Sexta, 13 de março de 2026

(Os 14,2-10; Sl 80[81]; Mc 12,28-34) 3ª Semana da Quaresma.

“A Assíria não nos salvará; não queremos montar nossos cavalos, não chamaremos mais ‘deuses nossos’

a produtos de nossas mãos; em ti encontrará o órfão a misericórdia” Os 14,4.

“Os elementos desta confissão de fé de Oseias, com que termina o seu livro, sublinham as recriminações dirigidas pelo profeta ao povo, ao longo de toda a sua missão. A Assíria já não será a fonte da sua segurança, o povo não confiará nas suas próprias forças, nem os ídolos serão considerados divindades por Israel. Deus, que sente para com Israel uma grande ternura, como em relação aos órfãos, curá-lo-á e conduzi-lo-á a uma plenitude de vida. [Compreender a Palavra:] A chave do trecho de Oseias está no v. 2: ‘Israel, volta para o Senhor, teu Deus’. É sublinhada aqui toda a atitude do passado: da confiança na Assíria (cf. Os 5,13; 7,11; 8,9; 12,2) à confiança nas próprias forças (cf. 8,14; 10,13), nos cavalos (com uma menção provável ao Egito, que praticava o comércio de cavalos), nas divindades feitas com as próprias mãos (cf. 2,10; 4,7.17; 8,4-6; 10,3.6; 11,2; 13,2). Deus sente uma enorme ternura pelo seu Povo: põe de lado a Sua ira para dar descanso a Israel, que crescerá como viçosa, entre odores e cores. O Senhor, e não os deuses da fertilidade aos quais os hebreus se tinham dirigido inutilmente, responderá (cf. Os 2,23-25). Destes versículos transparece o amor terno de JHWH pelo seu Povo, até mesmo seu ciúme, querer guardá-lo para Si, para que não se perca correndo atrás dos ídolos que não podem dar a vida” (Giuseppe Casarin – Lecionário Comentado [Quaresma Páscoa] – Paulus).

 Pe. João Bosco Vieira Leite