(Jó 42,1-3.5-6.12-16; Sl 118[119]; Lc 10,17-24) 26ª Semana do Tempo Comum.
“Naquele momento, Jesus exultou no
Espírito Santo e disse: ‘Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra,
porque escondeste essas coisas aos
sábios e inteligentes e as revelastes aos pequeninos.
Sim, Pai, porque assim foi do teu
agrado” Lc 10,21.
“Os
discípulos encheram de alegria seus corações; porém, o Senhor adverte-os que
devem alegrar-se, não ‘porque os espíritos se submetem a eles’ (v. 20a), mas,
antes, porque ‘vossos nomes estão escritos no céu’ (v. 20b), no livro da vida.
Porém não somente alegram-se os discípulos, mas também se alegra o Salvador com
alegria do Espírito, que mora nele. Pode-se considerar esta parte do evangelho
como o hino da alegria. Na amável alegria do Espírito, Jesus dirige-se ao Pai,
para dizer-lhe: ‘Pai, Senhor do céu e da terra, eu te dou graças’ (v. 21). É o
hino de louvor de Jesus. Estes versículos poderiam ser um hino da Igreja
primitiva, tão conhecido a ponto de ser citado literalmente, e São Lucas inicia
o texto de maneira carismática e, assim, é o único a mencionar que Jesus se
alegrou no Espírito, porque vê a obra do Pai no mundo. E Deus Pai nos revelou
as coisas secretas da alegria do Espírito; deu-nos a conhecer o mistério do seu
amor, que é capaz de tornar bem-aventurado e alegrar o coração do homem. Mas nós
devemos permanecer sempre em humildade e na pequenez evangélica para continuar,
se não merecendo, pelo menos dispondo-nos para continuar recebendo esses
segredos do coração de Jesus Cristo, que ele tem reservado para as almas
humildes e simples que se entregam sem reservas de tipo algum” (Alfonso Milagro – O Evangelho
meditado para cada dia do ano – Ave-Maria).
Pe.
João Bosco Vieira Leite