(Os 14,2-10; Sl 50[51]; Mt 10,16-23) 14ª Semana do Tempo Comum.
“A Assíria não nos salvará; não queremos
montar nossos cavalos, não chamaremos mais ‘deuses nossos’
a produtos de nossas mãos; em ti
encontrará o órfão misericórdia”. Os,
14,4.
“A
conclusão do Livro de Oseias está representada por uma espécie de liturgia
penitencial, na qual se desenrola um diálogo entre Deus e Israel: o convite
divino à conversão; a resposta com a qual Israel rejeita os ídolos e se entrega
à misericórdia do Senhor; a restituição da paz e da serenidade ao povo
reconciliado com Deus. A frase final (v. 10), acrescento de um redator a
encerrar todo o livro, é uma meditação sapiencial acerca da importância do
ensinamento moral nela contido. [Compreender
a Palavra:] Ressoa no texto mais uma vez o apelo divino: ‘Israel,
converte-te ao Senhor teu Deus’ (cf. v. 2). O verbo ‘sub’, ‘regressar’, indica
quer a mudança de rota, o regresso físico, quer a conversão moral, que é um
verdadeiro e próprio regresso ao Senhor. Note-se o adjetivo possessivo ‘teu’:
não se trata de uma conversão acadêmica, mas de um regresso a uma pessoa que
chama e espera. A expressão do arrependimento de Israel comporta, por isso, por
um lado, a renúncia ao deus Assur, a adoração dos ídolos, o uso de instrumentos
de guerra (os cavalos); e por outro, a opção de oferecer sacrifícios
espirituais ao Deus verdadeiro, que é misericórdia (cf. v.4). O perdão e o amor
fazem o milagre: Israel é restituído à salvação e o profeta abunda em imagens
naturais para exprimir a nova exuberância: o lírio; a oliveira; o trigo; a
videira. JHWH é o orvalho vivificante para quem confia n’Ele, é como um
cipreste sempre verde, cujo vigor nunca murchará” (Giuseppe Casarin
– Lecionário Comentado [Tempo Comum – Vol. I] – Paulus).
Pe.
João Bosco Vieira Leite