(Is 6,1-8; Sl 92[93]; Mt 10,24-33) 14º Semana do Tempo Comum.
“Não tenhais medo daqueles que matam o
corpo, mas não podem matar a alma!” Mt
10,28a.
“O
evangelista Mateus reúne aqui, estruturadas na base da palavra-chave ‘Não
temais’, repetidas quatro vezes, frases respeitantes a um contexto de
perseguição. Como na vida apostólica, também no seu êxito a sorte dos
discípulos está conformada à do Mestre: a coerência da fé pode pedir a renúncia
a si mesmo. No entanto, o horizonte derradeiro não está limitado à vida do
corpo: há algo que não pode ser tirado pela violência, nem pela morte e,
sobretudo, pode-se contar com um amor que abraça todo o mundo. [Compreender a Palavra:] Não se
trata apenas de imitação, mas de plena partilha, na comunhão, da vida de Jesus
Mestre e Senhor. Se o dono da casa foi identificado com Belzebu, ‘Senhor das
moscas’ (segundo uma possível interpretação), deturpação de ‘Baal-zebúb’ (‘dono
da casa’), os seus servos e familiares não poderão esperar melhor. A pregação
de Jesus fora marcada pela prudência, reservando ao círculo restrito dos
discípulos, pelo contrário, deverão falar em público e com franqueza, chegando,
se necessário, a sacrificar a vida física com a confiança de que a vida eterna
será preservada graças aos cuidados amorosos de Deus. A fidelidade ao Evangelho
e a coragem do testemunho serão a medida do juízo: quem tiver reconhecido Jesus
diante dos homens será reconhecido por Ele diante do Pai. Note-se como Jesus
distingue dos discípulos falando de Si mesmo em relação a um ‘Pai’, a que chama
‘meu’, deixando entrever que tem com Ele uma relação absolutamente singular” (Giuseppe Casarin – Lecionário
Comentado [Tempo Comum – Vol. I] – Paulus).
Pe.
João Bosco Vieira Leite