(Ef 4,7-16; Sl 121[122]; Lc 13,1-9) 29ª Semana do Tempo Comum.
“Vós pensais que esses galileus eram
mais pecadores do que todos os outros galileus por terem sofrido tal coisa? Eu
vos digo que não. Mas, se vós não vos converterdes, ireis morrer todos do mesmo
modo” Lc 13,2-3.
“A
bondade de Jesus e sua capacidade de acolher e perdoar nada tinham de
ingenuidade. Ele exigia dos pecadores uma conversão imediata, antes que fosse
tarde demais. Dois fatos bem conhecidos de seus ouvintes serviram-lhe de
referência, ao falar da iminência da condenação. O primeiro diz respeito à
maldade de Pilatos que mandou trucidar fiéis, vindos da Galileia, enquanto
ofereciam sacrifícios. A morte destes homens piedosos, precisamente no templo
de Jerusalém – morada de Deus – é paradoxal. O segundo refere-se à morte de
dezoito pessoas, por causa do desabamento de uma parte dos muros da Cidade
Santa, nas imediações da piscina de Siloé. Uma leitura superficial destes dois
fatos levava a concluir: tanto os que foram assassinados por Pilatos quanto as
vítimas do desabamento das muralhas receberam a devida punição por seus
pecados. Jesus, porém, nega ser verdadeira essa versão. A morte repentina de
todos eles não significava necessariamente que eram pecadores. A morte destas
pessoas servia de alerta para os interlocutores do Mestre. Assim como todos
eles foram vítimas de morte súbita, o mesmo poderia acontecer com os ouvintes
de Jesus. Entretanto, este não se referia à morte física, e sim, à perda da
comunhão eterna com o Pai. Esta só se garante por meio do arrependimento e da
imediata conversão. Caso contrário, aguarda-se a condenação! – Pai, que a
minha vida seja uma contínua busca de comunhão contigo, por meio de um
arrependimento sincero e de minha conversão urgente para ti” (Pe. Jaldemir Vitório, sj – O
Evangelho nosso de Cada Dia [Ano A] - Paulinas).
Pe.
João Bosco Vieira Leite