Quinta, 23 de abril de 2026

(At 8,26-40; Sl 65[66]; Jo 6,44-51) 3ª Semana da Páscoa.

“Ninguém pode vir a mim se o Pai que me enviou não o atrai. E eu o ressuscitarei no último dia” Jo 6,44.

“A acolhida de Jesus na fé é obra do Pai no coração do discípulo. Por isso, Jesus proclamava: ‘Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o atrai’. A salvação acontece neste processo de inter-relação que abrange o Pai, o Filho e o discípulo. É possível descrever esta dinâmica do discipulado. Quem se predispõe a ser discípulo deve ter suficiente boa vontade a ponto de fazer-se sensível à moção de Deus que o convoca a deixar de lado o egoísmo e abrir-se para o amor. O primeiro passo consistirá em escutar o apelo de Deus que o interpela a assumir um novo projeto de vida. O passo seguinte será a firme decisão de deixar-se mover e conduzir pela graça, dispondo-se a trilhar os caminhos que lhe serão apresentados, sem colocar dificuldades. Disto resultará o encontro com Jesus, encarnação do amor do Pai na história humana, a consequente transformação da própria vida. Assim, cabe ao discípulo cooperar com o Pai nesta obra de encontro com Jesus e não tomar iniciativa por conta própria. Esta é a forma pela qual a humanidade continua a ser instruída pelo Pai. Daí a necessidade de ouvir o Filho e tornar-se seu imitador. É a melhor forma de deixar-se interpelar pela Palavra de Deus e ser guiado por ela. Em suma, deixado à própria sorte, o discípulo jamais encontrará o caminho para Deus. A missão de Jesus é ajuda-lo nesta tarefa. – Pai, que eu seja movido por ti, no processo de encontro com Jesus, para que, tendo-o encontrado, ele me instrua sempre mais a respeito de ti (Pe. Jaldemir Vitório, sj – O Evangelho nosso de Cada Dia [Ano A] - Paulinas).

 Pe. João Bosco Vieira Leite

Quarta, 22 de abril de 2026

(At 8,1-8; Sl 65[66]; Jo 6,35-40) 3ª Semana da Páscoa.

“Pois esta é a vontade do meu Pai: que toda pessoa que vê o Filho e nele crê tenha a vida eterna.

E eu o ressuscitarei no último dia’” Jo 6,40.

“A vida de Jesus foi toda norteada pela vontade do Pai. Esta se resume em querer a salvação de todo ser humano, para o qual está reservada a vida eterna, na medida em que acolher a palavra de Jesus e se deixar guiar por ela. Por isso, o ministério do Mestre pode ser definido como serviço à salvação da humanidade. Isto explica por que buscava estar presente ali onde a morte se fazia sentir com mais intensidade, junto de quem se tornara escravo do pecado. Os pecadores foram alvo de sua constante solicitude. O desígnio do Pai era que não se perdesse ninguém dos que tinham sido entregue ao Filho. Evidentemente, a palavra de Jesus tem um sentido inclusivo: toda a humanidade foi-lhe entregue para ser salva, sem exclusão de ninguém. Sendo assim, o Filho devia empenhar-se para que a salvação – a vida eterna – atingisse cada criatura humana. O caminho da salvação exige fé sincera no Filho Jesus. Confessá-la significava aderir à dinâmica de vida assumida por ele, cujo centro era a vontade do Pai, e deixar a vida divina permear a existência humana, de forma a transformá-la pelo amor. Assim, o discípulo de Jesus tinha a chance de, já no curso de sua existência terrena, experimentar a vida eterna que lhe estava reservada. – Pai, transforma-me em discípulo autêntico de teu Filho Jesus, de modo que a tua vontade seja o centro de minha existência, e eu experimente, já na Terra, a vida eterna (Pe. Jaldemir Vitório, sj – O Evangelho nosso de Cada Dia [Ano A] - Paulinas).   

 Pe. João Bosco Vieira Leite

Terça, 21 de abril de 2026

(At 7,51—8,1; Sl 30[31]; Jo 6,30-35) 3ª Semana da Páscoa.

“Então pediram: ‘Senhor, dá-nos sempre desse pão’” Jo 6,34.

“Jesus nos disse que ele é o pão da vida que baixou do céu para trazer a vida ao mundo; sem esse pão eucarístico, o mundo morreria de fome: fome da verdade, fome da bondade, fome da santidade que somente pode satisfazer-se com esse pão celestial, que é Jesus eucarístico. Jesus veio ao mundo, para trazer-lhe a vida divina, e nós participamos dessa vida, quando comungamos. Faça uma revisão de sua vida eucarística e examine se comunga com a devida frequência e se o faz com o devido espírito, e não rotineiramente e por costume. A vida deve ser vivida convenientemente, e a comunhão você deve recebe-la na plenitude de atenção espiritual. Sua vida eucarística deve ser vivida com projeção em todas as suas obras diárias, que de uma forma ou de outra, em maior ou menor grau, hão de manifestar a influência que nelas se recebe na comunhão” (Alfonso Milagro – O Evangelho meditado para cada dia do ano – Ave-Maria).

 Pe. João Bosco Vieira Leite