Sexta, 25 de setembro de 2026

(Ecl 3,1-11; Sl 143[144]; Lc 9,18-22) 25ª Semana do Tempo Comum.

“Mas Jesus perguntou: ‘E vós, quem dizeis que eu sou?’ Pedro respondeu: ‘O Cristo de Deus’” Lc 9,20.

“Atualmente como no passado, a presença de Jesus é questionada, porque tanto em nossos dias quanto outrora sua presença questiona o mundo. Jesus Cristo é sempre o grande questionamento que se coloca diante de todas as realidades da vida, diante da própria vida. Diante disso reage-se de muitos e diferentes formas, em não poucas ocasiões contraditórias, respostas que se opõem ao evangelho e evangelho que contradiz muitas respostas. Para poder descobrir quem é Jesus Cristo é preciso recorrer à fé; somente a fé é capaz de penetrar o mistério profundo que a personalidade de Jesus encerra. O apóstolo Pedro, iluminado pela luz do Espírito Santo, penetra e descobre a personalidade de Jesus e por isso responde: ‘Tu és o Cristo de Deus’ (v. 20), o escolhido de Deus, o Filho de Deus. O mundo de hoje, crente ou não crente, continua repetindo a pergunta transcendental: ‘Quem é Jesus?’ Pergunta transcendental, pois da atitude que se adote diante dela, da resposta que se lhe dê dependerá, portanto, a vida daquele que responde. Também a você continuamente e em todos os lugares que você frequenta o mundo está questionando: Quem é Jesus? Quem você acredita que é Jesus? O que é para você e para sua vida? Você deve responder com sua palavra clara e sem receios e com o testemunho de sua vida, que respalde suas palavras. Mais ainda: você deve viver e agir de tal forma que já fique inútil a pergunta, pois você está dando a resposta antes que lhe perguntem e a está dando respaldada na convincente força de sua vida. Jesus é o Cristo de Deus, o ungido do Pai para trazer ao mundo a salvação; portanto, será inútil esperar a salvação em outro que não seja Jesus Cristo; ‘porque debaixo do céu nenhum outro nome foi dado aos homens, pelo qual devamos ser salvos’ (Atos 4,12). Jesus Cristo é, pois, nossa esperança e o realizador dessa esperança; ele é a promessa e o realizador da promessa. Se você quiser chegar a descobrir, como Pedro, os segredos de Jesus Cristo e da missão de Jesus Cristo, é preciso que se ponha na disposição de ser iluminado pelo Espírito Santo, único que é capaz de descobrir às almas espirituais ‘qual seja a largura, o cumprimento, a altura e a profundidade, isto é, conhecer a caridade de Cristo, que desafia todo conhecimento’ (Efésios 3,18-19)” (Alfonso Milagro – O Evangelho meditado para cada dia do ano – Ave-Maria).

Pe. João Bosco Vieira Leite

Quinta, 24 de setembro de 2026

(Ecl 1,2-11; Sl 89[90]; Lc 9,7-9) 25ª Semana do Tempo Comum.

“Então Herodes disse: ‘Eu mandei degolar João. Quem é esse homem sobre quem ouço falar essas coisas?’

E procurava ver Jesus” Lc 9,9.

“A perplexidade de Herodes tinha razão de ser. Quiçá o governante prepotente se sentisse ameaçado pelos grandes feitos de Jesus. Este se mostrava mais poderoso que o tetrarca romano, ao curar as doenças do povo e recuperar-lhe a alegria e a esperança de viver. Além disso, as multidões que se agrupavam em torno dele poderiam constituir-se num problema de segurança. E se resolvessem promover uma revolta? Todas as explicações dadas pelo povo para definir a identidade de Jesus eram descartadas por Herodes. Todas se baseavam na fé na ressurreição dos mortos, a qual o tetrarca rejeitava. Ele não acreditava que João, nem Elias, nem algum dos antigos profetas tivessem ressuscitado. Quanto a João, tinha absoluta certeza de tê-lo degolado. Daí seu desejo de avistar-se pessoalmente com Jesus. ‘Deseja vê-lo’. Com que finalidade? Para armar-lhe uma cilada, eliminando-o de forma premeditadamente perversa? Para ouvir da própria boca de Jesus uma definição convincente sobre a sua identidade? Para exigir dele a realização de algum milagre, a partir do qual pudesse tirar as suas conclusões? Para desmascará-lo como impostor? Não sabemos! Herodes só terá a chance de vê-lo por ocasião da paixão, quando lhe for apresentado por ser governador da Galileia, pátria de Jesus. Este, porém, se manterá calado, recusando-se a dirigir uma só palavra a quem era movido por má-fé. Herodes haverá de morrer sem saber, afinal, quem era Jesus de Nazaré. – Pai, diversamente dos inimigos de Jesus, quero conhecer a identidade e a missão de teu Filho, pois é por ele que me guiarei para ser fiel a ti” (Pe. Jaldemir Vitório, sj – O Evangelho nosso de Cada Dia [Ano A] - Paulinas).

Pe. João Bosco Vieira Leite

Quarta, 23 de setembro de 2026

(Pr 30,5-9; Sl 118[119]; Lc 9,1-6) 25ª Semana do Tempo Comum.

“... e enviou-os a proclamar o Reino de Deus e a curar os enfermos”. Lc 9,2.

“Os discípulos reunidos em volta de Jesus formam uma unidade. Receberam d’Ele a Palavra e agora não podem guardá-la só para si; pelo contrário, é tarefa deles semeá-la no mundo inteiro, para que produza fruto. O Mestre envia os Doze como Ele mesmo fora enviado pelo Pai, dá-lhes a autoridade sobre os demônios e, como sinal disso, o poder de curar as doenças. [Compreender a Palavra:] Os Apóstolos até agora acompanharam Jesus. No texto de hoje, pela primeira vez, estão sozinhos e devem compreender aquilo que viram que Ele fez. É o que sucederá depois da Ascensão, quando o Senhor estiver junto deles de um outro modo. Os Doze devem ir pelo mundo, privando-se daquilo que qualquer viajante normal deveria possuir: o bastão de viagem; a bolsa com provisões; o dinheiro; a roupa suplente. A sua única preocupação deve ser a missão; o Pai, a quem eles servem, providenciará o resto. De fato, mais tarde, terão de admitir que nada lhes faltou (cf. Lc 22,35). Os Apóstolos devem ir pelas casas e lá cumprir a sua missão. A casa deve tornar-se o centro da sua ação. Mas como Jesus fez, também eles não devem deter-se, mas espalhar a Boa Notícia noutro lugar, não devem perder tempo com quem não quer saber deles. Com as cidades que não quiserem acolhê-los, deverão comportar-se como os judeus quando, ao regressarem à sua terra vindos de um território pagão, ‘sacodem o pó dos seus pés’ (cf. v. 5): o pó dos lugares impuros não deve misturar-se com o da Terra Santa. E os Apóstolos partem, anunciam a Boa Notícia de que o tempo da salvação para todos já chegou. Como sinal disso, os doentes são curados” (Giuseppe Casarin – Lecionário Comentado [Tempo Comum – Vol. II] – Paulus).

Pe. João Bosco Vieira Leite