Sábado, 7 de março de 2026

(Mq 7,14-15.18-20; Sl 102[103]; Lc 15,1-3.11-32) 2ª Semana da Quaresma.

“Mas era preciso festejar e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e tornou a viver;

estava perdido e foi encontrado” Lc 15,32.

“A exaltação da misericórdia e da benevolência divinas da primeira leitura está em sintonia com a página estupenda do Evangelho, autêntica proclamação da grandeza insondável do amor de Deus. Outra página justamente famosa redigida pelo ‘escritor da mansidão de Cristo’: o evangelista São Lucas, que aqui narra o coração do amor misericordioso de Deus por todos os homens. A guiar-nos na reflexão temos o pai, obstinado no perdão, que espera o regresso do filho mais novo, depois de ter experimentado a lonjura do pecado, a solidão completa e a esperança da liberdade. Mas este pai está obstinado também em procurar trazer para casa o filho mais velho e com isso a reconciliação deste com o irmão. O filho mais velho vive no desprezo do outro irmão e, talvez, do pai. Temos alguém que faliu longe de casa e alguém que ficou prisioneiro da sua mesquinhez e do juízo injusto para com o próprio pai: como é difícil o ‘papel’ desempenhado por Deus! Mas há necessidade deste pai que, como escreveu G. K. Chesterton: ‘ama tanto o seu filho que o apanha com um azol invisível e com uma linha de pesca invisível, que é suficientemente grande para o deixar vaguear até os confins do mundo e, no entanto, fazê-lo regressar com um só puxão da linha’” (Giuseppe Casarin – Lecionário Comentado [Quaresma Páscoa] – Paulus).

Pe. João Bosco Vieira Leite