Sexta, 20 de março de 2026

(Sb 2,1.12-22; Sl 33[34]; Jo 7,1-2.10.25-30) 4ª Semana da Quaresma.

“Então, queriam prendê-lo, mas ninguém pôs a mão nele, porque ainda não tinha chegado a sua hora” Jo 7,30.

“A vida de Jesus estava toda colocada nas mãos do Pai. Com esta consciência, ele enfrentava os desafios do ministério, sem se deixar abater pelos mal-entendidos, pelas hostilidades evidentes ou veladas ou mesmo pela ameaça de morte que pairava sobre a sua cabeça. Sua coragem manifestava-se na maneira aberta com que proclamava sua doutrina, em plena Jerusalém – no Templo –, mesmo sabendo que os judeus buscavam matá-lo. Importava-lhe unicamente manter-se fiel a quem o enviou, pois não tinha vindo por si mesmo, nem proclamava uma doutrina de sua autoria e propriedade. As hostilidades contra ele provinham do desconhecimento do Pai. Logo, fruto da ignorância! Bastava que se abrissem para o Pai, para estarem em condições de compreender a veracidade do testemunho de Jesus. A vida do Filho estava nas mãos do Pai. Isto impedia que os adversários assumissem o controle do destino de Jesus. Por isso, em vão, procuravam detê-lo e infligir-lhe a pena capital. ‘Sua hora ainda não chegara’. A coragem do Mestre serviu de exemplo para os discípulos, sobretudo nos momentos difíceis de seu ministério apostólico. Também a vida deles estava nas mãos do Pai. Sendo assim, nenhum inimigo, por pior que fosse, haveria de se transformar em senhor de seus destinos. Somente o Pai pode determinar a hora de cada um! – Pai, minha vida está colocada em tuas mãos, pois tu és o Senhor do meu destino. Movido por esta certeza, dá-me a graça de testemunhar, com coragem, o teu Reino (Pe. Jaldemir Vitório, sj – O Evangelho nosso de Cada Dia [Ano A] - Paulinas).

Pe. João Bosco Vieira Leite

Quinta, 19 de março de 2026

(2Sm 7,4-5.12-14.16; Sl 88[89]; Rm 4,13.16-18.22; Mt 1,16.18-21.24) São José, esposo da Virgem Maria.

“Quando acordou, José fez conforme o anjo do Senhor havia mandado” Mt 1,24.

“Mateus dá início ao seu escrito com uma longa genealogia sobre ‘Jesus, filho de Davi’ (Mt 1,1) e desenvolve-a até ‘José, esposo de Maria’ (v. 16). Assim José tornou-se o ponto de chegada. No texto sucessivo (cf. Mt 1,18-24), parcialmente utilizado na liturgia, o anjo explica, durante o sono, a José, ‘filho de Davi’ (v. 20a), que Maria concebeu por obra do Espírito Santo; pede-lhe que a receba em sua casa e que dê ao Menino o nome de ‘Jesus’ (v. 21). José, o justo, obedece prontamente. [Compreender a Palavra:] No evangelho da infância, Mateus atribui, depois de Jesus, um lugar central a José, os três blocos de nomes que se sucedem na lista genealógica, composto cada um por catorze ‘personagens’ (cf. Mt 1,17), pretendem talvez chamar a atenção para o nome ‘Davi’, que no equivalente numérico das consoantes hebraicas (DVD), leva precisamente ao número ‘catorze’. Neste caso, as três grandes expectativas que certamente vão dar a Jesus – a patriarcal, a monárquica e a pós-exílica – trazem também o sinal de José o qual, como ‘filho de Davi’, transmite a descendência davídica ao Filho de Maria. Igualmente na narração da concepção virginal, Mateus tem presente José na sua específica qualificação de ‘justo’ (v. 19): é o homem prudente que estima demasiado Maria para a acusar, é o homem humilde que aceita a missão honorífica de dar ao recém-nascido o nome de ‘Jesus’ (v. 21), é o homem obediente (v. 24a). A nossa devoção a São José deve levar-nos a imita-lo” (Giuseppe Casarin – Lecionário Comentado [Quaresma Páscoa] – Paulus).

Pe. João Bosco Vieira Leite

Quarta, 18 de março de 2026

(Is 49,8-15; Sl 144[145]; Jo 5,17-30) 4ª Semana da Quaresma.

“Isto diz o Senhor: ‘Eu atendo teus pedidos em favores e te ajudo na obra de salvação; preservei-te para seres elo de aliança entre os povos, para restaurar a terra, para distribuir a herança dispersa’” Is 49,8

“No segundo Isaías (cf. Is 40—55), livro composto durante o exílio, depois do segundo cântico do servo de JHWH (cf. Is 49,16) encontramos uma descrição enfática do regresso de Israel à pátria e da reconstrução de Jerusalém. É um anúncio de alegria e de esperança que envolve todo o cosmos. Toda a humanidade, os céus, a terra e os montes são convidados a exultar conjuntamente porque o Senhor não se cansou e não se esqueceu das Suas criaturas frágeis e inconstantes: o seu amor é perene. [Compreender a Palavra:] Israel experimentou repetidamente o amor carinhoso do seu Deus; toda a história é ‘tempo de misericórdia’, ‘dia da salvação’. Apesar da infidelidade do povo, o Senhor não consegue ‘esquecê-lo’. Depois de um período de purificação e de exílio, o Senhor está disposto a fazer ‘ressurgir o povo’, a reunir de novo os filhos dispersos de Israel, a prometer-lhes novas maravilhas. Não se apresenta como o soberano onipotente e majestoso, nem como juiz implacável, mas ‘aquele que tem compaixão’, que ‘consola’, que ‘conduz o seu Povo às nascentes de água’; como uma mãe carinhosa que cuida dos seus filhos e se comove por eles. São imagens cheias de calor humano, que dizem como Deus está ligado às Suas criaturas e como toma a peito a sorte delas. O Novo Testamento irá revelar-nos como este amor leva Deus a fazer-se homem e dar a vida por nós” (Giuseppe Casarin – Lecionário Comentado [Quaresma Páscoa] – Paulus).

 Pe. João Bosco Vieira Leite