Quinta, 9 de julho de 2026

(Os 11,1-4.8-9; Sl 79[80]; Mt 10,7-15) 14ª Semana do Tempo Comum.

“Se alguém não vos receber nem escutar vossa palavra, saí daquela casa ou daquela cidade

e sacudi a poeira dos vossos pés” Mt 10,14.

“Com maneiras tipicamente orientais, o Senhor fala com seus discípulos sobre a conduta que devem observar no exercício de seu apostolado. O evangelista São Lucas é bem mais explícito e dá maiores detalhes. A saudação oriental consiste em desejar a paz. São Mateus escreve: ‘Entrando em uma casa, saudai-a: Paz a esta casa’ (v. 12). No conceito semita, a paz é uma palavra que expressa todo tipo de bens espirituais e temporais. Em nível do evangelho não basta desejar a paz, os bens tanto espirituais quanto temporais; é preciso também procurá-la, colocando como nossa contribuição tudo o que for necessário para a construção da paz e a consecução desses bens para nosso próximo. A paz é o que o apóstolo vem trazer. Jesus veio trazer a paz, conforme cantaram os anjos na gruta de Belém: ‘Paz aos homens’. Quando, depois de ressuscitado, aparecia aos apóstolos, a saudação que costumava dar-lhes era: ‘A paz esteja convosco’, que atualmente a liturgia acolheu para que os filhos do Pai saúdem-se mutuamente. Sem dúvida alguma, aquele que não traz a paz, não pode ser considerado apóstolo de Cristo; aquele que não prega a paz, aquele que não constrói a paz, aquele que não oferece a paz é inútil que se diga e se apresente como apóstolo de Cristo; é, portanto, lobo voraz disfarçado em pele de ovelha. ‘Guardai-vos dos falsos profetas. Eles vêm a vós disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos arrebatadores’ (Mateus 7,15)” (Alfonso Milagro – O Evangelho meditado para cada dia do ano – Ave-Maria).

 Pe. João Bosco Vieira Leite

Quarta, 08 de julho de 2026

(Os 10,1-3.7-8.12; Sl 104[105]; Mt 10,1-7) 14ª Semana do Tempo Comum.

“Em vosso caminho, anunciai: ‘O Reino dos Céus está próximo’” Mt 10,7.

“Jesus escolheu os doze apóstolos ou enviados; o nome do apóstolo era usual entre os rabinos; assim, o sumo sacerdote comunicava-se com as diferentes comunidades judaicas por meio dos enviados ou apóstolos que, ocasionalmente, eram simples portadores das cartas e de vez em quando iam munidos de poderes especiais, delgados do sumo sacerdote. Nós cumprimos ambas as funções: somos portadores da carta de Jesus Cristo para a humanidade, que é o evangelho, e somos participantes dos poderes de Jesus que nos confere nossa inserção na sua tríplice missão sacerdotal, profética e régia. Antes de mais nada, o apóstolo é um homem cheio e transbordante daquele do qual é enviado. Mas posso considerar-me apóstolo de Cristo, se não o levo no mais profundo da alma e não me anime constantemente o desejo vívido de fazê-lo conhecido e amado por todos os que comigo convivem. O que não arde não incendeia. O apostolado é o transbordamento da vida interior. Diz o Senhor que o Reino dos céus está próximo, não tanto no tempo, quanto na vivência de cada um de nossos atos, vividos sob sua influência e em sua perspectiva. Somos nós que devemos fazê-lo próximo e presente, dando à nossa vida sentido escatológico. Não vivemos para este mundo, por mais que estejamos neste mundo: ‘Como, porém, não sois do mundo, mas do mundo vos escolhi’ (João 15,19): ‘eles não são do mundo, como também não sou do mundo’ (João 17,16). Se, pois, não somos do mundo, não podemos viver para o mundo, mas para o futuro do Reino de Deus” (Alfonso Milagro – O Evangelho meditado para cada dia do ano – Ave-Maria).

Pe. João Bosco Vieira Leite

Terça, 07 de julho de 2026

(Os 8,4-7.11-13; Sl 113B[115]; Mt 9,32-38) 14ª Semana do Tempo Comum.

“Vendo Jesus as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam cansadas e abatidas

como ovelhas que não têm pastor” Mt 9,36

“Em suas andanças, Jesus esteve sempre muito atento às pessoas e às suas necessidades. O sofrimento da humanidade mantinha-o em contínuo alerta. Sua reação natural era a de ir ao encontro dos sofredores, revelando a solidariedade de Deus para com eles. Quando as multidões exclamavam estupefatas – ‘Nunca se viu coisa semelhante em Israel’ –, estavam reagindo diante do testemunho de misericórdia de Jesus. E esse testemunho era algo, até então, desconhecido. Mas também quando os fariseus acusavam-no de ‘expulsar os demônios pelo poder do príncipe dos demônios’, mostravam-se incapazes de compreender como alguém podia ser tão misericordioso e cheio de compaixão. Por não conseguirem discernir o dedo de Deus na ação de Jesus, optavam por acusa-lo de conluio com Satanás. A preocupação com as multidões casadas e abatidas levava o Mestre a desejar que o Pai enviasse muitas outras pessoas para cuidar delas. Como ele, os operários da messe deveriam caracterizar-se pela capacidade de compadecer-se do sofrimento alheio, sendo, efetivamente, solidários com os sofredores. Era necessário que muitas outras pessoas se interessassem pelo rebanho. Portanto, muitos deveriam compartilhar a missão de Jesus.  – Pai, faze-me compassivo diante do sofrimento de tantos irmãos e irmãs, movendo-me a ser, efetivamente, solidário com eles (Pe. Jaldemir Vitório, sj – O Evangelho nosso de Cada Dia [Ano A] - Paulinas).

 Pe. João Bosco Vieira Leite