Sábado, 31 de outubro de 2026

(Fl 1,18-26; Sl 41[42]; Lc 14,1.7-11) 30ª Semana do Tempo Comum.

“Quando tu fores convidado para uma festa de casamento, não ocupes o primeiro lugar.

Pode ser que tenha sido convidado alguém mais importante do que tu” Lc 14,8.

“Como em toda parábola, não se deve tomar a palavra de Jesus ao pé da letra; deve-se olhar para o objetivo da parábola e para a lição que ele pretende dar. Neste evangelho, pois, você deverá pôr sua atenção mais na mensagem que nas palavras do texto; por outro lado, a forma de expressão empregada por Jesus devia ser a que seus ouvintes pudessem compreender. Acontecia um fato: os fariseus em tudo e por tudo buscavam sempre os primeiros postos, os de mais honra, ou que pudessem trazer maiores vantagens; os fariseus apreciavam muito serem honrados diante dos outros e ele positivamente procuravam essas honras e faziam sentir que tinham autoridade; o Senhor expressa as disposições do espírito dos fariseus com a parábola dos convidados para o banquete, que se apressavam em ocupar os lugares mais acomodados, ou reservados para as pessoas de maior dignidade convidadas. Como discípulos de Jesus, devemos adotar uma atitude completamente contrária, não precisamente buscando ser logo reconhecido e considerados, mas por espírito de autêntica humildade. A escala de valores que vigora neste mundo é totalmente diferente no Reino, no qual são preferidos e honrados os simples, os humildes, os pobres, os que se dedicam ao serviço dos outros, os que escolhem os últimos postos, mais obscuros e ignorados, menos considerados pelos homens; por isso dizemos que o Reino de Deus muda os valores pelos quais se preocupam os homens” (Alfonso Milagro – O Evangelho meditado para cada dia do ano – Ave-Maria).

Pe. João Bosco Vieira Leite

Sexta, 30 de outubro de 2026

(Fl 1,1-11; Sl 110[111]; Lc 14, 1-6) 30ª Semana do Tempo Comum.

“Diante de Jesus, havia um hidrópico. Tomando a palavra, Jesus falou aos mestres da Lei e aos fariseus:

‘A Lei permite curar em dia de sábado ou não?’” Lc 14,2-3.

“Deus criou o ser humano livre e aprumado. É assim que Jesus, no sábado, o restabelece, mostrando-o como foi que Deus queria que fosse. Lucas combina a teologia da Criação com a teologia da Salvação. ‘Salvação’ quer dizer: deixar a Criação aparecer em todo o seu esplendor. Foi boa a obra divina da Criação do homem. Mas o homem adoeceu, agrilhoado nas suas paixões, amarrado nas suas necessidades. Jesus liberta o homem, erguendo-o novamente. Torna-o inteiro e sadio, belo e bom. Quando Jesus cura o homem, ele o restabelece assim como Deus o criou, na sua beleza original e na sua bondade. Por isso as curas mais importantes, em Lucas, acontecem no sábado, no dia em que Deus descansou da sua Criação. Mas existe ainda outro motivo pelo qual Lucas coloca as curas sabáticas no centro da sua teologia da cura. No domingo os cristãos se reúnem para partir o pão em comunidade e para celebrar, no culto, aquele que outrora, na história, curou e reergueu os doentes. Na liturgia, a atuação sanadora de Jesus se torna presente. Por isso Lucas nos diz que o povo reagiu à cura do paralítico com as palavras: ‘Hoje vimos coisas maravilhosas’ (Lc 5,26). O que aconteceu então acontece ‘hoje’, quando os cristãos se reúnem no culto dominical. A Eucaristia é o momento da cura. E a leitura, a meditação sobre a narrativa evangélica podem se tornar o momento em que nós, como leitores, nos tornamos partícipes da cena da cura, que Lucas, com as suas palavras, nos coloca diante dos olhos” (Anselm Grüm – Jesus, modelo do ser humano – Loyola).

Pe. João Bosco Vieira Leite

Quinta, 29 de outubro de 2026

(Ef 6,10-20; Sl 143[144]; Lc 13,31-35) 30ª Semana do Tempo Comum.

“Naquela hora, alguns fariseus aproximaram-se e disseram a Jesus: ‘Tu deves ir embora daqui,

porque Herodes quer te matar’” Lc 13,31.

“Qual terá sido a intenção dos fariseus ao alertar Jesus quanto a intenção de Herodes de matá-lo? Seria uma manobra para que se afastasse dali? É possível que efetivamente estivessem preocupados com a vida dele e quisessem poupá-lo. Em todo o caso, a advertência mostrou-se inútil, pois Jesus não se deixou intimidar com a perspectiva da morte. Estava disposto a levar adiante sua missão, mesmo sob a ameaça de um inimigo violento. Sua missão seria rápida. ‘Três dias’ significa um pequeno espaço de tempo, de duração é imprecisa. Em breve o Mestre teria levado a termo sua vida terrena e, com ela, a sua missão. Por ora, cabe-lhe seguir adiante, rumo a Jerusalém que, apesar de ser Cidade Santa, tem a má fama de ser assassina de profetas. Jesus é um profeta e deve morrer na qualidade de profeta, selando com sangue o seu testemunho. Sua missão de salvador vindo para reconciliar o povo eleito com o Pai foi recusada. Ele quis congregar o povo, como a galinha recolhe os pintinhos debaixo das asas. Entretanto, foi incompreendido. Pior que a maldade do ímpio Herodes foi a perversidade das autoridades e dos habitantes de Jerusalém. Estando em condições de acolher a salvação oferecida pelo Filho de Deus, rejeitaram-na, fazendo-se indignos dela. Estes eram os verdadeiros inimigos de Jesus. – Pai, predispõe-me, pela força do teu Espírito, a acolher a salvação que teu Filho Jesus me oferece, fazendo-me digno deste dom supremo de tua bondade” (Pe. Jaldemir Vitório, sj – O Evangelho nosso de Cada Dia [Ano A] - Paulinas).

Pe. João Bosco Vieira Leite