Sábado, 17 de janeiro de 2026

(1Sm 9,1-4.17-19; 10,1; Sl 20[21]; Mc 2,13-17) 1ª Semana do Tempo Comum.                      

“Tendo ouvido, Jesus respondeu-lhes: ‘Não são as pessoas sadias que precisam de médico, mas as doentes.

Eu não vim para chamar os justos, mas sim os pecadores” Mc 2,17.

“Reaparecem neste texto evangélico alguns temas já encontrados nos primeiros capítulos da narração de Marcos: o mar (lugar onde Jesus chamou os seus primeiros discípulos); a multidão (que de novo rodeia Jesus); o ensinamento (característica que distingue o Mestre dos escribas). O evangelista narra agora um novo chamamento, o de Levi, um homem chamado publicano e, portanto, pecador público. Em seguida, Jesus partilha o banquete com os pecadores, explicitando o sentido da Sua missão. [Compreender a Palavra:] A vocação de Levi está escondida nos verbos que Marcos utiliza. Jesus ‘vê’, isto é, conhece, olha em profundidade. Depois é dito o nome do homem: Levi; diz-se qual é o seu trabalho, um cobrador de impostos, um trabalho pouco nobre. Nesta altura a Palavra de Jesus dispara como uma frecha, ordenando a Levi que O ‘siga’. Sem solução de continuidade, o homem obedece (‘Ele levantou-se e seguiu Jesus’) e a Palavra de Jesus realiza-se. Aquele que estava sentado atrás de um posto de cobrança é convidado a levantar-se e a começar uma vida nova. O segundo quadro coloca em cena, na casa de Levi, um grupo de amigos, publicanos e pecadores, desprezados pelos escribas e pelos fariseus. A comunhão que o banquete simboliza mostra uma característica da missão de Jesus: a atenção e a misericórdia para com os pecadores. São mesmo eles, como os doentes necessitados de médico, que precisam, mais do que outros, da intervenção salvífica do Filho de Deus” (Giuseppe Casarin – Lecionário Comentado [Tempo Comum – Semanas I-XVII] – Paulus).

Pe. João Bosco Vieira Leite


Sexta, 16 de janeiro de 2026

(1Sm 8,4-7.10-22; Sl 88[89]; Mc 2,1-12) 1ª Semana do Tempo Comum.

“E reuniram-se ali tantas pessoas, que já não havia lugar nem mesmo diante da porta.

E Jesus anunciava-lhes a Palavra” Mc 2,2.

“Jesus não guardou para si a palavra do Pai; a boa nova foi difundida por toda a região. Você também recebeu a boa nova da arte de Jesus para comunicá-la aos outros. Toda decepção é amarga; mas a decepção que seu próximo pode sofrer, se você não lhe dá Jesus Cristo, além de ser amarga, será de funestas consequências e de tremenda responsabilidade para você. O profeta no Antigo Testamento proferiu esta queixa: ‘As crianças reclamam pão, e ninguém lho dá’ (Lamentações 4,4). O mundo de hoje pede o pão da fé, o pão da verdade, o pão do amor a Jesus Cristo; todos aqueles que você conhece, absolutamente todos, estão ansiosos, famintos de Jesus Cristo, e a todos você pode levar o conhecimento e ao amor de Jesus Cristo” (Alfonso Milagro – O Evangelho meditado para cada dia do ano – Ave-Maria).

Pe. João Bosco Vieira Leite

 


Quinta, 15 de janeiro de 2026

(1Sm 4,1-11; 43[44]; Mc 1,40-45) 1ª Semana do Tempo Comum.

“Ele foi e começou a contar e a divulgar muito o fato. Por isso Jesus não podia mais entrar publicamente numa cidade: ficava fora, em lugares desertos. E de toda parte vinham procurá-lo” Mc 1,45.

“O assédio das multidões fazia Jesus evitar as cidades e preferir os lugares desertos, para onde acorria quem precisava de sua ajuda. Esta opção explica-se pelo desejo de realizar sua missão com plena liberdade, sem ser pressionado pelos ideais messiânicos, largamente difundidos nos meios populares. O deserto era apropriado para ele se proteger. Mas é possível fazer uma interpretação simbólica desta opção de Jesus. O imaginário da época reportava-se às agruras do êxodo do Egito, quando pensava no deserto. Sendo desabitado, sem vegetação, este se torna perigoso e mortífero. O deserto é lugar de provação. Nele é preciso escolher entre confiar em Deus ou confiar em si mesmo e nas capacidades pessoais de vencer os desafios. A configuração terrível do deserto gerou a crença de que, nele, habita o Diabo, como se fosse o lugar escolhido, por neutro, para o confronto com Deus. As cenas evangélicas da tentação são, por isso, situadas no deserto, para onde Jesus é conduzido pelo Espírito. Escolhendo o deserto como lugar de ação do Mestre, pois a implantação do Reino supunha a derrota das forças diabólicas. Ele as enfrentou e venceu, com destemor. Sinal disto foram as curas e os milagres realizados nas regiões desertas. Com a chegada de Jesus, o Diabo perdeu o poder de oprimir o ser humano. – Pai, dá-me forças para combater e vencer as forças do mal que impedem o Reino de acontecer na minha vida e na história humana (Pe. Jaldemir Vitório, sj – O Evangelho nosso de Cada Dia [Ano A] - Paulinas).

Pe. João Bosco Vieira Leite