Sábado, 24 de outubro de 2026

(Ef 4,7-16; Sl 121[122]; Lc 13,1-9) 29ª Semana do Tempo Comum.

“Vós pensais que esses galileus eram mais pecadores do que todos os outros galileus por terem sofrido tal coisa? Eu vos digo que não. Mas, se vós não vos converterdes, ireis morrer todos do mesmo modo” Lc 13,2-3.

“A bondade de Jesus e sua capacidade de acolher e perdoar nada tinham de ingenuidade. Ele exigia dos pecadores uma conversão imediata, antes que fosse tarde demais. Dois fatos bem conhecidos de seus ouvintes serviram-lhe de referência, ao falar da iminência da condenação. O primeiro diz respeito à maldade de Pilatos que mandou trucidar fiéis, vindos da Galileia, enquanto ofereciam sacrifícios. A morte destes homens piedosos, precisamente no templo de Jerusalém – morada de Deus – é paradoxal. O segundo refere-se à morte de dezoito pessoas, por causa do desabamento de uma parte dos muros da Cidade Santa, nas imediações da piscina de Siloé. Uma leitura superficial destes dois fatos levava a concluir: tanto os que foram assassinados por Pilatos quanto as vítimas do desabamento das muralhas receberam a devida punição por seus pecados. Jesus, porém, nega ser verdadeira essa versão. A morte repentina de todos eles não significava necessariamente que eram pecadores. A morte destas pessoas servia de alerta para os interlocutores do Mestre. Assim como todos eles foram vítimas de morte súbita, o mesmo poderia acontecer com os ouvintes de Jesus. Entretanto, este não se referia à morte física, e sim, à perda da comunhão eterna com o Pai. Esta só se garante por meio do arrependimento e da imediata conversão. Caso contrário, aguarda-se a condenação! – Pai, que a minha vida seja uma contínua busca de comunhão contigo, por meio de um arrependimento sincero e de minha conversão urgente para ti” (Pe. Jaldemir Vitório, sj – O Evangelho nosso de Cada Dia [Ano A] - Paulinas).

Pe. João Bosco Vieira Leite

Sexta, 23 de outubro de 2026

(Ef 4,1-6; Sl 23[24]; Lc 12,54-59) 29ª Semana do Tempo Comum.

“Eu te digo: daí tu não sairás, enquanto não pagares o último centavo” Lc 12,59.

“O pecado carrega consigo a culpa ou ofensa a Deus e a pena ou o castigo, merecido por essa culpa. De ambas tem de purificar-se o pecador: da culpa se purifica por meio do sincero e profundo arrependimento de ter ofendido a Deus Pai, e da pena purifica-se com a penitência e o sacrifício aceito e oferecido a Deus em reparação pelas culpas cometidas. Daí que sua atenção deve deter-se com toda seriedade: no arrependimento por seus pecados e isso não exatamente pelo castigo, que por eles você mereceu, mas porque com eles você desgostou seu Pai celestial, que o/a ama infinitamente, a seu irmão maior Jesus, que o/a redimiu com infinito amor; nos atos de sacrifícios e mortificação cristã, na aceitação da vida, oferecendo tudo à divina Majestade em reparação por todos os seus pecados; se você mereceu muita pena com seus pecados, deve agora oferecer muita reparação. Com isso, já encontrou você um sentido para as penas diárias e as dores e sofrimentos que a vida lhe oferece; já sabe por que sofre e para que deve sofrer” (Alfonso Milagro – O Evangelho meditado para cada dia do ano – Ave-Maria).

Pe. João Bosco Vieira Leite

 

Quinta, 22 de outubro de 2026

(Ef 3,14-21; Sl 32[33]; Lc 12,49-53) 29ª Semana do Tempo Comum.

“...que ele faça habitar, pela fé, Cristo em vossos corações; que estejais enraizados e fundados no amor” Ef 3,17.

“’Por isso’ (assim começa o v. 14), ou seja, pelo desígnio salvífico contemplado nos capítulos precedentes, o autor eleva uma oração de intercessão (vv. 14-19) e de louvor a Deus (vv. 20-21), artífice da salvação da Humanidade em virtude da sua liberalidade gratuita. Conclui-se assim a primeira parte da Carta aos Efésios (caps. 1-3), de forma correspondente ao seu começo, também ele articulado numa oração de intercessão (cf. Ef 1,15-19) e de bênção (cf. Ef 1,3-14). [Compreender a Palavra:] A oração tem um forte sentido trinitário. O ‘Pai’ é origem do projeto de salvação (v. 14) e termo da oração de louvor reconhecido e adorante (vv. 20-21). Não fica a ser um poder estranho aos nossos problemas, antes torna-nos participantes da plenitude da Sua vida e do Seu amor. Esses bens são-nos comunicados por ‘Cristo’ e pelo ‘Espírito’. Por meio da fé, Eles habitam no nosso ‘homem interior’ (v. 16) – nos ‘corações’ (v. 17) –, expressões respectivamente helenista e hebraica, para indicar o centro da pessoa humana, a consciência, o núcleo originário da identidade. A nossa pessoa é assim abrangida por Cristo e pelo seu Espírito, que estabelecem conosco uma verdadeira e própria relação interpessoal. A fé é uma profunda comunhão entre nós e Deus, na qual o próprio Deus Se comunica a nós, e Se torna presente em nós. A oração é expressão desta comunhão: ela não tende para um Deus longínquo, mas exprime a própria vida do Senhor uno e trino, que nos é comunicada” (Giuseppe Casarin – Lecionário Comentado [Tempo Comum – Vol. II] – Paulus).

Pe. João Bosco Vieira Leite