Sexta, 31 de julho de 2026

(Jr 26,1-9; Sl 68[69]; Mt 13,54-58) 17ª Semana do Tempo Comum.

“Dirigindo-se para a sua terra, Jesus ensinava na sinagoga, de modo que ficavam admirados.

E diziam: ‘De onde lhe vem essa sabedoria e esses milagres?’” Mt 13,54.

“As interrogações levantadas pelo povo de Nazaré, a respeito de Jesus, já tinham, de antemão, uma resposta. Tendo Jesus saído do meio deles, era impossível que tivesse poderes divinos, como sua sabedoria e seus milagres deixavam transparecer. Não dava para combinar o fato de Jesus ser um nazareno e, ao mesmo tempo, ter sido autorizado a realizar as obras de Deus. Com isto os nazarenos não negavam que Deus pudesse intervir na história humana. Afinal, ele interviera continuamente na história de Israel, a partir da libertação do Egito por intermédio de Moisés. Os conterrâneos de Jesus estavam recusando-se a aceitar que Deus estivesse agindo a partir da família deste jovem de Nazaré. Isto não se enquadrava nos esquemas de esperança messiânica da época, segundo os quais, embora sendo homem, o Messias não assumira as condições que Jesus apresentava. Faltavam-lhe grandeza e dignidade! Sua condição de filho de carpinteiro e de homem do povo depunham contra ele. Em suma, não tinham gabarito nem credenciais para a missão que estavam realizando.  O pecado dos nazarenos consistiu em querer enquadrar Deus em seus curtos esquemas mentais. Como em Jesus Cristo Deus agiu à revelia das esperanças em voga, eles perderam a chance de acolher o Messias. Procuram longe, aquele que estava bem preso! – Pai, livra-me da tentação de querer enquadra-te em meus mesquinhos esquemas. Que eu saiba reconhecer e respeitar o teu modo de agir (Pe. Jaldemir Vitório, sj – O Evangelho nosso de Cada Dia [Ano A] - Paulinas).

 Pe. João Bosco Vieira Leite  

 

Quinta, 30 de julho de 2026

(Jr 18,1-6; Sl 145[146]; Mt 13,47-53) 17ª Semana do Tempo Comum.

“Quando está cheia, os pescadores puxam a rede para a praia, sentam-se e recolhem os peixes bons em cestos

e jogam fora os que não prestam” Mt 13,48.

“A parábola da rede parece repetir, mesmo no vocabulário, a do trigo e do joio. Mas enquanto esta última coloca o acento sobre o tempo presente do crescimento, o Evangelho de hoje olha para o futuro, está interessado mais no vaso dos peixes do que na sua captura (os verbos antes estão no particípio passado e depois no indicativo). [Compreender a Palavra:] Através da parábola da rede, mais uma vez o Senhor mostra a dinâmica do Reino, distinguindo-se entre o tempo da História, em que todos os homens, bons e maus, convivem como os diversos peixes no mesmo mar, e o tempo do juízo final, quando se der a separação uns dos outros, com o fim trágico dos maus. A particular acentuação do juízo negativo pretendia eliminar qualquer equívoco na insistente e surpreendente pregação de Jesus sobre a misericórdia de Deus, que podia levar a duvidar da existência de um juízo final. Jesus Cristo projeta uma imagem nova de Deus e do seu Reino, a qual embora criando uma distanciação do ensino religioso da época, permanece no rasto da continuidade e da felicidade divinas: a misericórdia de Deus não anula a distinção entre o bem e o mal. Eis então que a mensagem de Jesus acerca do Reino pede uma renovação, antes de tudo da parte dos anunciadores (escribas/discípulos). O grande tesouro é Cristo e é Ele que ilumina todo o antigo e o novo, Ele que deve ser anunciado e transmitido, permanecendo fiéis à sua Pessoa que encerra em Si todas as novidades capazes de explicar e realizar as antigas promessas” (Giuseppe Casarin – Lecionário Comentado [Tempo Comum – Vol. I] – Paulus). 

Pe. João Bosco Vieira Leite  

Quarta, 29 de julho de 2026

(1Jo 4,7-16; Sl 33[34]; Jo 11,19-27) Santos Marta, Maria e Lázaro.

“Quando Marta soube que Jesus tinha chegado, foi ao encontro dele. Maria ficou sentada em casa” Jo 11,20.

“Em Jo 11,2 Maria é caracterizada como aquela ‘que ungira o Senhor com óleo perfumado e lhe enxugara os pés com os cabelos’. Trata-se, portanto, de uma antecipação daquilo que será contado só depois, no capítulo 12. Marta chama a irmã Maria pra vir junto de Jesus. Esta logo se levanta e lança chorando aos pés do mestre. Maria é aquela que acredita sem palavras. Ela sente o amor de Jesus pelo amigo dele e irmão dela. Chorando ela se sabe unida a Jesus e ao seu destino fatal” (Anselm Grüm – Jesus: Porta para a Vida – Loyola).

Pe. João Bosco Vieira Leite