(Jn 3,1-10; Sl 50[51]; Lc 11,29-32) 1ª Semana da Quaresma.
“Esta geração é uma geração má. Ela
busca um sinal, mas nenhum sinal lhe será dado, a não ser o sinal de Jonas” Lc 11,29.
“Perante
Jesus pode-se reagir com a incredulidade de quem procura um sinal para O pôr à
prova (cf. Lc 11,16), ou então com a fé. Só esta pode abrir à salvação, isto é,
a uma vida nova, como aconteceu com os ninivitas que levaram a sério a pregação
de Jonas, e para a rainha do Sul que soube reconhecer a sabedoria
extraordinária do rei Salomão. Se o profeta e o rei foram um sinal, muito mais
o é Jesus, reconhecido e saudado pelo velho Simeão no Templo ‘como sinal de
contradição [...] Assim serão revelados os pensamentos de muito corações’ (Lc
2,34-35). [Compreender a Palavra:] Jesus tinha acabado de afirmar que a
verdadeira bem-aventurança pertence a quem acolhe a Palavra de Deus e a põe em
prática (cf. os versículos que precedem o texto do Evangelho de hoje) e, para
reforçar esta afirmação e para exemplifica-la, lança-se contra uma das atitudes
mais espalhadas de não acolhimento da Palavra: a pretensão de ver um sinal,
querer presenciar um milagre. Na realidade, a Sua própria pessoa é que
constitui um sinal para as pessoas às quais se dirige. Então traz a comparação
de dois grandes personagens do passado: Jonas e Salomão. Estes foram um sinal
que apelou a uma mudança de vida: os habitantes de Nínive aos quais o profeta
foi enviado, e a rainha do Sul que se deslocou para vir escutar o rei de
Israel. Os aspectos dos dois personagens postos em evidência são a pregação
(literalmente, o Kerigma) no tocante a Jonas, e a sabedoria de Salomão. Jesus
ultrapassa-os a ambos: a sua Palavra é mais penetrante do que a do profeta e
Elke é mais sábio que o grande rei de Israel. E, no entanto, Jesus não é
acolhido. Por isso os ninivitas e a rainha do Sul levantar-se-ão, no dia do
Juízo, para acusar ‘esta geração’ que rejeitou o convite à conversão” (Giuseppe Casarin – Lecionário
Comentado [Quaresma Páscoa] – Paulus).
Pe.
João Bosco Vieira Leite