Quinta, 22 de janeiro de 2026

(1Sm 18,6-9; 19,1-7; Sl 55[56]; Mc 3,7-12) 2ª Semana do Tempo Comum.

“Jesus se retirou para a beira do mar junto com os seus discípulos. Muita gente da Galileia o seguia” Mc 3,7.

“O Senhor queria formar seus discípulos mais profunda e amplamente que o povo em geral; seus apóstolos deviam ser não somente os confidentes, mas também os depositários de sua doutrina e de sua palavra. Por isso, formou-os com cuidado especial e com maior esmero, tanto que logo disse a eles que já tinha revelado todos os segredos, nada mais tinha a dizer-lhes, pois tudo que o Pai recomendara, já lhes tinha dito. [...] Jesus quer retirar-se com você para conversar, para manifestar-lhe suas intimidades e participar-lhe seus planos e projetos apostólicos; isso exigirá que você também se retire com Jesus para a oração e a contemplação, a fim de colocar numa mesma sintonia com ele e assim poder converter você verdadeiramente em seu apóstolo” (Alfonso Milagro – O Evangelho meditado para cada dia do ano – Ave-Maria).

 Pe. João Bosco Vieira Leite

Quarta, 21 de janeiro de 2026

(1Sm 17,32-33.37.40-51; Sl 143[144]; Mc 3,1-6) 2ª Semana do Tempo Comum.

“Jesus, então, olhou a seu redor, cheio de ira e tristeza, porque eram duros de coração; [...]” Mc 3,5.

“Pode parecer que essa expressão de indignação não seja própria de Jesus, que é todo bondade e misericórdia. No entanto, nós a lemos no evangelho. É que existem certas atitudes que o coração de Deus não suporta; uma delas é a dureza de coração, que provém da soberba. Já em outra parte da Bíblia, lemos que ‘Deus resiste aos soberbos e dá sua graça aos humildes’ (‘Pedro 5,5; Tiago 4,6). E que homem poderia resistir a um olhar cheio de ira de Deus? Não haverá hoje em dia em nossa vida, em nossos costumes, coisas que irritem os olhos de Deus?” (Alfonso Milagro – O Evangelho meditado para cada dia do ano – Ave-Maria).

 Pe. João Bosco Vieira Leite

Terça, 20 de janeiro de 2026

(1Sm 16,1-13; Sl 88[89]; Mc 2,23-28) 2ª Semana do Tempo Comum.  

“Samuel tomou o chifre com óleo e ungiu Davi na presença dos seus irmãos. E, partir daquele dia,

o espírito do Senhor se apoderou de Davi...” 1Sm 16,13.

“Segundo uma pedagogia muito conhecida na Escritura, a opção de Deus recai sobre o mais pequeno. Deus não olha para o aspecto físico nem para a força, mas para o coração. Assim Samuel é guiado por Deus a deixar de lado sete filhos de Jessé e a escolher o oitavo, Davi, o mais pequeno, ignorado nos campos a guardar o rebanho enquanto o profeta visita a sua família. [Compreender a Palavra:] A cena da unção de Davi recorda Saul (cf. 1Sm 9,10). Em ambos os casos existe uma ordem divina e o contexto da eleição é uma refeição sacrificial; também o gesto de unção é comum. O pormenor dos animais é curioso: Saul procurava as jumentas (sinal de realeza), Davi apascenta o rebanho (outro sinal clássico da realeza, enquanto o rei é o pastor do povo). Entre os dois episódios existem notáveis diferenças. A mais importante diz respeito à identidade do escolhido, cujas características não correspondem de modo algum às de um rei, o qual, antes de mais, era o chefe do exército. Não há nenhum sinal em Davi que faça pensar num sucessor de Saul. Pelo contrário, ele tem um aspecto de um adolescente, mas sobre ele repousa o Espírito e a escolha do Senhor. Nota-se a dificuldade de Samuel que primeiro julga só com olhos humanos e, depois, se deixa guiar docilmente pelo Senhor na escolha do Seu eleito” (Giuseppe Casarin – Lecionário Comentado [Tempo Comum – Semanas I-XVII] – Paulus).

 Pe. João Bosco Vieira Leite