Quarta, 11 de março de 2026

(Dt 4,1.5-9; Sl 147[147B]; Mt 5,17-19) 3ª Semana da Quaresma.

“Não penseis que vim abolir a Lei e os Profetas. Não vim abolir, mas para dar-lhes pleno cumprimento” Mt 5,17.

“Até que ponto o Evangelho nos liberta? Estamos habituados a pensar em Jesus somente em termos de renovação e cumprimento e que Ele vem dizer-nos que ‘a Lei e os Profetas’ não são abolidos, que os preceitos e ensinamentos que contêm permanecem em todo o seu vigor. De fato, o cumprimento do Evangelho a perfeição do senhorio de Deus, o Reino, jamais poderão significar o cancelamento da Palavra de Deus (= ‘a Lei e os profetas’). Um cristianismo assim não poderia manter-se: seria como se não tivesse alicerces nem raízes. Não, Jesus veio levar à perfeição o que estava contido no Antigo Testamento. Nem sequer o mais pequeno sinal pode ser abolido sem que todo o resto fique destruído. Trata-se de fazer ver como a vida está presente debaixo do pó com que nós cristãos envolvemos os livros das Escrituras. Tudo fala de Cristo, tudo anuncia Cristo: em cada um dos preceitos está a Palavra que salva, em cada página das Escrituras Deus quis manifestar-se aos homens o mistério da Sua vontade de salvação, revelando- Se a Si mesmo. Esta comunhão com o povo hebreu e com Jesus hebreu permite-nos compreender a nossa fé num sentido que amiúde desconhecemos. Então, a perfeição que Cristo veio realizar não pode ser senão a valorização do próprio desígnio divino iniciado em Abraão” (Giuseppe Casarin – Lecionário Comentado [Quaresma Páscoa] – Paulus).

Pe. João Bosco Vieira Leite