(Sb 2,1.12-22; Sl 33[34]; Jo 7,1-2.10.25-30) 4ª Semana da Quaresma.
“Então, queriam prendê-lo, mas ninguém
pôs a mão nele, porque ainda não tinha chegado a sua hora” Jo 7,30.
“A
vida de Jesus estava toda colocada nas mãos do Pai. Com esta consciência, ele
enfrentava os desafios do ministério, sem se deixar abater pelos
mal-entendidos, pelas hostilidades evidentes ou veladas ou mesmo pela ameaça de
morte que pairava sobre a sua cabeça. Sua coragem manifestava-se na maneira
aberta com que proclamava sua doutrina, em plena Jerusalém – no Templo –, mesmo
sabendo que os judeus buscavam matá-lo. Importava-lhe unicamente manter-se fiel
a quem o enviou, pois não tinha vindo por si mesmo, nem proclamava uma doutrina
de sua autoria e propriedade. As hostilidades contra ele provinham do
desconhecimento do Pai. Logo, fruto da ignorância! Bastava que se abrissem para
o Pai, para estarem em condições de compreender a veracidade do testemunho de
Jesus. A vida do Filho estava nas mãos do Pai. Isto impedia que os adversários
assumissem o controle do destino de Jesus. Por isso, em vão, procuravam detê-lo
e infligir-lhe a pena capital. ‘Sua hora ainda não chegara’. A coragem do
Mestre serviu de exemplo para os discípulos, sobretudo nos momentos difíceis de
seu ministério apostólico. Também a vida deles estava nas mãos do Pai. Sendo
assim, nenhum inimigo, por pior que fosse, haveria de se transformar em senhor
de seus destinos. Somente o Pai pode determinar a hora de cada um! – Pai,
minha vida está colocada em tuas mãos, pois tu és o Senhor do meu destino.
Movido por esta certeza, dá-me a graça de testemunhar, com coragem, o teu Reino” (Pe. Jaldemir Vitório, sj – O
Evangelho nosso de Cada Dia [Ano A] - Paulinas).
Pe.
João Bosco Vieira Leite