Quinta, 26 de fevereiro de 2026

(Est 4,17; Sl 137[138]; Mt 7,7-12) 

1ª Semana da Quaresma.

“Tudo quanto quereis que os outros vos façam, fazei também a eles. Nisto consiste a Lei e os Profetas” Mt 7,17.

“Esta regra de ouro já era conhecida do Antigo Testamento e em seus comentários, mas em forma negativa. Agora Jesus dá a esta máxima uma forma positiva, que é bem mais exigente. A regra de amar o próximo como a nós mesmos por amor a Deus apresenta-se diariamente em nossas relações humanas e sociais. Talvez seja este o ponto mais difícil e mais exigente contido no evangelho: porém é certo também que é o ponto fundamental que o Senhor afirma: ‘Tudo que quereis que os homens vos façam, fazei-o vós a eles. Esta é a Lei e os Profetas’ (Mateus 7,12)” (Alfonso Milagro – O Evangelho meditado para cada dia do ano – Ave-Maria).

Pe. João Bosco Vieira Leite

Quarta, 25 de fevereiro de 2026

(Jn 3,1-10; Sl 50[51]; Lc 11,29-32) 1ª Semana da Quaresma.

“Esta geração é uma geração má. Ela busca um sinal, mas nenhum sinal lhe será dado, a não ser o sinal de Jonas” Lc 11,29.

“Perante Jesus pode-se reagir com a incredulidade de quem procura um sinal para O pôr à prova (cf. Lc 11,16), ou então com a fé. Só esta pode abrir à salvação, isto é, a uma vida nova, como aconteceu com os ninivitas que levaram a sério a pregação de Jonas, e para a rainha do Sul que soube reconhecer a sabedoria extraordinária do rei Salomão. Se o profeta e o rei foram um sinal, muito mais o é Jesus, reconhecido e saudado pelo velho Simeão no Templo ‘como sinal de contradição [...] Assim serão revelados os pensamentos de muito corações’ (Lc 2,34-35). [Compreender a Palavra:] Jesus tinha acabado de afirmar que a verdadeira bem-aventurança pertence a quem acolhe a Palavra de Deus e a põe em prática (cf. os versículos que precedem o texto do Evangelho de hoje) e, para reforçar esta afirmação e para exemplifica-la, lança-se contra uma das atitudes mais espalhadas de não acolhimento da Palavra: a pretensão de ver um sinal, querer presenciar um milagre. Na realidade, a Sua própria pessoa é que constitui um sinal para as pessoas às quais se dirige. Então traz a comparação de dois grandes personagens do passado: Jonas e Salomão. Estes foram um sinal que apelou a uma mudança de vida: os habitantes de Nínive aos quais o profeta foi enviado, e a rainha do Sul que se deslocou para vir escutar o rei de Israel. Os aspectos dos dois personagens postos em evidência são a pregação (literalmente, o Kerigma) no tocante a Jonas, e a sabedoria de Salomão. Jesus ultrapassa-os a ambos: a sua Palavra é mais penetrante do que a do profeta e Elke é mais sábio que o grande rei de Israel. E, no entanto, Jesus não é acolhido. Por isso os ninivitas e a rainha do Sul levantar-se-ão, no dia do Juízo, para acusar ‘esta geração’ que rejeitou o convite à conversão” (Giuseppe Casarin – Lecionário Comentado [Quaresma Páscoa] – Paulus).

Pe. João Bosco Vieira Leite

Terça, 24 de fevereiro de 2026

(Is 55,10-11; Sl 33[34]; Mt 6,7-15) 1ª Semana da Quaresma.

“Quando orardes, não useis muitas palavras, como fazem os pagãos.

Eles pensam que serão ouvidos por força das muitas palavras” Mt 6,7.

“Os discípulos de Jesus foram orientados a não rezar como os gentios que pensavam poder convencer Deus e atrair seus favores, à custa de muito falar. Existia, também, os que se dirigiam a Deus em altos brados, como forma de se fazerem ouvir. Apesar de o Mestre ter atribuído esta forma de rezar aos pagãos, o que ele estava condenado, agora, era a forma acintosa de rezar, praticada por certos fariseus. Quem se vangloriava da própria prática religiosa, estava longe de rezar de maneira conveniente. Faltava-lhes rezar com simplicidade. A oração que Jesus colocou nos lábios dos discípulos pode ser definida como a oração dos simples. Por um lado, ela é calcada na absoluta confiança no Pai, de quem se espera tudo, por saber ser ele a fonte de todos os bens. Por outro lado, suas palavras correspondem ao que é essencial na relação do ser humano com Des, com o próximo e com os bens da criação, de modo especial, o pão cotidiano. Seria um erro fatal confundir a oração ensinada por Jesus como escola de conformismo e alienação. O que o discípulo orante fala ao Pai é o que busca colocar em prática no seu dia-a-dia. Ele deve ser o primeiro a santificar o nome de Deus, a empenhar-se para que o seu Reino aconteça, a fazer a vontade divina. Será sempre o primeiro a partilhar, a perdoar e a esforçar-se para não ser levado pelo espírito do mal. – Pai, coloca nos meus lábios e no meu coração as palavras ensinadas por Jesus aos discípulos, pois elas são a melhor maneira de eu me dirigir a ti (Pe. Jaldemir Vitório, sj – O Evangelho nosso de Cada Dia [Ano A] - Paulinas).

Pe. João Bosco Vieira Leite