Quarta, 22 de abril de 2026

(At 8,1-8; Sl 65[66]; Jo 6,35-40) 3ª Semana da Páscoa.

“Pois esta é a vontade do meu Pai: que toda pessoa que vê o Filho e nele crê tenha a vida eterna.

E eu o ressuscitarei no último dia’” Jo 6,40.

“A vida de Jesus foi toda norteada pela vontade do Pai. Esta se resume em querer a salvação de todo ser humano, para o qual está reservada a vida eterna, na medida em que acolher a palavra de Jesus e se deixar guiar por ela. Por isso, o ministério do Mestre pode ser definido como serviço à salvação da humanidade. Isto explica por que buscava estar presente ali onde a morte se fazia sentir com mais intensidade, junto de quem se tornara escravo do pecado. Os pecadores foram alvo de sua constante solicitude. O desígnio do Pai era que não se perdesse ninguém dos que tinham sido entregue ao Filho. Evidentemente, a palavra de Jesus tem um sentido inclusivo: toda a humanidade foi-lhe entregue para ser salva, sem exclusão de ninguém. Sendo assim, o Filho devia empenhar-se para que a salvação – a vida eterna – atingisse cada criatura humana. O caminho da salvação exige fé sincera no Filho Jesus. Confessá-la significava aderir à dinâmica de vida assumida por ele, cujo centro era a vontade do Pai, e deixar a vida divina permear a existência humana, de forma a transformá-la pelo amor. Assim, o discípulo de Jesus tinha a chance de, já no curso de sua existência terrena, experimentar a vida eterna que lhe estava reservada. – Pai, transforma-me em discípulo autêntico de teu Filho Jesus, de modo que a tua vontade seja o centro de minha existência, e eu experimente, já na Terra, a vida eterna (Pe. Jaldemir Vitório, sj – O Evangelho nosso de Cada Dia [Ano A] - Paulinas).   

 Pe. João Bosco Vieira Leite

Terça, 21 de abril de 2026

(At 7,51—8,1; Sl 30[31]; Jo 6,30-35) 3ª Semana da Páscoa.

“Então pediram: ‘Senhor, dá-nos sempre desse pão’” Jo 6,34.

“Jesus nos disse que ele é o pão da vida que baixou do céu para trazer a vida ao mundo; sem esse pão eucarístico, o mundo morreria de fome: fome da verdade, fome da bondade, fome da santidade que somente pode satisfazer-se com esse pão celestial, que é Jesus eucarístico. Jesus veio ao mundo, para trazer-lhe a vida divina, e nós participamos dessa vida, quando comungamos. Faça uma revisão de sua vida eucarística e examine se comunga com a devida frequência e se o faz com o devido espírito, e não rotineiramente e por costume. A vida deve ser vivida convenientemente, e a comunhão você deve recebe-la na plenitude de atenção espiritual. Sua vida eucarística deve ser vivida com projeção em todas as suas obras diárias, que de uma forma ou de outra, em maior ou menor grau, hão de manifestar a influência que nelas se recebe na comunhão” (Alfonso Milagro – O Evangelho meditado para cada dia do ano – Ave-Maria).

 Pe. João Bosco Vieira Leite

Segunda, 20 de abril de 2026

(At 6,8-15; Sl 118[119]; Jo 6,22-29) 3ª Semana da Páscoa.

“Então perguntaram: ‘Que devemos fazer para realizar as obras de Deus?’” Jo 6,28.

“É esta a pergunta mais desinteressada que devemos fazer-nos com frequência: que temos de fazer, para praticar as obras de Deus, para fazer nossas obras em conformidade com a vontade de Deus? Como devemos agir, para agradar ao Pai celestial em todas as nossas obras? Porém... quais são as obras de Deus? São aquelas nas quais se manifesta seu Espírito, que é espírito de justiça, de verdade, de amor e de paz. Tudo que contribua para instaurar no mundo a justiça, a verdade, o amor e a paz é obra de Deus, e todos os que trabalham para isso estão realizando obras de Deus. O salmista dirige-se a Javé e confessa-lhe: ‘Pois vós dais a cada um segundo suas obras’ (Salmos 61,13). É essa a justiça de Deus, que deve orientar nossa vida para a prática do bem” (Alfonso Milagro – O Evangelho meditado para cada dia do ano – Ave-Maria).

 Pe. João Bosco Vieira Leite