(1Cor 7,25-31; Sl 44[45]; Lc 6,20-26) 23ª Semana do Tempo Comum.
“Jesus, levantando os olhos para os seus
discípulos, disse: ‘Bem-aventurados vós, os pobres,
porque vosso é o Reino de Deus!’” Lc
6,20.
“As
palavras de Jesus dirigem-se os pobres que tem diante de si. Servindo-se da
segunda pessoa do plural – vós –, seu discurso destina-se aos que são carentes
de bens materiais, vindo até mesmo a passar fome; aos que choram, talvez porque
tiveram seus direitos negados a sua dignidade aviltada; aos que são vítimas de
calúnia, ódio e perseguição, devendo levar uma vida difícil de privação dos
bens necessários para viver dignamente. Portanto, um grupo de pessoas carentes
de palavras de esperança. As bem-aventuranças visam infundir ânimo e coragem a
quem se encontra nessa situação de penúria. Sobretudo os pobres devem ter
certeza de que Deus está do lado deles, e que o Reino lhes pertence. Deus mesmo
haverá de saciá-los, consolá-los e ser para eles motivo de alegria. A outra
face da moeda é representada pelos ricos, pelos fartos, pelos folgazões e pelos
que estão preocupados com a fama, a qualquer preço. Estes também encontram-se
diante de Jesus, e são o alvo das invectivas que lhe são lançadas com tanta
veemência. É provável que fossem eles a causa da situação de carência dos
demais, sem se darem conta. Por isso, são declarados malditos. Falta-lhes
sensibilidade, pois em seus corações não há lugar para a misericórdia. Isto
justifica a severidade com que serão tratados, se não se converterem
urgentemente, fazendo-se atentos aos apelos dos necessitados. – Pai, faze-me
solidário com os mais pobres deste mundo, e ensina-me a partilhar, de modo que
chegue até eles a esperança e a alegria que Jesus veio nos trazer” (Pe. Jaldemir Vitório, sj – O
Evangelho nosso de Cada Dia [Ano A] - Paulinas).
Pe.
João Bosco Vieira Leite