(Gn 37,3-4.12-13.17-28; Sl 104[105]; Mt 21,33-43.45-46) 2ª Semana da Quaresma.
“Escutai esta outra parábola: certo
proprietário plantou uma vinha, pôs uma cerca em volta, fez nela um lagar para
esmagar as uvas e construiu uma torre de guarda. Depois, arrendou-a a um
vinhateiro e viajou para o estrangeiro” Mt 21,33.
“Mais
uma vez Jesus fala em parábola, que é uma alegoria completa, visto que cada
aspecto tem um significado: o pai é Deus; a vinha é povo eleito de Israel; os
servos são os profetas; o filho é Jesus, morto fora das muralhas de Jerusalém;
os vinhateiros homicidas são os judeus infiéis; o outro povo ao qual se
confiará a vinha são os pagãos. O mesmo evangelista um pouco mais abaixo,
declara: ‘Ouvindo isto, os príncipes dos sacerdotes e os fariseus compreenderam
que era deles que Jesus falava’ (Mateus 21,45). Por sua vez, Jesus aqui, mais
que repetir a parábola da vinha de Isaías traz (5,1-7), suficientemente
conhecida elos israelitas, faz uma aplicação da mesma. Assim como o pai de
família fez pela vinha quanto dependia dele, cuidando dela com solicitude extrema,
assim também o Senhor cuidou do seu povo Israel, e cuida agora de seu povo
cristão com intensa solicitude. Os frutos exigidos pelo Senhor da vinha são a
observância da lei e as boas obras: obras de justiça e de caridade, santidade
de vida. Um escritor faz a seguinte aplicação dessa parábola: a vinha é a nossa
alma plantada por Deus, adornada com sua graça, cuidada com solicitude por meio
de suas inspirações e de seus sacramentos. Nós somos os colonos que devemos
trabalhar para conseguir o fruto, que são as boas obras. O Senhor envia seus
servos que são os seus sacerdotes ou suas inspirações e os próprio
acontecimentos da vida, para que nos incitem à produção dos frutos, que são as
boas obras e o aperfeiçoamento de nossa vida. Se nós não nos importarmos com
essas moções, seremos semelhantes àqueles vinhateiros da parábola e merecermos
o castigo por termos desprezado as admoestações de Deus e não termos produzidos
os frutos de santidade que o Senhor tem direito de esperar de nós” (Alfonso Milagro – O
Evangelho meditado para cada dia do ano – Ave-Maria).
Pe.
João Bosco Vieira Leite