Terça, 20 de janeiro de 2026

(1Sm 16,1-13; Sl 88[89]; Mc 2,23-28) 2ª Semana do Tempo Comum.  

“Samuel tomou o chifre com óleo e ungiu Davi na presença dos seus irmãos. E, partir daquele dia,

o espírito do Senhor se apoderou de Davi...” 1Sm 16,13.

“Segundo uma pedagogia muito conhecida na Escritura, a opção de Deus recai sobre o mais pequeno. Deus não olha para o aspecto físico nem para a força, mas para o coração. Assim Samuel é guiado por Deus a deixar de lado sete filhos de Jessé e a escolher o oitavo, Davi, o mais pequeno, ignorado nos campos a guardar o rebanho enquanto o profeta visita a sua família. [Compreender a Palavra:] A cena da unção de Davi recorda Saul (cf. 1Sm 9,10). Em ambos os casos existe uma ordem divina e o contexto da eleição é uma refeição sacrificial; também o gesto de unção é comum. O pormenor dos animais é curioso: Saul procurava as jumentas (sinal de realeza), Davi apascenta o rebanho (outro sinal clássico da realeza, enquanto o rei é o pastor do povo). Entre os dois episódios existem notáveis diferenças. A mais importante diz respeito à identidade do escolhido, cujas características não correspondem de modo algum às de um rei, o qual, antes de mais, era o chefe do exército. Não há nenhum sinal em Davi que faça pensar num sucessor de Saul. Pelo contrário, ele tem um aspecto de um adolescente, mas sobre ele repousa o Espírito e a escolha do Senhor. Nota-se a dificuldade de Samuel que primeiro julga só com olhos humanos e, depois, se deixa guiar docilmente pelo Senhor na escolha do Seu eleito” (Giuseppe Casarin – Lecionário Comentado [Tempo Comum – Semanas I-XVII] – Paulus).

 Pe. João Bosco Vieira Leite

Segunda, 19 de janeiro de 2026

(1Sm 15,16-23; Sl 49[50]; Mc 2,18-22) 2ª Semana do Tempo Comum.

“Jesus respondeu: ‘Os convidados de um casamento poderiam, por acaso, fazer jejum, enquanto o noivo está com eles? Enquanto o noivo está com eles, os convidados não podem jejuar” Mc 2,19.

“A intransigência dos fariseus, quanto à prática do jejum, foi firmemente rejeitada por Jesus. Para darem prova de piedade, certos fariseus e certos discípulos de João Batista exageravam na prática de jejuns obrigatórios. E se admiravam por que os discípulos de Jesus não faziam o mesmo. O jejum tem uma forte conotação de penitência, de recolhimento e de interiorização. Em torno desta prática, cria-se um clima especial que ajuda o jejum a atingir seu objetivo: levar a pessoa a se tornar senhora de si mesma, dominar seus instintos e suas paixões. Embora desejando que os discípulos tivessem autocontrole, Jesus preferia que, em torno dele, houvesse um clima festivo de alegria. Daí ter falado de sua presença no meio deles servindo-se da metáfora da festa de casamento. Era assim que a piedade popular entendia os tempos messiânicos. Os ditados a respeito de vestidos e vinhos novos e velhos também situam-se neste ambiente de festa.  A presença do Messias Jesus deveria levar o discípulo a superar toda tristeza. Com o Mestre, renascia esperança, pois a Boa Nova do Reino descortinava um horizonte novo. Por conseguinte, seria insensato ficar multiplicando jejuns e penitências, quando era tempo de empenhar-se, festivamente, na vivência do amor e da fraternidade. – Pai, a presença de Jesus na nossa história é motivo de grande alegria. Que a minha alegria consista em construir um mundo do amor e de fraternidade, como ele nos ensinou (Pe. Jaldemir Vitório, sj – O Evangelho nosso de Cada Dia [Ano A] - Paulinas).

Pe. João Bosco Vieira Leite

Sábado, 17 de janeiro de 2026

(1Sm 9,1-4.17-19; 10,1; Sl 20[21]; Mc 2,13-17) 1ª Semana do Tempo Comum.                      

“Tendo ouvido, Jesus respondeu-lhes: ‘Não são as pessoas sadias que precisam de médico, mas as doentes.

Eu não vim para chamar os justos, mas sim os pecadores” Mc 2,17.

“Reaparecem neste texto evangélico alguns temas já encontrados nos primeiros capítulos da narração de Marcos: o mar (lugar onde Jesus chamou os seus primeiros discípulos); a multidão (que de novo rodeia Jesus); o ensinamento (característica que distingue o Mestre dos escribas). O evangelista narra agora um novo chamamento, o de Levi, um homem chamado publicano e, portanto, pecador público. Em seguida, Jesus partilha o banquete com os pecadores, explicitando o sentido da Sua missão. [Compreender a Palavra:] A vocação de Levi está escondida nos verbos que Marcos utiliza. Jesus ‘vê’, isto é, conhece, olha em profundidade. Depois é dito o nome do homem: Levi; diz-se qual é o seu trabalho, um cobrador de impostos, um trabalho pouco nobre. Nesta altura a Palavra de Jesus dispara como uma frecha, ordenando a Levi que O ‘siga’. Sem solução de continuidade, o homem obedece (‘Ele levantou-se e seguiu Jesus’) e a Palavra de Jesus realiza-se. Aquele que estava sentado atrás de um posto de cobrança é convidado a levantar-se e a começar uma vida nova. O segundo quadro coloca em cena, na casa de Levi, um grupo de amigos, publicanos e pecadores, desprezados pelos escribas e pelos fariseus. A comunhão que o banquete simboliza mostra uma característica da missão de Jesus: a atenção e a misericórdia para com os pecadores. São mesmo eles, como os doentes necessitados de médico, que precisam, mais do que outros, da intervenção salvífica do Filho de Deus” (Giuseppe Casarin – Lecionário Comentado [Tempo Comum – Semanas I-XVII] – Paulus).

Pe. João Bosco Vieira Leite