Quarta, 11 de fevereiro de 2026

(1Rs 10,1-10; Sl 36[37]; Mc 7,14-23) 5ª Semana do Tempo Comum.

“Ele disse: ‘O que sai do homem, isso é que torna impuro’” Mc 7,20.

“Jesus enfrenta, primeiro com a multidão (vv. 14-16) e depois com os discípulos (vv. 17-23), um problema do interesse da tradição desse tempo, ou seja, a questão do puro e do impuro, daquilo que nos torna bons ou maus diante de Deus. Para Jesus é decisivo não aquilo que entra na pessoa, como os alimentos, mas o que sai do coração, como as más intenções. Estas, com efeito, fazem desviar o homem da sua relação com Deus e com os irmãos. [Compreender a Palavra:] Nas comunidades cristãs primitivas era muito sentido o problema de tomar refeições juntamente com cristãos provenientes do judaísmo (estes julgavam que estavam ainda em vigoras regras alimentares da tradição judaica) e do paganismo (cf. At 10,1-11.18; Gl 2,11-14). Lembrando o ensinamento do Senhor Jesus mediante a escuta atenta da sua Palavra (v. 14), os cristãos, guiados pelos Apóstolos, os quais também tinham dificuldade em compreender a novidade do Evangelho (v. 18; cf. At 11,1-18), chegaram à conclusão de que pertencer ao Povo de Deus não requeria práticas externas particulares, mas sim a conversão do coração. É no coração, enquanto centro das decisões e dos afetos, no íntimo da consciência, que cada pessoa amadurece o tipo de relação que deve estabelecer com Deus (acolhimento ou não do seu Reino, do Seu ‘senhorio’) e em caminho pode encontrar os outros” (Giuseppe Casarin – Lecionário Comentado [Tempo Comum – Semanas I-XVII] – Paulus).

 Pe. João Bosco Vieira Leite