(Ef 2,12-22; Sl 84[85]; Lc 12,35-38) 29ª Semana do Tempo Comum.
“Sede como homens que estão esperando
seu senhor voltar de uma festa de casamento para lhe abrir imediatamente a
porta, logo que ele chegar”
Lc 12,36.
“Deus
espera, mas não avisa; espera-nos porque é infinitamente bom e misericordioso;
no entanto não avisa, a fim de que estejamos em constante preparação para
apresentar-nos à sua divina presença, quando ele voltar. O tempo intermediário
até a parusia, ou volta triunfante do Senhor, é o tempo que vivemos agora, é o
tempo da Igreja; esse tempo exige uma atitude: a de estarmos vigilantes,
atentos e preparados, para quando o Senhor vier a nós. A expressão ‘estejam
cingidos os vossos rins’ (v. 35) refere-se a ação de erguer as vestes a
cingi-las na cintura, a fim de que não atrapalhem no trabalho; as vestes longas
e as túnicas amplas, que os orientais usavam, eram uma atrapalhação para a lida
diária; por isso as erguiam até a cintura quando deviam dedicar-se ao trabalho.
A expressão ‘estejam acesas as vossas lâmpadas’ (v. 35) refere-se com clareza
mais que suficiente à atitude de espera e de vigilância com a qual devemos
dispor-nos continuamente para a vinda do Senhor e ao espírito de autêntica e
verdadeira fé com a qual devemos viver. ‘Os homens esperam seu Senhor’ (v.36)
estão vigilantes e preparados para recebe-lo, assim que apareçam os primeiros
sinais de que está chegando. Porque o Senhor, com certeza que o Senhor há de
voltar e que voltará então já triunfante e glorioso, para julgar o mundo por
sua incredulidade. De tudo isso se deduz a necessidade da vigilância e da
fidelidade do bom cristão, bom discípulo e servidor de Jesus Cristo” (Alfonso Milagro – O Evangelho
meditado para cada dia do ano – Ave-Maria).
Pe.
João Bosco Vieira Leite