(Nm 21,4-9; Sl 101[102]; Jo 8,21-30) 5ª Semana da Quaresma.
“Moisés fez, pois, uma serpente de
bronze e colocou-a como sinal sobre a haste.
Quando alguém era mordido por uma
serpente e olhava para a serpente de bronze, ficava curado” Nm 21,9.
“O
Livro dos Números, o quarto do Pentateuco, apresenta um material mais
homogêneo, com seções narrativas alternadas com seções legislativas. A narração
está focalizada na caminha de Israel no deserto e não deixa de mencionar os
vários momentos de desconfiança e de descontentamento vividos pelo povo. A
narração de hoje apresenta-nos um dos mais críticos [Compreender a Palavra:]
Diz-se que, para Deus, foi mais fácil fazer sair Israel do Egito, do que o
Egito do coração de Israel. Quando desaparece do horizonte a meta da liberdade,
então surge a saudade da escravidão; quando não se é capaz de perceber os
sinais da bondade de Deus, então murmura-se contra tudo e contra todos. Deus
detesta isto e castiga o seu Povo, mas embora castigando Ele usa de misericórdia
e nunca deixa fechadas as portas da esperança. À oração de Moisés e de Israel
que confessa o seu pecado, o Senhor indica um caminho de salvação: dirigir com
fé o olhar para a serpente levantada e apontada por Ele como sinal do Seu
perdão. O Novo Testamento aplicará este símbolo a Jesus levantado na Cruz (cf.
Jo 3,14). A cura do homem que vive no deserto da vida, frágil perante o pecado,
ameaçado pela morte, está ligada unicamente ao recurso ao Crucifixo, lugar da
manifestação do amor infinito de Deus” (Giuseppe
Casarin – Lecionário Comentado [Quaresma Páscoa] – Paulus).
Pe.
João Bosco Vieira Leite