Segunda, 30 de março de 2026

(Is 42,1-7; Sl 26[27]; Jo 12,1-11) Semana Santa.

“Pobres, sempre tereis convosco, enquanto a mim, nem sempre me tereis” Jo 12,8.

“Maria demonstrou a delicadeza de seu amor pelo mestre. Naquele tempo costumava-se ungir a cabeça dos hóspedes em sinal de distinção e respeito. Maria escolhe a essência mais pura e de maior preço para ungir os pés de Jesus e depois derramá-la sobre sua cabeça. Não encontrou coisa melhor e faz a oblação total, não reservando nem só uma gota daquele bálsamo. Quebra o frasco a fim de que todo o perfume se derrame sobre a cabeça de Jesus, quebra o recipiente para que tudo seja para Cristo. Mas Judas não entende de delicadezas e vê com maus olhos a ação de Maria; por isso criticou-a, e pretendeu justificar sua murmuração com as aparências de caridade para com os pobres; mas o evangelista adverte-nos que era a avareza o que o movia a falar. Jesus defende Maria. Sabia que o que a movia era o amor. Jesus assumiu a situação do homem ‘em seu nascimento, em sua vida e, sobretudo, em sua paixão e morte, em que alcançou a máxima expressão da pobreza. Por esta única razão, os pobres merecem uma atenção preferencial, qualquer que seja a situação moral ou pessoal em que se encontrem’ (Documento de Puebla 1141-1142). Nas palavras de Jesus existe não só uma descrição dos fatos (‘pobres sempre tereis convosco’), mas especialmente um chamado ‘ao compromisso autêntico com os outros homens, especialmente com os mais pobres, e pela necessária transformação da sociedade’ (João Paulo II)” (Alfonso Milagro – O Evangelho meditado para cada dia do ano – Ave-Maria). 

 Pe. João Bosco Vieira Leite