Quarta, 29 de julho de 2026

(1Jo 4,7-16; Sl 33[34]; Jo 11,19-27) Santos Marta, Maria e Lázaro.

“Quando Marta soube que Jesus tinha chegado, foi ao encontro dele. Maria ficou sentada em casa” Jo 11,20.

“Em Jo 11,2 Maria é caracterizada como aquela ‘que ungira o Senhor com óleo perfumado e lhe enxugara os pés com os cabelos’. Trata-se, portanto, de uma antecipação daquilo que será contado só depois, no capítulo 12. Marta chama a irmã Maria pra vir junto de Jesus. Esta logo se levanta e lança chorando aos pés do mestre. Maria é aquela que acredita sem palavras. Ela sente o amor de Jesus pelo amigo dele e irmão dela. Chorando ela se sabe unida a Jesus e ao seu destino fatal” (Anselm Grüm – Jesus: Porta para a Vida – Loyola).

Pe. João Bosco Vieira Leite  

 

Terça, 28 de julho de 2026

(Jr 14,17-22; Sl 78[79]; Mt 13,36-43) 17ª Semana do Tempo Comum.

“Jesus deixou as multidões e foi para casa. Seus discípulos aproximaram-se dele e disseram:

‘Explica-nos a parábola do joio!’” Mt 13,36.

“A parábola do joio e do trigo soou misteriosa aos ouvidos dos discípulos. Foi preciso que, a sós, Jesus os ajudasse a compreender o significado do ensinamento nela contido. A explicação que lhes foi oferecida corresponde a uma espécie de vocabulário onde cada elemento é interpretado. Um aspecto importante da explanação de Jesus consiste em estabelecer a nítida distinção entre os filhos do Reino e os filhos do Maligno. Os filhos do Reino são os que acolhem a Palavra de Deus e, embora pressionados pelos inimigos, mantêm-se fiéis, pautando sua vida pela vontade de Deus. A perseverança é conseguida, a duras penas, com a força do Espírito. Eles conhecem bem o preço da fidelidade! Já ‘os filhos do maligno’ são os que, fechando os ouvidos de Jesus, seguem os impulsos das próprias paixões ou se deixam levar por quem está na contramão de Deus. Sua malignidade manifesta-se de muitas formas, entre elas, no combate sem descanso aos que optaram pelo Reino de Deus. O drama é que nem sempre podemos identificar, à primeira vista, quem é ‘o filho do Reino’ e quem é ‘o filho do Maligno’. As aparências enganam! Existem lobos travestidos de cordeiros. Nem sempre é fácil desmascará-los. A parábola aconselha-nos a esperar o final dos tempos, quando ficará patente quem está a serviço do bem e quem está a serviço do mal. – Pai, que as pressões dos filhos do Maligno jamais sejam suficientemente fortes para me levar a renunciar à minha condição de filho do Reino. Quero estar sempre a teu serviço (Pe. Jaldemir Vitório, sj – O Evangelho nosso de Cada Dia [Ano A] - Paulinas).

Pe. João Bosco Vieira Leite  

Segunda, 27 de julho de 2026

(Jr 13,1-11; Sl Dt 32; Mt 13,31-35) 17ª Semana do Tempo Comum.

“Jesus contou-lhes ainda uma outra parábola: ‘O Reino dos Céus é como o fermento que uma mulher pega

e mistura com três porções de farinha, até que tudo fique fermentado’” Mt 13,33.

“Esta parábola tomada da vida familiar da Palestina também se refere ao Reino de Deus em você e nos outros. Você também pode chegar a ser fermento que acabe com seus maus exemplos, com sua vida egoísta e acomodada, às vezes até injusta e sensual. Esta parábola nos fala claramente de eficácia da doutrina do evangelho. Como o levedo fermenta toda a mesa, a doutrina de Jesus Cristo fermentou as almas, os costumes, os critérios, os sentimentos, a vida do homem. Para que a doutrina de Jesus Cristo possa fermentar sua própria alma, é preciso que primeiro você afaste de si mesmo o velho fermento do pecado, como o chama São Paulo: ‘o fermento da malícia e da iniquidade’ que como o levado penetra na massa, as palavras e os exemplos de Jesus penetrem em você pela serena meditação. Indubitavelmente, a pregação evangélica da palavra de Deus é também levedo capaz de transformar todo homem. O Reino de Deus tem em si mesmo força e vigor para fermentar cristãmente o mundo onde nos encontramos; isto é, se na parábola anterior do grão de semente de mostarda o Reino é-nos mostrado com vigor suficiente para estender-se pelo mundo todo, nesta fala-se de vigor interno do Reino, capaz em si mesmo força e vigor para fermentar cristãmente o mundo onde nos encontramos. Porém o Reino será fermento em você por você; você é chamado(a) a ser fermento em seu ambiente, ali onde a Providência o/a houver colocado; não levedura que corrompa, mas que faça crescer a massa e fermente com o evangelho” (Alfonso Milagro – O Evangelho meditado para cada dia do ano – Ave-Maria).

 Pe. João Bosco Vieira Leite