(1Cor 10,14-22; Sl 115[116]; Lc 6,43-49) 23ª Semana do
Tempo Comum.
“Não existe árvore boa que dê frutos
ruins nem árvore ruim que dê frutos bons” Lc 6,43.
“Há,
em Psicologia, um teste chamado Teste da Árvore, pelo qual o especialista pode
detectar os traços básicos da personalidade do seu cliente. A exemplo dessa
ciência, e até mesmo antes, muito antes, já tinha a religião o seu teste da
árvore, testes cujos princípios Jesus estabeleceu: “... não há arvore boa que
dê fruto mau, nem tampouco árvore má que dê fruto bom”. Se, então, o desenho da
árvore, em Psicologia, determina o tipo de personalidade que temos, uma
religião revela a espécie de fruto que vamos produzir. Como será, pois, o nosso
desenho da árvore espiritual? Talvez nem o queiramos ver. Pelos rabiscos de
nossos frutos (de mais ou menos para ruins) já temos uma ideia não muito
animadora sobre ela: espinhosa, retorcida, ressecada. Dourar os frutos,
espaná-los e poli-los bem – será que isso não daria à arvore um outro perfil?
Vamos consultar o Mestre para ver o que ele diz: árvore boa dá fruto bom,
árvore má dá fruto mau. Bom, então não tem jeito. Cada qual com sua árvore, e
seja lá o que Deus quiser. Mas espera aí. O Mestre tem uma solução, solução
essa que não passa pelas técnicas de feirantes sabidos, mas pela transformação
genética de nossa árvore. Como ele o faz? Ele chama um tal de Espírito Santo,
que, em duas etapas, às vezes dolorosas, a reprograma toda: 1º) arranca todas
as suas raízes e galhos e retira também toda a sua seiva natural; 2º) implanta as
raízes da fé e os galhos do perfeito conhecimento de Deus e ainda instila a
seiva do amor. Pronto! Eis a nova árvore que vai produzir fruto bom. Para
finalizar, só umas perguntinhas a mais: como estão os nossos frutos? Valeu o
trabalho do Espírito Santo? Ou será que tudo ficou na mesma? – Ó Deus, fomos
criados árvores sagradas e puras, mas, pela desobediência, nos transformamos em
árvores más. Pelo teu Santo Espírito restabelecestes nossa posição original.
Incentiva-nos a produzir os frutos da tua graça. Amém” (Martinho Lutero e Iracy Dourado
Hoffmann – Graças a Deus [1995] – Vozes).
Pe. João Bosco Vieira Leite