(At 8,1-8; Sl 65[66]; Jo 6,35-40) 3ª Semana da Páscoa.
“Pois esta é a vontade do meu Pai: que
toda pessoa que vê o Filho e nele crê tenha a vida eterna.
E eu o ressuscitarei no último dia’” Jo 6,40.
“A
vida de Jesus foi toda norteada pela vontade do Pai. Esta se resume em querer a
salvação de todo ser humano, para o qual está reservada a vida eterna, na
medida em que acolher a palavra de Jesus e se deixar guiar por ela. Por isso, o
ministério do Mestre pode ser definido como serviço à salvação da humanidade.
Isto explica por que buscava estar presente ali onde a morte se fazia sentir
com mais intensidade, junto de quem se tornara escravo do pecado. Os pecadores
foram alvo de sua constante solicitude. O desígnio do Pai era que não se
perdesse ninguém dos que tinham sido entregue ao Filho. Evidentemente, a
palavra de Jesus tem um sentido inclusivo: toda a humanidade foi-lhe entregue
para ser salva, sem exclusão de ninguém. Sendo assim, o Filho devia empenhar-se
para que a salvação – a vida eterna – atingisse cada criatura humana. O caminho
da salvação exige fé sincera no Filho Jesus. Confessá-la significava aderir à
dinâmica de vida assumida por ele, cujo centro era a vontade do Pai, e deixar a
vida divina permear a existência humana, de forma a transformá-la pelo amor.
Assim, o discípulo de Jesus tinha a chance de, já no curso de sua existência
terrena, experimentar a vida eterna que lhe estava reservada. – Pai,
transforma-me em discípulo autêntico de teu Filho Jesus, de modo que a tua
vontade seja o centro de minha existência, e eu experimente, já na Terra, a
vida eterna” (Pe.
Jaldemir Vitório, sj – O Evangelho nosso de Cada Dia [Ano A] -
Paulinas).
Pe.
João Bosco Vieira Leite