Quinta, 19 de março de 2026

(2Sm 7,4-5.12-14.16; Sl 88[89]; Rm 4,13.16-18.22; Mt 1,16.18-21.24) São José, esposo da Virgem Maria.

“Quando acordou, José fez conforme o anjo do Senhor havia mandado” Mt 1,24.

“Mateus dá início ao seu escrito com uma longa genealogia sobre ‘Jesus, filho de Davi’ (Mt 1,1) e desenvolve-a até ‘José, esposo de Maria’ (v. 16). Assim José tornou-se o ponto de chegada. No texto sucessivo (cf. Mt 1,18-24), parcialmente utilizado na liturgia, o anjo explica, durante o sono, a José, ‘filho de Davi’ (v. 20a), que Maria concebeu por obra do Espírito Santo; pede-lhe que a receba em sua casa e que dê ao Menino o nome de ‘Jesus’ (v. 21). José, o justo, obedece prontamente. [Compreender a Palavra:] No evangelho da infância, Mateus atribui, depois de Jesus, um lugar central a José, os três blocos de nomes que se sucedem na lista genealógica, composto cada um por catorze ‘personagens’ (cf. Mt 1,17), pretendem talvez chamar a atenção para o nome ‘Davi’, que no equivalente numérico das consoantes hebraicas (DVD), leva precisamente ao número ‘catorze’. Neste caso, as três grandes expectativas que certamente vão dar a Jesus – a patriarcal, a monárquica e a pós-exílica – trazem também o sinal de José o qual, como ‘filho de Davi’, transmite a descendência davídica ao Filho de Maria. Igualmente na narração da concepção virginal, Mateus tem presente José na sua específica qualificação de ‘justo’ (v. 19): é o homem prudente que estima demasiado Maria para a acusar, é o homem humilde que aceita a missão honorífica de dar ao recém-nascido o nome de ‘Jesus’ (v. 21), é o homem obediente (v. 24a). A nossa devoção a São José deve levar-nos a imita-lo” (Giuseppe Casarin – Lecionário Comentado [Quaresma Páscoa] – Paulus).

Pe. João Bosco Vieira Leite