(Ef 2,19-22; Sl 116[117]; Jo 20,24-29) São Tomé, apóstolo.
“Tomé respondeu: ‘Meu Senhor e meu
Deus!” Jo 20,28.
“Quando
Tomé viu e ouviu Jesus, exprimiu em poucas palavras o que senti no seu coração:
‘Meu Senhor e meu Deus!’ exclama comovido até o mais fundo do seu ser. É um ato
simultâneo de fé, de entrega e de amor. Confessa abertamente que Jesus é Deus e
reconhece-o como seu Senhor. Jesus respondeu-lhe: ‘Tu creste, Tomé, porque me
viste; bem-aventurados os que não viram e creram’. E comenta João Paulo II:
‘Esta é a fé que nós devemos renovar, na esteira de incontestáveis gerações
cristãs que ao longo de dois mil anos confessaram a Cristo, Senhor invisível,
chegando até o martírio. Devemos fazer nossas, como muitos outros fizeram suas,
as palavras de Pedro na sua primeira Epístola: Este Jesus, vós não o vistes,
mas o amais, vós também agora credes n’Ele sem o ver; e, crendo, exultais com
uma alegria inefável (1Pd 1,8). Esta é a autêntica fé: entrega absoluta às
coisas que não se vêm, mas são capazes de satisfazer e enobrecer toda uma
vida’. A partir daquele momento, Tomé foi outro homem, graças em boa parte à
caridade fraterna que os demais Apóstolos tiveram com Ele. A sua fidelidade ao
Mestre, que pareça impossível naqueles dias de trevas, foi para sempre firme e
incondicional. Essas suas palavras têm-no servido muitas vezes para fazer um
ato de fé – Meu Senhor e meu Deus! – ao passarmos diante de um Sacrário ou no
momento da Consagração na Santa Missa. A sua figura é hoje para nós um motivo
de confiança no Senhor, que vela por nós constantemente, e um motivo de
esperança em relação aos que temos mais perto de nós, se por vontade divina
passam por momentos de desconcerto na sua fidelidade a Deus. Nessa situação, o
nosso alento e a graça divina farão milagres. Pedimos hoje ao Senhor com a
Liturgia: ‘Concedei-nos, Deus todo poderoso, celebrar com alegria a festa de
São Tomé, para que sejamos sempre sustentados por sua proteção e tenhamos a
vida pela fé no nome de Jesus Cristo, que o Apóstolo reconheceu como Senhor’. A
Virgem, que estava naqueles dias tão perto dos Apóstolos, deve ter seguido
atentamente a evolução da alma de Tomé. Talvez tenha sido Ela quem impediu que
o Apóstolo se afastasse definitivamente. Nós confiamos-lhe hoje a nossa
fidelidade ao Senhor e a daqueles que de alguma maneira Deus colocou sob os
nossos cuidados. Virgem fiel..., rogai por eles..., rogai por mim!” (Francisco Fernandez-Carvajal
– Falar com Deus – Vol. 7 – Quadrante)
Pe.
João Bosco Vieira Leite