(Is 42,1-7; Sl 26[27]; Jo 12,1-11) Semana Santa.
“Pobres, sempre tereis convosco,
enquanto a mim, nem sempre me tereis” Jo
12,8.
“Maria
demonstrou a delicadeza de seu amor pelo mestre. Naquele tempo costumava-se
ungir a cabeça dos hóspedes em sinal de distinção e respeito. Maria escolhe a
essência mais pura e de maior preço para ungir os pés de Jesus e depois
derramá-la sobre sua cabeça. Não encontrou coisa melhor e faz a oblação total,
não reservando nem só uma gota daquele bálsamo. Quebra o frasco a fim de que
todo o perfume se derrame sobre a cabeça de Jesus, quebra o recipiente para que
tudo seja para Cristo. Mas Judas não entende de delicadezas e vê com maus olhos
a ação de Maria; por isso criticou-a, e pretendeu justificar sua murmuração com
as aparências de caridade para com os pobres; mas o evangelista adverte-nos que
era a avareza o que o movia a falar. Jesus defende Maria. Sabia que o que a
movia era o amor. Jesus assumiu a situação do homem ‘em seu nascimento, em sua
vida e, sobretudo, em sua paixão e morte, em que alcançou a máxima expressão da
pobreza. Por esta única razão, os pobres merecem uma atenção preferencial, qualquer
que seja a situação moral ou pessoal em que se encontrem’ (Documento de Puebla
1141-1142). Nas palavras de Jesus existe não só uma descrição dos fatos
(‘pobres sempre tereis convosco’), mas especialmente um chamado ‘ao compromisso
autêntico com os outros homens, especialmente com os mais pobres, e pela
necessária transformação da sociedade’ (João Paulo II)” (Alfonso Milagro – O
Evangelho meditado para cada dia do ano – Ave-Maria).
Pe.
João Bosco Vieira Leite