Sábado, 05 de setembro de 2026

(1Cor 4,6-15; Sl 144[145]; Lc 6,1-5) 22ª Semana do Tempo Comum.

“E Jesus acrescentou: ‘O Filho do Homem é senhor também do sábado’” Lc 6,5.

“Os escribas e fariseus tinham acrescentado ao livro da Lei uma série de minuciosas observâncias e proibições que sobrecarregavam onerosamente a consciência dos piedosos israelitas. A humanidade sempre caiu no erro de considerar a lei, a técnica, a ordem, o poder mais importante que o próprio homem, como se o homem tivesse sido criado para as coisas e não as coisas para o homem. Mas Jesus não pensa assim; antes de mais nada, ele como verdadeiro Filho de Deus está acima de toda a lei acima de todo ordenamento. Ele é o senhor do sábado, o dono da lei, que não tem razão ser, senão nele, em sua divina vontade. Em segundo lugar, Deus criou todas as coisas para o homem, fazendo-o rei da criação, criou o homem para Cristo e Cristo é para Deus” (Alfonso Milagro – O Evangelho meditado para cada dia do ano – Ave-Maria).   

Pe. João Bosco Vieira Leite

Sexta, 04 de setembro de 2026

(1Cor 4,1-5; Sl 36[37]; Lc 5,33-39) 22ª Semana do Tempo Comum.

“Os fariseus e o mestres da Lei disseram a Jesus: ‘Os discípulos de João, e também os discípulos dos fariseus, jejuam com frequência e fazem orações. Mas os teus discípulos comem e bebem’”

Lc 5,33.

“Desde tempos antigos, a riqueza do mistério pascal foi sendo explicada ao longo de todo o itinerário anual da liturgia da Igreja, a fim de permitir ao crente contemplar a Pessoa de Jesus em todas as fases da sua vida. Enquanto O celebramos, crucificado e ressuscitado, o caminho eclesial ajuda-nos a encontrar as disposições interiores mais aptas para acolhermos o dom da presença de Cristo. Os tempos fortes do Advento e da Quaresma pedem-nos vigilância e conversão dos pecados; o Natal e a Páscoa pedem-nos que nos alegremos pela vida nascida e redimida; o Tempo Comum ampara-nos na fadiga cotidiana, colocando-nos em contato com o ensino e a vida do Mestre. Estes tempos da graça estão já presentes no Evangelho e a discussão surge entre os discípulos de João Batista e os de Jesus justificam os tempos novos inaugurados pelo Nazareno. Se a procura humana é caracterizada por jejuns e penitências escolhidos pelo homem, com a presença de Deus no meio dos homens irrompe a alegria da festa. O relevo é colocado precisamente na festa de núpcias, e não nas fadigas que a vida matrimonial comporta. A sequela de Cristo é uma festa de núpcias e por isso os jejuns e as orações servem de preparação, de aprendizagem para gozar a festa eterna, quando o noivo voltar definitivamente. Falta por vezes, na vivência da vida cristã, a capacidade de gozar, a partir de agora, do bem, da presença de Cristo, da alegria da novidade trazida pelo Evangelho. Se a acusação de tristeza dirigida aos cristãos é verdadeira, então pecamos contra a alegria pelo noivo que celebra a festa conosco. Até a última página da Bíblia, o Apocalipse, contempla o fim dos tempos como o encontro entre os dois noivos. Devemos renovar na nossa vida espiritual o sentido da festa, o gosto pelo lazer, a alegria do encontro, não em prejuízo do trabalho, mas para conceder espaço àquelas dimensões que muitas vezes são sufocadas por múltiplas ocupações” (Giuseppe Casarin – Lecionário Comentado [Tempo Comum – Vol. II] – Paulus).

Pe. João Bosco Vieira Leite

Quinta, 03 de setembro de 2026

(1Cor 3,18-23; Sl 23[24]; Lc 5,1-11) 22ª Semana do Tempo Comum.

“Jesus estava na margem do lago de Genesaré, e a multidão apertava-se ao seu redor

para ouvir a Palavra de Deus” LC 5,1.

“A cena da pesca milagrosa ilustra a vida missionária dos discípulos do Reino. Tudo começou com um encontro fortuito com Jesus. Comprimido pelas multidões ansiosas para ouvir a Palavra de Deus, o Mestre pediu a Simão um favor: leva-lo em sua barca um pouco para dentro do lago de Genesaré, não muito longe da margem, para que pudesse falar às multidões. Seu pedido foi prontamente atendido. Quando concluiu a pregação, deu a Simão uma ordem inesperada: conduzir o barco para águas mais profundas e lançar a rede. Simão tinha trabalhado, em vão, toda a noite, mas por obediência à ordem do Mestre, lançou novamente a rede. E disto resultou uma pesca espetacular. Entretanto, o fato mais notável foi Simão ter tido a chance de reconhecer Jesus como Messias. O espanto que se apoderou dele e de seus companheiros foi semelhante ao que, no Antigo Testamento, acontecia nas teofanias, quando pessoas achavam que iriam morrer, caso vissem a Deus. Simão reconheceu em Jesus a manifestação da divindade. E Jesus exortou-o a não ter medo, pois sua vida havia sido transformada. Doravante, teria outra preocupação, não mais com peixes, mas com pessoas humanas. Simão aceitou a tarefa de ser pescador de gente, e pôs a seguir Jesus. Começava para ele uma nova vida. – Pai, confirma minha vocação de pescador de pessoas humanas, e conduz-me para águas mais profundas onde se encontram os que mais carecem de meu amor (Pe. Jaldemir Vitório, sj – O Evangelho nosso de Cada Dia [Ano A] - Paulinas).

Pe. João Bosco Vieira Leite