(Est 5,1-2; Sl 44[45]; Ap 12,1.5.13.15-16; Jo 2,1-11) Bem-aventurada Virgem Maria da Conceição Aparecida.
“No terceiro dia houve um casamento em
Caná da Galileia. A mãe de Jesus estava presente” Jo 2,1.
“No
milagre que nos refere o evangelho de hoje, nas bodas de Caná, Maria Santíssima
está presente. É justo que hoje você medite na figura e na missão da Santíssima
Virgem Maria. Ela, como mãe solícita e mulher prudente, percebeu a escassez do
vinho e quis evitar aos recém-casados a vergonha perante os convidados. Por
isso, recorre ao seu Filho, solicitando dele um milagre, se for necessário, e
apesar da aparente negativa, ela está confiante na bondade do coração de seu
filho Jesus e, assim, ordena aos serventes: ‘Fazei o que ele vos disser’ (v.
5): puramente assim sem discussões, simplesmente: fazei o que ele vos diga. E a
caridade de Maria para com os esposos e a confiança de Maria no poder e na
bondade de Jesus conseguem o primeiro milagre. Quando Maria está presente, não
falta nada; se falta alguma coisa é porque ela não está. O Senhor quer
aproximar-se de nós com Maria, porque por intermédio dela manifesta seu amor
terno para conosco. A intercessão de Maria é condição querida por Cristo, de
quem recebe todo o seu valor; se nos esquecemos disso, perderemos o contato com
Cristo. Quem recorre a Maria está certo de conseguir sua proteção, porque é Mãe
e uma mãe nunca pode deixar de escutar seu filho, quando este se encontra em
alguma necessidade. Quando se ama Maria, ama-se mais intensamente a Cristo;
amar a Cristo tal como é significa amá-lo em ambiente mariano, o ambiente de
que Jesus se rodeou. E Jesus quer que vamos a ele pelo mesmo caminho que ele
seguiu para chegar até nós. ‘A Jesus por Maria’ é lema de que não se deve
esquecer nenhum cristão. Maria é modelo de oração: a oração de Maria é
confiante e humilde; simplesmente expõe a necessidade do próximo e confia-se à
bondade de Jesus. Em nossa oração, devemos imitar Maria e confiar em Jesus;
devemos estar convencidos de que Jesus quer nosso bem mais ainda do que nós
mesmos o queremos; essa convicção há de fazer brotar uma incondicional
confiança em Jesus”
(Alfonso Milagro – O Evangelho meditado para cada dia do ano –
Ave-Maria).
Pe.
João Bosco Vieira Leite