(Mq 7,14-15.18-20; Sl 102[103]; Lc 15,1-3.11-32) 2ª Semana da Quaresma.
“Mas era preciso festejar e alegrar-nos,
porque este teu irmão estava morto e tornou a viver;
estava perdido e foi encontrado” Lc
15,32.
“A
exaltação da misericórdia e da benevolência divinas da primeira leitura está em
sintonia com a página estupenda do Evangelho, autêntica proclamação da grandeza
insondável do amor de Deus. Outra página justamente famosa redigida pelo
‘escritor da mansidão de Cristo’: o evangelista São Lucas, que aqui narra o
coração do amor misericordioso de Deus por todos os homens. A guiar-nos na
reflexão temos o pai, obstinado no perdão, que espera o regresso do filho mais
novo, depois de ter experimentado a lonjura do pecado, a solidão completa e a
esperança da liberdade. Mas este pai está obstinado também em procurar trazer
para casa o filho mais velho e com isso a reconciliação deste com o irmão. O
filho mais velho vive no desprezo do outro irmão e, talvez, do pai. Temos
alguém que faliu longe de casa e alguém que ficou prisioneiro da sua mesquinhez
e do juízo injusto para com o próprio pai: como é difícil o ‘papel’
desempenhado por Deus! Mas há necessidade deste pai que, como escreveu G. K.
Chesterton: ‘ama tanto o seu filho que o apanha com um azol invisível e com uma
linha de pesca invisível, que é suficientemente grande para o deixar vaguear
até os confins do mundo e, no entanto, fazê-lo regressar com um só puxão da
linha’” (Giuseppe
Casarin – Lecionário Comentado [Quaresma Páscoa] – Paulus).
Pe.
João Bosco Vieira Leite