(Is 58,1-9; Sl 50[51]; Mt 9,14-15) Sexta-feira depois das Cinzas.
“Disse-lhes Jesus: ‘Por acaso, os amigos
do noivo podem estar de luto enquanto o noivo está com eles?
Dias virão em que o noivo será tirado do
meio deles. Então, sim, eles jejuarão’” Mt 9,15.
“Os
discípulos de Jesus não são dispensados da prática do jejum, mas este não
constitui para eles uma componente decisiva para a sua sequela. O jejum é
colocado em relação com a sorte que espera o seu Mestre: quando Cristo esposo
for tirado à sua Igreja, então jejuarão. Mais do que preocupar-se com o jejum
ritual, é importante viver a dimensão festiva da presença do Senhor.
[Compreender a Palavra:] O Evangelho já nos habituou muitas vezes à imagem de
Jesus enquanto esposo, já a partir das tradições ligadas a João Batista (cf. Jo
3,29-30). Virá um momento em que Jesus será tirado à Sua comunidade (cf. Mt
26,11), mas ainda é o tempo do esposo, no qual Cristo está presente no meio dos
Seus discípulos. O pano de fundo da Paixão não é eliminado, mas há um tempo em
que o jejum ritual está excluído, Jesus é a novidade e esta não pode ser lida
com os instrumentos velhos da tradição antiga: Ele é o ‘vinho novo’, do novo
banquete nupcial que deve guardado em ‘odres novos’. A novidade do Evangelho
deve ser acolhida com um coração aberto e disponível” (Giuseppe Casarin – Lecionário
Comentado [Quaresma Páscoa] – Paulus).
Pe.
João Bosco Vieira Leite