Sexta, 13 de fevereiro de 2026

(1Rs 11,29-32; 12,19; Sl 80[81]; Mc 7,31-37) 5ª Semana do Tempo Comum.

“Muito impressionados, diziam: ‘Ele tem feito bem todas as coisas: aos surdos faz ouvir e aos mudos falar’”

Mc 7,37.

“Havia um rei que era sempre aconselhado por um ministro seu, que lhe dizia: ‘Tudo Deus sabe e o que faz sempre é bom’. Um dia o rei cortou um dedo. Angustiado, perguntou ao seu ministro: ‘Por que isso aconteceu comigo?’ ‘Tudo Deus sabe e o que faz sempre é bom’, respondeu o ministro. O rei ficou irritado, pois não era nada bom perder um dedo e decidiu castigar o ministro, predendo-o na cadeia. Numa manhã, o rei, que sempre saia para caçar com o ministro, decidiu ir sozinho, mantendo preso o seu ministro. Porém, na floresta, ele foi capturado por homens que queriam oferecê-lo em sacrifício. Então ele foi banhado e preparado para isso. Quando no último momento, investigando seu corpo, viram que estava incompleto, faltando um dedo e não podendo oferecê-lo em sacrifício, resolveram soltá-lo. Sentindo-se aliviado, o rei voltou ao seu palácio e, soltando seu ministro, disse: ‘Agora entendo o que você queria dizer com ‘Tudo Deus sabe e o que Ele faz é bom’. E contou-lhe toda a aventura que havia passado, só não havia entendido por que o Senhor havia deixado seu ministro ser preso injustamente. ‘Tudo o que Deus faz é bom’, repetiu o ministro. ‘Eu vou caçar com vossa majestade na floresta; se eu o tivesse acompanhado, teria sido oferecido em sacrifício, pois eu tenho todos os meus dedos’. A fé nos faz observar os fatos e reconhecer que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus (Rm 8,28). Como é bom observar as belezas e mistérios da natureza tanto do micro como do macrocosmo e podermos louvar e reconhecer o quanto Deus faz tudo bem, especialmente quando enviou Jesus, nosso Salvador. – Bondoso Deus e Pai, agradecemos por todos os teus cuidados, mesmo quando não compreendemos. Continue agindo como autor e consumador da nossa fé, para percebermos melhor as tuas ações, sendo autênticos pertencentes ao teu Reino. Amém (Ismar Lambrecht Pinz – Meditações para o dia a dia [2015] Vozes).    

 Pe. João Bosco Vieira Leite

Quinta, 12 de fevereiro de 2026

(1Rs 11,4-13; Sl 105[106]; Mc 7,24-30) 5ª Semana do Tempo Comum.

“A mulher era pagã, nascida na Fenícia da Síria. Ela suplicou a Jesus que expulsasse de sua filha o demônio” Mc 7,26.

“No exercício de seu ministério, encontra-se Jesus fora dos limites de Israel; logo, em território pagão. Que motivos teve para abandonar sua pátria dirigir-se para terras estranhas? À primeira vista, não parece ter sido por causa da pregação do Evangelho. A maneira rude com que ele tratou a mulher, vinda a seu encontro para pedir a cura da filhinha endemoniada, deixa entrever uma certa indisposição para estender aos pagãos os benefícios do Reino. Teria Jesus tido a intenção de estar, por um tempo, longe de seu povo no meio do qual havia sido vítima de hostilidade, para dedicar-se à formação de seus discípulos? Em todo caso, em território estrangeiro não corria o risco de ser assediado pelas multidões, ávidas de milagres. Antes, passaria por desconhecido! A presença da mulher sírio-fenícia parece ter desmontado os planos de Jesus. Tendo ouvido falar dele, ela foi lançar-se-lhe aos pés, suplicando a cura da filha. Exatamente como acontecia com o povo da Galileia e adjacências! O diálogo travado com Jesus deixa entrever que estava sendo importuna. O Mestre não parecia disposto a ajuda-la. A firmeza da mulher desesperada fê-la sair vitoriosa do confronto. Sua réplica à recusa de Jesus em ajuda-la foi uma demonstração clara de sua fé profunda. O Mestre viu-se como que forçado a dobrar-se diante da lógica da resposta da mulher e atender-lhe o pedido. Jesus acabou deixando seus planos em segundo lugar. – Pai, cria em meu coração uma fé profunda como a da mulher pagã que demonstrou total confiança em Jesus. Por isso, foi atendida por ele (Pe. Jaldemir Vitório, sj – O Evangelho nosso de Cada Dia [Ano A] - Paulinas).

 Pe. João Bosco Vieira Leite

Quarta, 11 de fevereiro de 2026

(1Rs 10,1-10; Sl 36[37]; Mc 7,14-23) 5ª Semana do Tempo Comum.

“Ele disse: ‘O que sai do homem, isso é que torna impuro’” Mc 7,20.

“Jesus enfrenta, primeiro com a multidão (vv. 14-16) e depois com os discípulos (vv. 17-23), um problema do interesse da tradição desse tempo, ou seja, a questão do puro e do impuro, daquilo que nos torna bons ou maus diante de Deus. Para Jesus é decisivo não aquilo que entra na pessoa, como os alimentos, mas o que sai do coração, como as más intenções. Estas, com efeito, fazem desviar o homem da sua relação com Deus e com os irmãos. [Compreender a Palavra:] Nas comunidades cristãs primitivas era muito sentido o problema de tomar refeições juntamente com cristãos provenientes do judaísmo (estes julgavam que estavam ainda em vigoras regras alimentares da tradição judaica) e do paganismo (cf. At 10,1-11.18; Gl 2,11-14). Lembrando o ensinamento do Senhor Jesus mediante a escuta atenta da sua Palavra (v. 14), os cristãos, guiados pelos Apóstolos, os quais também tinham dificuldade em compreender a novidade do Evangelho (v. 18; cf. At 11,1-18), chegaram à conclusão de que pertencer ao Povo de Deus não requeria práticas externas particulares, mas sim a conversão do coração. É no coração, enquanto centro das decisões e dos afetos, no íntimo da consciência, que cada pessoa amadurece o tipo de relação que deve estabelecer com Deus (acolhimento ou não do seu Reino, do Seu ‘senhorio’) e em caminho pode encontrar os outros” (Giuseppe Casarin – Lecionário Comentado [Tempo Comum – Semanas I-XVII] – Paulus).

 Pe. João Bosco Vieira Leite