(Jr 18,1-6; Sl 145[146]; Mt 13,47-53) 17ª Semana do Tempo Comum.
“Quando está cheia, os pescadores puxam
a rede para a praia, sentam-se e recolhem os peixes bons em cestos
e jogam fora os que não prestam” Mt 13,48.
“A
parábola da rede parece repetir, mesmo no vocabulário, a do trigo e do joio.
Mas enquanto esta última coloca o acento sobre o tempo presente do crescimento,
o Evangelho de hoje olha para o futuro, está interessado mais no vaso dos
peixes do que na sua captura (os verbos antes estão no particípio passado e
depois no indicativo). [Compreender a Palavra:] Através da parábola da rede,
mais uma vez o Senhor mostra a dinâmica do Reino, distinguindo-se entre o tempo
da História, em que todos os homens, bons e maus, convivem como os diversos
peixes no mesmo mar, e o tempo do juízo final, quando se der a separação uns
dos outros, com o fim trágico dos maus. A particular acentuação do juízo
negativo pretendia eliminar qualquer equívoco na insistente e surpreendente
pregação de Jesus sobre a misericórdia de Deus, que podia levar a duvidar da
existência de um juízo final. Jesus Cristo projeta uma imagem nova de Deus e do
seu Reino, a qual embora criando uma distanciação do ensino religioso da época,
permanece no rasto da continuidade e da felicidade divinas: a misericórdia de
Deus não anula a distinção entre o bem e o mal. Eis então que a mensagem de
Jesus acerca do Reino pede uma renovação, antes de tudo da parte dos
anunciadores (escribas/discípulos). O grande tesouro é Cristo e é Ele que
ilumina todo o antigo e o novo, Ele que deve ser anunciado e transmitido,
permanecendo fiéis à sua Pessoa que encerra em Si todas as novidades capazes de
explicar e realizar as antigas promessas” (Giuseppe Casarin – Lecionário Comentado [Tempo
Comum – Vol. I] – Paulus).
Pe.
João Bosco Vieira Leite