(Dt 4,1.5-9; Sl 147[147B]; Mt 5,17-19) 3ª Semana da Quaresma.
“Não penseis que vim abolir a Lei e os
Profetas. Não vim abolir, mas para dar-lhes pleno cumprimento” Mt 5,17.
“Até
que ponto o Evangelho nos liberta? Estamos habituados a pensar em Jesus somente
em termos de renovação e cumprimento e que Ele vem dizer-nos que ‘a Lei e os
Profetas’ não são abolidos, que os preceitos e ensinamentos que contêm
permanecem em todo o seu vigor. De fato, o cumprimento do Evangelho a perfeição
do senhorio de Deus, o Reino, jamais poderão significar o cancelamento da
Palavra de Deus (= ‘a Lei e os profetas’). Um cristianismo assim não poderia
manter-se: seria como se não tivesse alicerces nem raízes. Não, Jesus veio
levar à perfeição o que estava contido no Antigo Testamento. Nem sequer o mais
pequeno sinal pode ser abolido sem que todo o resto fique destruído. Trata-se
de fazer ver como a vida está presente debaixo do pó com que nós cristãos
envolvemos os livros das Escrituras. Tudo fala de Cristo, tudo anuncia Cristo:
em cada um dos preceitos está a Palavra que salva, em cada página das
Escrituras Deus quis manifestar-se aos homens o mistério da Sua vontade de
salvação, revelando- Se a Si mesmo. Esta comunhão com o povo hebreu e com Jesus
hebreu permite-nos compreender a nossa fé num sentido que amiúde desconhecemos.
Então, a perfeição que Cristo veio realizar não pode ser senão a valorização do
próprio desígnio divino iniciado em Abraão” (Giuseppe Casarin – Lecionário Comentado [Quaresma
Páscoa] – Paulus).
Pe.
João Bosco Vieira Leite