(1Pd 1,18-25; Sl 147; Mc 10,10,32-45) 8ª Semana do Tempo Comum.
“Mas, entre vós, não deve ser assim:
quem quiser ser grande seja vosso servo” Mc 10,43.
“Grandezas,
honrarias, o que mais nos remete a isso nesse mundo? Ou melhor, o que, de
verdade, se revela como um valor realmente válido, que eleva quem dele
participa? Muitos são os incentivos para se almejar poder, realizações, glórias
e dinheiro, acenando que isso é que seria a verdadeira realização do ser
humano. Aquele, entretanto, que conhece a Jesus Cristo, que se aproxima de seu
projeto, que assume a sua Boa-nova, percebe o real valor das coisas, percebe
que o verdadeiro sentido de realização do ser humano só vem pelo serviço, pela
doação, pela caridade. Isso porque Deus é o nosso referencial, é Aquele que dá
sentido e valor a todas as coisas. E Ele é Amor, doação, serviço, caridade. Não
se trata apenas de um critério, mas de um modo próprio de perceber e de se
relacionar com a própria realidade. Para quem conhece Jesus Cristo, o maior
valor está em servir. Deus, em sua onipotência, quando quis revelar-se
plenamente ao ser humano, o que fez? Fez-se um de nós, fez-se servo. A maior
revelação da onipotência de Deus é que Deus pode servir... Não como nosso
empregado, mas como modelo de serviço gratuito, serviço-doação, por amor. A
maior manifestação de nossa semelhança com Deus está na nossa capacidade de
servir. Por isso, quem quiser ser grande, seja o servidor! Deus, na sua
onipotência, pode escolher servir, depender de nossos braços para construir o
seu Reino. Deus pode porque assim o quer, porque o testemunho é de humildade.
– Quisestes, Senhor, que o ser humano se realizasse pelo trabalho do
Reino e serviço aos irmãos. Concede que nosso labor seja uma oblação, que nosso
suor em prol da justiça, fraternidade e da paz sejam o louvor e ação de graças
que transformam o mundo num perene estado de oração. Amém!” (Clauzemir Makximovitz – Meditações
para o dia a dia [2015] Vozes).
Pe.
João Bosco Vieira Leite