(1Rs 17,1-6; Sl 120[121]; Mt 5,1-12) 10ª Semana do Tempo Comum.
“... e Jesus começou a ensiná-los: ‘Bem
aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus’”
Mt 5,2.
“As
bem-aventuranças têm a ver com o Reino de Deus proclamado por Jesus. Para
compreender a pregação de Jesus sobre o Reino, urge reportar-nos à triste
experiência de monarquia em Israel. A experiência frustrada do passado deveria
ser retomada no presente, de maneira compatível com o querer do Senhor do
Reino. A ideologia real do Antigo Oriente atribua aos reis, como tarefa
primordial, a defesa dos mais fracos e pequeninos. Entre estes, em primeiro
lugar, os pobres, os órfãos, as viúvas e os estrangeiros. Toda a política do
reino deveria ter em vista favorece-los, e impedir que se tornassem vítima da
prepotência alheia. Entretanto, os reis de Israel foram os primeiros a oprimir
e explorar os pobres. De maneira inescrupulosa, fechavam os olhos para a violência
que sofriam, tornando-se cúmplices desta afronta a Deus. Esta experiência
suscitou no coração dos pobres a esperança de que, um dia, Deus haveria de
intervir na história humana, para estabelecer a ordem querida por ele, e
fazer-lhes justiça. Para tanto, Deus encarregaria o seu Messias. As palavras de
Jesus, nas bem-aventuranças, enquadram-se nesta esperança dos pobres. Ele veio
não apenas relembrar à humanidade o projeto de Deus, mas empenhar-se, de corpo
e alma, para que, afinal, ele se implantasse na história humana. – Pai,
torna-me sensível aos sofrimentos dos pobres e dos marginalizados, movendo-me a
lutar para que tenham sua dignidade respeitada, pois são teus preferidos” (Pe. Jaldemir Vitório, sj – O
Evangelho nosso de Cada Dia [Ano A] - Paulinas).
Pe.
João Bosco Vieira Leite