Sexta, 08 de maio de 2026

(At 15,22-31; Sl56[57]; Jo 15,12-17) 5ª Semana da Páscoa.

“Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei” Jo 15,12.

“Jesus volta para o Pai, mas o mundo necessita de um sinal, de uma prova visível dessa permanência do Filho no Pai. A prova é o amor que os discípulos de Jesus terão entre si; essa será a prova alegre que Jesus ainda vive nos seus discípulos, como vive no Pai pelo amor. Toda a vontade de Jesus resume-se numa única palavra: amar. Somente assim se cumpre a vontade de Deus e a própria vontade do Filho, que outra não é senão a vontade do Pai. Amar é doar-se, saber o que você pode fazer por Cristo que vive em seu próximo, imolar-se por seu próximo, como Cristo imolou-se por você. Por isso Jesus pede que amemos os outros, não como nos pareça, ou nos convenha, mas ‘como eu vos amo’ (v. 12). Amar os outros, como Cristo os ama! Ele deu a vida e deu-se a si mesmo; ele ama o próximo em mim e a partir de mim. Amar como ele é não deixar-se levar pelo egoísmo, mas amar com sacrifício; aquele que ama assim ama como Cristo e identifica-se com ele e nisto se conhece se alguém tem vida espiritual forte, se alguém é cristão de verdade” (Alfonso Milagro – O Evangelho meditado para cada dia do ano – Ave-Maria).

Pe. João Bosco Vieira Leite

Quinta, 07 de maio de 2026

(At 15,7-21; Sl 95[96]; Jo 15,9-11) 5ª Semana da Páscoa.     

“Eu vos disse isso para que a minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja plena” Jo 15,11.

“Jesus tinha falado aos seus discípulos de sua ida para o Pai e isto os havia entristecido, e como Jesus não queria vê-los tristes, fala-lhes agora, exortando-os ao gáudio cristão, porque em sua Ascensão ao Pai é que precisamente deve-se fundamentar esse júbilo, uma vez que Jesus vai ao Pai, para esperar ali por todos os discípulos e unir-se a eles, não de modo provisório, mas sim de maneira definitiva. A Escritura tem razão em exortar-nos: ‘Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus’ (Mateus 5,12). ‘Alegrai-vos de que os vossos nomes estejam escritos nos céus’ (Lucas 10,20). Nada nem ninguém pode arrebatar ao cristão a causa da alegria de sua vida, pois sua alegria não se fundamenta em nada temporal ou terreno, em benefícios sociais ou econômicos, mas na segurança de que seu nome esteja escrito no Reino de Deus; e isso ninguém lhe pode arrebatar” (Alfonso Milagro – O Evangelho meditado para cada dia do ano – Ave-Maria).

 Pe. João Bosco Vieira Leite

Quarta, 06 de maio de 2026

(At 15,1-6; Sl 121[122]; Jo 15,1-8) 5ª Semana da Páscoa.

“Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que em mim não dá fruto, ele o corta;

e todo ramo que dá fruto, ele o limpa, para que dê mais fruto ainda” Jo 15,1-2.

“Tão diferente que somos, com frutos mais distintos, mas todos unidos à única fonte do bem e da graça: o próprio Deus. E Ele age em nossa vida. Mas por que tanto nos apegamos à beleza das folhagens e desprezamos a importância do fruto? Quanto esforço e tempo desperdiçamos em projetos vazios que nada geram ao bem comum, exceto ilusões de grandeza e falsas realizações! Talvez ainda tenhamos um projeto meio infantil, sonhando com uma vida sem dificuldades e sem sofrimento, esperando tudo magicamente pronto... Pomos nossa fé na ciência e na técnica como se elas existissem por si, confiamos no capital e no mercado como se eles, como mágica, conduzissem a um progresso mais humano e fraterno, independentemente dos valores que devem acompanha-los. O processo humano de evolução, seja social, psicológico, ou religioso, passa por muitas rupturas e superações. E precisa ser assim. Se alguém ajudar uma borboleta a romper o casulo ao fim de sua metamorfose, ela não terá forças para voar, e suas asas atrofiarão. Esse esforço, essa dificuldade e essa dor fazem parte do que a borboleta é de verdade, uma vencedora. O galho que dá fruto precisa ser podado para frutificar mais. A pedagogia de Deus quer nos fazer vencedores também. Não autossuficientes, mas capazes, adultos. Talvez uma dessas maiores rupturas que devemos fazer seja com relação aos projetos que não nos aproximam daquilo que realmente tem valor em nossa vida. Mais que romper o casulo para uma nova vida, mais plena e livre, romper com sonhos egocêntricos e com a segurança de nossa acomodação é muito doloroso, pois gera insegurança. – Ensina-nos, Pai, a enfrentar a vida com coragem e disposição, assumindo nossa responsabilidade de cuidado e proteção da tua obra. Não permitas jamais que nos afastemos de ti, ou que nos achemos autossuficientes. Amém! (Clauzemir Makximovitz – Meditações para o dia a dia [2015] Vozes).

 Pe. João Bosco Vieira Leite