,
que cada pessoa amadurece o tipo de relação que deve estabelecer com Deus
(acolhimento ou não do seu Reino, do Seu ‘senhorio’) e em caminho pode
encontrar os outros” (Giuseppe
Casarin – Lecionário Comentado [Tempo Comum – Semanas I-XVII]
– Paulus).
Pe.
João Bosco Vieira Leite