Sábado, 07 de fevereiro de 2026

(1Rs 3,4-13; Sl 118[119]; Mc 6,30-34) 4ª Semana do Tempo Comum.

“Os apóstolos reuniram-se com Jesus e contaram tudo o que haviam feito e ensinado” Mc 6,30.

“A volta dos apóstolos para junto de Jesus, após terem cumprido a missão recebida, corresponde ao término de uma etapa importante da formação dos discípulos. A ação missionaria deles foi uma espécie de ensaio prático do que haveria de ser sua futura missão. O reencontro com o Mestre serviria para avaliar o trabalho realizado. Por isso, relataram-lhe tudo quanto tinham feito e ensinado. Era importante receber as observações do Mestre, para terem a certeza de estar trilhando o caminho correto. A missão dos apóstolos era, em tudo, semelhante à de Jesus. Como ao Mestre, cabia-lhes anunciar a chegada do Reino de Deus e conclamar o povo à conversão. Os milagres realizados indicavam que o Reino estava acontecendo na vida do povo, em forma de libertação. Sobretudo, era significativo o poder de libertar as pessoas da pressão dos espíritos impuros. Com a chegada do Reino, elas já estavam fadadas a serem escravas de quem quer que fosse. Os apóstolos foram instruídos a imitar o Mestre também em outros aspectos. Quanto à pobreza, deveriam dar prova de total confiança na providência divina. Quanto à coragem diante das dificuldades, não deveriam desistir da missão, caso fossem rejeitados. Quanto ao estar sempre a caminho, deveriam evitar fixar-se num só lugar. Após terem realizado, a contento, a missão recebida, puderam repousar um pouco com o Mestre. – Pai, dá-me as disposições necessárias para eu realizar bem a missão recebida de Jesus, tendo-o sempre como modelo (Pe. Jaldemir Vitório, sj – O Evangelho nosso de Cada Dia [Ano A] - Paulinas).

Pe. João Bosco Vieira Leite

Sexta, 06 de fevereiro de 2026

(Eclo 47,2-13; Sl 17[18]; Mc 6,14-29) 4ª Semana do Tempo Comum.

“... de todo o coração louvava o Senhor, mostrando que amava a Deus, seu Criador” Eclo 47,10.

“O ‘Elogio dos antepassados’ do livro de Bem Sirá (caps. 44-50) reserva à lembrança de Davi e de Salomão uma atenção particular. As outras menções dos soberanos de Judá (Ezequias e Josias) são muito sintéticas. No texto de hoje, para além da escolha (v. 2), não invalidada, mas confirmada no perdão de seus pecados (v. 11), o autor celebra essencialmente a fé e a oração de Davi, segredo da sua força (vv. 3-5), dos seus sucessos militares (vv. 6-7) e sobretudo da sua atividade litúrgica (vv. 8-10). [Compreender a Palavra:] síntese de tipo poético, o elogio de Bem Sirá propõe essencialmente uma reflexão ética sapiencial: Davi é o eleito que Deus escolheu para Si, precisamente como reservava para Si a melhor parte do sacrifício (cf. Lv 3,9-17). Não é somente o jovem que pela fé derrotou o gigante Golias, o herói celebrado pela aclamação popular, mas é sobretudo a citarista, o suave cantor dos salmos; segundo a imagem que dele dá o Livro das Crônicas: o organizador do culto (1Cr 16,4-5). Na leitura de hoje não encontramos nenhuma menção dos episódios dramáticos da vida de Davi, nem da hostilidade de Saul, nem da rebelião de Absalão: só um aceno às suas misérias morais (v. 11a) precede a anotação da dignidade real (v. 11b). Dele derivará, para sempre, não tanto a dinastia de que é fundador e protótipo, mas sim a obra litúrgica e a exemplaridade religiosa” (Giuseppe Casarin – Lecionário Comentado [Tempo Comum – Semanas I-XVII] – Paulus).

Pe. João Bosco Vieira Leite

Quinta, 05 de fevereiro de 2026

(1Rs 2,1-4.10-12; Sl 1Cr 29; Mc 6,7-13) 4ª Semana do Tempo Comum.

“Jesus chamou os doze e começou a enviá-los dois a dois, dando-lhes poder sobre os espíritos impuros” Mc 6,7.

“Para Jesus, o exercício da missão apostólica deveria ser dinâmico. O objetivo consistia em anunciar a todos, sem exceção, a Boa Nova da salvação e fazer chegar até eles os benefícios do Reino.  As instruções de Jesus por ocasião do envio missionário tentavam garantir a agilização da missão. Nada de munir-se de apetrechos, visando assegurar a subsistência e um certo bem-estar. Era desnecessário prover-se de comida e dinheiro, ou carregar uma mochila. Duas mudas de roupa seriam supérfluas. Bastava a que traziam no corpo. Só duas coisas eram permitidas: levar um bastão e calçar as sandálias. Por quê? O bastão serviria para proteger-se dos animais ferozes que poderiam encontrar ao longo do caminho. As sandálias eram necessárias porque, se caminhassem descalços, logo estariam com os pés feridos e, por consequência, não poderiam seguir adiante e levar a cabo a missão. A simplicidade apostólica levaria os apóstolos a darem testemunho de confiança na providência divina, em cujas mãos se colocavam. Poderiam estar certos de que, em suas andanças, sempre experimentariam a bondade do Senhor do Reino, expressa na hospitalidade generosa de seus ouvintes. Neste contexto, até mesmo a rejeição serviria de estímulo para não se acomodarem, obrigando os apóstolos a sempre seguirem em frente. – Pai, ajuda-me a superar toda tentação de acomodar-me, pois como apóstolo do teu Reino, tenho de estar, continuamente, a caminho (Pe. Jaldemir Vitório, sj – O Evangelho nosso de Cada Dia [Ano A] - Paulinas).

 Pe. João Bosco Vieira Leite