(1Cor 3,1-9; Sl 32[33]; Lc 4,38-44) 22ª Semana do Tempo Comum.
“Ao pôr do sol, todos os que tinham
doentes atingidos por diversos males os levaram a Jesus.
Jesus colocava as mãos em cada um deles
e os curava” Lc
4,40.
“Jesus
dedicou-se à cura dos enfermos e dos possessos; começou curando a sogra de
Pedro e continuou curando numerosos enfermos, que o rodeavam suplicantes e não
os curava em grupo, mas ‘impondo as mãos sobre cada um deles’, numa atitude de
respeito para com a personalidade de cada enfermo. Os próprios possessos dos
demônios também ficavam curados, uma vez que ‘de muitos saíam os demônios’ (v.
41) e assim ficavam curados da diabólica enfermidade. Pela presente passagem do
evangelho, vemos que Jesus é o refúgio de todas as necessidades, o remédio de
todos os enfermos, a calma para todos os angustiados; que nele, e somente nele,
os enfermos de qualquer doença poderão encontrar de novo a saúde. Porém não
limite essa saúde às enfermidades do corpo; também para as da alma Jesus tem o
medicamento oportuno; daí que se você goza boa saúde em seu corpo, mas se
encontra fraco na de seu espírito, você também necessita dele e também deve
acorrer a ele com a singeleza e a confiança com a qual os enfermos rodeavam
Jesus. Quando se sentem ‘enfermos de diversas doenças’: angústias que oprimem o
coração ou atormentam o espírito... Dessa maneira, quando você se sentir
angustiado por algum mal espiritual, recorra ao seu divino Médico, que tem os
meios para podê-lo aliviar de seu mal; o próprio Jesus como médico bondoso nos
convida a irmos a ele: ‘Vinde a mim vós todos que estais aflitos sob o fardo, e
eu vos aliviarei’ (Mateus 11,28). Santo Agostinho, depois de provar todas as
fontes que lhe ofereciam para satisfazer sua sede de felicidade, não teve outro
remédio senão confessar: ‘Senhor, fizeste nosso coração e o criastes para ti,
de sorte que não encontre paz, mas encontra-se inquieto enquanto não descanse
em ti’” (Alfonso
Milagro – O Evangelho meditado para cada dia do ano –
Ave-Maria).
Pe.
João Bosco Vieira Leite