Sábado, 03 de outubro de 2026

(Jó 42,1-3.5-6.12-16; Sl 118[119]; Lc 10,17-24) 26ª Semana do Tempo Comum.

“Naquele momento, Jesus exultou no Espírito Santo e disse: ‘Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra,

porque escondeste essas coisas aos sábios e inteligentes e as revelastes aos pequeninos.

Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado” Lc 10,21.

“Os discípulos encheram de alegria seus corações; porém, o Senhor adverte-os que devem alegrar-se, não ‘porque os espíritos se submetem a eles’ (v. 20a), mas, antes, porque ‘vossos nomes estão escritos no céu’ (v. 20b), no livro da vida. Porém não somente alegram-se os discípulos, mas também se alegra o Salvador com alegria do Espírito, que mora nele. Pode-se considerar esta parte do evangelho como o hino da alegria. Na amável alegria do Espírito, Jesus dirige-se ao Pai, para dizer-lhe: ‘Pai, Senhor do céu e da terra, eu te dou graças’ (v. 21). É o hino de louvor de Jesus. Estes versículos poderiam ser um hino da Igreja primitiva, tão conhecido a ponto de ser citado literalmente, e São Lucas inicia o texto de maneira carismática e, assim, é o único a mencionar que Jesus se alegrou no Espírito, porque vê a obra do Pai no mundo. E Deus Pai nos revelou as coisas secretas da alegria do Espírito; deu-nos a conhecer o mistério do seu amor, que é capaz de tornar bem-aventurado e alegrar o coração do homem. Mas nós devemos permanecer sempre em humildade e na pequenez evangélica para continuar, se não merecendo, pelo menos dispondo-nos para continuar recebendo esses segredos do coração de Jesus Cristo, que ele tem reservado para as almas humildes e simples que se entregam sem reservas de tipo algum” (Alfonso Milagro – O Evangelho meditado para cada dia do ano – Ave-Maria).

 Pe. João Bosco Vieira Leite

            

Sexta, 02 de outubro de 2026

(Ex 23,20-23; Sl 90[91]; Mt 18,1-5.10) Santos Anjos da Guarda.

“Pois o Senhor deu uma ordem a seus anjos para em todos os caminhos te guardarem” Sl 90,11.

“E São Bernardo comenta numa das leituras da Liturgia das Horas de hoje: ‘Estas palavras devem inspirar-te uma grande reverência, infundir-te uma grande devoção e conferir-te uma grande confiança. Reverência pela presença dos Anjos, devoção pela sua benevolência, confiança pela sua proteção. Estão aqui, portanto, e estão junto de ti, não apenas contigo, mas para teu bem. Estão aqui para te protegerem, para te serem úteis. E embora tenham sido enviados porque Deus lhes deu essa ordem, nem por isso devemos estar-lhes menos agradecidos, pois cumprem essa ordem com muito amor e nos auxiliam nas nossas necessidades, que são tão grandes’. ‘Eles te levarão nas suas mãos, para que o teu pé não tropece em pedra alguma’ (Sl 90,2). Sustentam-nos nas suas mãos como um precioso tesouro que Deus lhes confiou. Como os irmãos mais velhos cuidam dos mais novos, assim os Anjos nos assistem até nos introduzirem felizmente na casa paterna. Então terão cumprido a sua missão” (Francisco Fernandez-Carvajal – Falar com Deus – Vol. 5 – Quadrante)

Pe. João Bosco Vieira Leite

Quinta, 01 de outubro de 2026

(Jó 19,21-27; Sl 26[27]; Lc 10,1-10) 26ª Semana do Tempo Comum.                        

“O Senhor escolheu outros setenta e dois discípulos e os enviou dois a dois, na sua frente,

a toda cidade e lugar aonde ele próprio devia ir” Lc 10,1.

“Só Lucas relata a missão dos setenta e dois discípulos separada da missão dos Doze (cf. Lc 9,1-6), que Jesus enviara a anunciar o Reino de Deus a Israel. A Igreja primitiva achava muito importante o envio dos setenta e dois, porque este número recordava aos hebreus os povos do mundo (cf. Gn 10). A Lei, segundo os escribas, tinha sido proposta a todos os povos, mas só Israel a tinha aceitado. Agora, com o envio dos setenta e dois, o anúncio da Boa Notícia é de novo oferecido a todos os povos. [Compreender a Palavra:] Jesus chama e envia a anunciar o Reino de Deus com autoridade. Os discípulos foram mandados pelo Mestre, dois a dois, para que sejam Suas testemunhas (cf. Dt 19,15). Vão adiante d’Ele como Seus arautos para preparar Sua chegada, percorrendo não só as cidades da Galileia, mas também as de toda a Palestina, a fim de recolherem as primícias de uma colheita maior, a do mundo inteiro: a messe é grande. É a messe do Senhor. O acolhimento do Reino é obra apenas da graça de Deus, é Ele que chama à evangelização dos povos. Devemos, por isso, também nós, continuar e ‘pedir ao dono da messe que mande operários para sua messe’ (v.2). Jesus envia os Seus missionários como ‘cordeiros para o meio de lobos’ (v. 3), para o meio de setenta e dois lobos, dizem os hebreus, mas o seu pastor defendê-los-á. Não deverão perder tempo em longas saudações à maneira oriental: eles levam o dom definitivo da paz e as palavras de saudação de paz bastarão para realizar o desejo que exprimem (cf. vv. 5-6). Os métodos da missão são simples: das casas para as cidades. O começo será uma comunidade familiar. Os discípulos não deverão procurar as suas comodidades, mudando de casa se esta for, porventura, pouco apta. Pelo contrário, comerão e beberão do que lhes derem, sem se preocuparem em pesar sobre quem os acolher (vv. 7-8). O que receberem será, de fato, uma justa recompensa pela dádiva que eles levarão a essa casa (cf. 1Tm 5,18). Na sua atividade nas casas e nas cidades, não deverão preocupar se culturalmente o alimento é puro ou impura. Fazendo curas abrirão os ouvidos dos doentes à escuta do anúncio: o Reino de Deus está próximo, porque Jesus está a chegar (v. 9). A conversão ainda é possível, mas é a última possibilidade. Quem não acolher o anúncio dos discípulos enviados por Jesus será julgado: comete um pecado mais grave do que o da cidade de Sodoma (vv. 10-12)” (Giuseppe Casarin – Lecionário Comentado [Tempo Comum – Vol. II] – Paulus).

Pe. João Bosco Vieira Leite