(Jr 20,10-13; Sl 17[18]; Jo 10,31-42) 5ª Semana da Quaresma.
“Os judeus responderam: ‘Não queremos te
apedrejar por causa das obras boas, mas por causa de blasfêmia, porque, sendo
apenas um homem tu te fazes Deus!’” Jo
10,33.
“Embora,
Jesus jamais tivesse afirmado ‘Eu sou Deus!’, seus adversários acusavam-no de,
sendo apenas um homem, pretender passar por Deus. E chegavam a esta conclusão,
não por causa de uma declaração peremptória de Jesus, e sim pelo modo como ele
falava e agia. Suas palavras tinham uma autoridade desconhecida, e pareciam ir
de encontro a tudo quanto, até então, era ensinado como Palavra de Deus. Esta
liberdade diante de uma tradição religiosa revelava, no pensar dos inimigos,
que Jesus estava pretendendo ocupar o lugar de Deus. Quanto aos sinais que
realizava, eram de tal modo portentosos que só das mãos de Deus poderia provir.
Quem, a não ser Deus, pode curar os doentes, ressuscitar os mortos, transformar
a água em vinho? Este poder criador é prerrogativa divina. Essas falsas
acusações foram rebatidas com dois argumentos. O primeiro foi tirado das
Escrituras, precisamente do Salmo que, referindo-se aos juízes deste mundo,
declara: ‘Vocês são deuses!’. Eles, ao julgar, exercem um poder divino. Se as
Escrituras fazem tal declaração, é possível aplica-la também a Jesus. O segundo
é tirado da própria pregação do Mestre. Suas palavras extas foram ‘Eu sou o
Filho de Deus’. Esta consciência de ser Filho era o pano de fundo de tudo
quanto fazia e ensinava. Sem isto, suas palavras cairiam no vazio e seriam sem
sentido. Ele é, sim, o Filho santificado e enviado ao mundo para fazer as obras
do Pai. E elas são as primeiras a testemunhar em seu favor. – Pai,
reforça minha fé em Jesus, em cujas palavras e ensinamentos ti fazes presente
na história humana” (Pe.
Jaldemir Vitório, sj – O Evangelho nosso de Cada Dia [Ano A] -
Paulinas).
Pe.
João Bosco Vieira Leite