Sábado, 10 de janeiro de 2026

(1Jo 5,14-21; Sl 149; Jo 3,22-30) Semana da Epifania.

“João respondeu: ‘Ninguém pode receber alguma coisa se não lhe for dado do céu’” Jo 3,27.

“Estas palavras pronunciadas por São João Batista, para seus discípulos, são proferidas à maneira de provérbio espiritual: ninguém deve atribuir-se a si mesmo uma honra ou missão superior à que Deus lhe dá. Os discípulos de João sentem certo ciúme, porque Jesus continua atraindo a si maior número de discípulos do que o próprio mestre João. Essa inveja pode ser encontrada também nos discípulos de Jesus, que atualmente procuram evangelizar os diferentes ambientes, ao constatar que outros têm mais sucesso que eles. Não caia nesse erro. Recorde-se que todos nós trabalhamos para o mesmo Senhor, a todos igualmente nos foi conferida uma missão: a de evangelizar uma mesma mensagem, a salvação que Jesus nos trouxe. Essa missão nos veio a todos do céu, veio-nos de cima, foi o mesmo Pai celestial que no-la atribuiu. O que interessa não é que você se esforce por fazer brilhar suas qualidades ou talentos, mas sim que os homens se convertam verdadeiramente, mesmo que não seja graças ao seu trabalho ou à sua ação apostólica. Se se procede com reta intenção, a mesma glória se dá a Deus tanto com o triunfo, quanto com o insucesso, uma vez que a vitória é Deus quem estabelece e não a nossa ação” (Alfonso Milagro – O Evangelho meditado para cada dia do ano – Ave-Maria).


Pe. João Bosco Vieira Leite


Sexta, 9 de janeiro de 2026

(1Jo 5,5-13; Sl 147[147B]; Lc 5,12-16) Semana da Epifania.

“Jesus estendeu a mão, tocou nele e disse: ‘Eu quero, fica purificado’. E, imediatamente, a lepra o deixou’” Lc 5,13.

“As curas realizadas por Jesus atraíram sobre ele a atenção das pessoas. Sua fama difundia-se cada vez mais, fazendo com que grandes multidões se reunissem a seu redor para ouvi-lo e serem curados por ele. A cura do homem vítima de uma terrível e contagiosa doença de pele deu margem para que sua fama se espalhasse ainda mais. Na sua humildade, e cumprindo uma lei religiosa que proibia aos leprosos aproximarem-se das pessoas sadias, o homem simplesmente prostrou-se com face em terra, assim que viu Jesus. A seguir, dirigiu-lhe uma súplica. No seu pedido, ao mesmo tempo em que reconhecia o poder taumatúrgico do Mestre, o enfermo submetia-se totalmente à vontade dele, colocando sua sorte nas mãos de quem podia restituir-lhe a saúde. Então, movido de compaixão, Jesus desconsiderou as leis religiosas que segregavam os leprosos. Estendendo a mão, tocou o homem doente, declarando seu desejo de vê-lo curado. E o milagre aconteceu! O entusiasmo do povo levava o Mestre a se voltar, com intensidade, para Deus. Também desta vez, retirou-se para um lugar deserto a fim de orar. Pela oração buscava desprender-se de toda atenção concentrada sobre si, recordando que só o Pai era merecedor de glória e louvor. Assim, procurava manter-se distante do orgulho e da soberba, que poderia desvirtuar toda a sua ação. – Pai, que a oração me ajude a descobrir o verdadeiro sentido do serviço que presto ao Reino, de modo a coibir a tentação de ser contaminado pelo orgulho e pela soberba (Pe. Jaldemir Vitório, sj – O Evangelho nosso de Cada Dia [Ano A] - Paulinas).

 Pe. João Bosco Vieira Leite


Quinta, 8 de janeiro de 2026

 (1Jo 4,19—5,4; Sl 71[72]; Lc 4,14-22) Semana da Epifania.

“Então começou a dizer-lhes: ‘Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura que acabaste de ouvir’” Lc 4,21.

“Jesus resume a sua missão na proclamação do ano de acolhimento, do ‘ano da graça’. O ‘ano da graça’ é o ‘jubileu’ judaico. Nesse ano sempre ocorria após quarenta e nove anos, os israelitas tinham de libertar escravos, perdoar todas as dívidas e deixar as terras sem cultivo. São maravilhosas imagens para a atuação de Jesus. Onde Jesus aparece, escravos são libertados, isto é, pessoas internamente escravizadas conseguem romper as cadeias de suas angústias e dependências, reencontrando a sua dignidade humana” (Anselm Grüm – Jesus, modelo do ser humano – Loyola).  

Pe. João Bosco Vieira Leite