(Ef 3,2-12; Sl Is 12; Lc 12,39-48) 29ª Semana do Tempo Comum.
“A quem muito foi dado, muito será
pedido; a quem muito foi confiado, muito mais será exigido!” Lc 12,48b.
“Uma
parábola sobre a incerteza da vinda do Senhor (vv. 39-40) oferece a ocasião a
Jesus, através de uma pergunta de Pedro (v. 41), de contar uma outra parábola,
dirigida especialmente aos responsáveis da comunidade eclesial (vv. 42-48), que
em apêndice traz os ditos correlativos. A imagem da vinda do Senhor une os
vários textos desta página evangélica. [Compreender a Palavra:] As parábolas
não são comparações em que cada pormenor encontra um correspondente real, caso
contrário o Filho do homem viria ser comparado com um ladrão! Antes, existe um
ponto das parábolas para qual chama a atenção e instaura-se uma comparação
eficaz. Na primeira parábola, isto é dado pelo caráter imprevisto da vinda do
ladrão: a vinda do Filho do homem será igualmente imprevista (v. 40). Daqui a
exigência de permanecerem prontos e vigilantes, exigência que encontra uma
expressão particular na fidelidade operosa dos responsáveis da comunidade às
tarefas que lhes foram confiadas, como é dito na segunda parábola. Ela
traduz-se na solicitude para com os outros membros da casa, que devem ser
objeto de atenção e de cuidado, e não de atitudes de poder e de prepotência. A
par desta página evangélica podemos ler a percepção de uma vinda de Jesus,
cujos tempos não estão à disposição dos discípulos, e seja como for, não estão
próximos. Mas, precisamente o aspecto não imediato da vinda de Cristo garante
espaço ao desenvolvimento da História e chama os crentes a um testemunho
responsável (cf. At 1,6-8)”
(Giuseppe Casarin – Lecionário Comentado [Tempo Comum – Vol. II] –
Paulus).
Pe.
João Bosco Vieira Leite