Sábado, 09 de maio de 2026

(At 16,1-10; Sl 99[100]; Jo 15,18-21) 5ª Semana da Páscoa.

“Se fosseis do mundo, o mundo gostaria daquilo que lhe pertence. Mas, porque não sois do mundo,

porque eu vos escolhi e apartei do mundo, o mundo por isso vos odeia” Jo 15,19.

“O evangelho refere-se ao ‘mundo’ como se fosse uma pessoa. Neste sentido, pode-se falar em ódio e perseguição, bem como amor por parte do mundo. Ou então, que os discípulos foram escolhidos do meio do mundo. Pode ainda referir-se à possibilidade de o mundo guardar a palavra de Jesus e as dos discípulos. O vocábulo ‘mundo’, neste caso, engloba o conjunto das pessoas incrédulas que foram incapazes de reconhecer Jesus como Filho de Deus, enviado pelo Pai com a missão de salvar a humanidade. Mas estas pessoas odiaram-no ferozmente, a ponto de decidirem eliminá-lo sem piedade. Optaram pelas trevas e rejeitaram a luz oferecida por Deus, persistindo no pecado, mesmo diante da abundância das graças divinas. Os discípulos foram arrancados deste mundo. Por causa do nome de Jesus, caminham na contramão do mundo. Esse confronto resulta sempre em ódio e perseguição. O destino do servo não difere daquele do seu Senhor. É por isso que os discípulos deverão contar com toda sorte de adversidade, sem excluir a possibilidade de morrer, como aconteceu com seu Mestre. A palavra ‘mundo’, na linguagem figurada, tem referências bem concretos. No tempo de Jesus, podia significar certas alas do farisaísmo e outros grupos de judeus. Contudo, em cada época e em cada circunstâncias, é preciso reconhecer com que roupagem o ‘mundo’ se apresenta. – Pai, faze-me forte para enfrentar o ódio e a perseguição do mundo, sem abrir mão de minha fidelidade a ti e a teu Reino, a exemplo de Jesus (Pe. Jaldemir Vitório, sj – O Evangelho nosso de Cada Dia [Ano A] - Paulinas).

 Pe. João Bosco Vieira Leite

Sexta, 08 de maio de 2026

(At 15,22-31; Sl56[57]; Jo 15,12-17) 5ª Semana da Páscoa.

“Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei” Jo 15,12.

“Jesus volta para o Pai, mas o mundo necessita de um sinal, de uma prova visível dessa permanência do Filho no Pai. A prova é o amor que os discípulos de Jesus terão entre si; essa será a prova alegre que Jesus ainda vive nos seus discípulos, como vive no Pai pelo amor. Toda a vontade de Jesus resume-se numa única palavra: amar. Somente assim se cumpre a vontade de Deus e a própria vontade do Filho, que outra não é senão a vontade do Pai. Amar é doar-se, saber o que você pode fazer por Cristo que vive em seu próximo, imolar-se por seu próximo, como Cristo imolou-se por você. Por isso Jesus pede que amemos os outros, não como nos pareça, ou nos convenha, mas ‘como eu vos amo’ (v. 12). Amar os outros, como Cristo os ama! Ele deu a vida e deu-se a si mesmo; ele ama o próximo em mim e a partir de mim. Amar como ele é não deixar-se levar pelo egoísmo, mas amar com sacrifício; aquele que ama assim ama como Cristo e identifica-se com ele e nisto se conhece se alguém tem vida espiritual forte, se alguém é cristão de verdade” (Alfonso Milagro – O Evangelho meditado para cada dia do ano – Ave-Maria).

Pe. João Bosco Vieira Leite

Quinta, 07 de maio de 2026

(At 15,7-21; Sl 95[96]; Jo 15,9-11) 5ª Semana da Páscoa.     

“Eu vos disse isso para que a minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja plena” Jo 15,11.

“Jesus tinha falado aos seus discípulos de sua ida para o Pai e isto os havia entristecido, e como Jesus não queria vê-los tristes, fala-lhes agora, exortando-os ao gáudio cristão, porque em sua Ascensão ao Pai é que precisamente deve-se fundamentar esse júbilo, uma vez que Jesus vai ao Pai, para esperar ali por todos os discípulos e unir-se a eles, não de modo provisório, mas sim de maneira definitiva. A Escritura tem razão em exortar-nos: ‘Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus’ (Mateus 5,12). ‘Alegrai-vos de que os vossos nomes estejam escritos nos céus’ (Lucas 10,20). Nada nem ninguém pode arrebatar ao cristão a causa da alegria de sua vida, pois sua alegria não se fundamenta em nada temporal ou terreno, em benefícios sociais ou econômicos, mas na segurança de que seu nome esteja escrito no Reino de Deus; e isso ninguém lhe pode arrebatar” (Alfonso Milagro – O Evangelho meditado para cada dia do ano – Ave-Maria).

 Pe. João Bosco Vieira Leite