(Dn 3,25.34-43; Sl 24[25]; Mt 18,21-35) 3ª Semana da Quaresma.
“Não devias tu também ter compaixão do
teu companheiro como eu tive compaixão de ti?” Mt 18,33.
“Nós
ofendemos a Deus; a gravidade de nossos pecados supera em muito o que possamos
ter recebido de nosso próximo. Não nos esquecemos que os pecados que nós
cometemos contra Deus têm uma gravidade infinita, visto que a gravidade de uma
ofensa se mede não pela pessoa que pratica, mas pela dignidade da pessoa que é
ofendida; e neste caso o ofendido é Deus, infinito em santidade e dignidade.
Essa nossa dívida para com Deus, expressa na parábola por cifra exorbitante, é
uma dívida que nós não podemos cancelar e, por isso, devemos recorrer à
infinita misericórdia do Senhor que não olha a imensidade de nossas ofensas,
mas o infinito amor que nos tem como filhos. Na parábola, o rei perdoou
generosamente a dívida de seu servo e, por sua vez, o servo não quis perdoar a
seu companheiro a insignificante dívida que tinha com ele. O servo sem
misericórdia condenou-se a si próprio com sua reprovável conduta. Não é, com
efeito, justo que, se nós pedirmos perdão de nossos pecados a Deus, perdoemos
também nós as ofensas que nosso próximo ter-nos inferido?” (Alfonso Milagro – O
Evangelho meditado para cada dia do ano – Ave-Maria).
Pe.
João Bosco Vieira Leite