(Is 65,17-21; Sl 29[30]; Jo 4,43-54) 4ª Semana da Quaresma.
“Esse foi o segundo sinal de Jesus.
Realizou-o quando voltou da Judeia para a Galileia” Jo 4,54.
“O
evangelista João chama de sinais os fatos portentosos realizados por Jesus no
exercício do seu ministério messiânico. Eles não pretendem ser uma prova da
identidade de Jesus, nem tampouco visam forçar as pessoas a abraçarem a fé. Os
sinais são manifestações da glória de Jesus para quem está disposto a lançar-se
na dinâmica da fé. Indicam que nele existe algo que pode conduzir à fé, desde
que bem entendido. Sem ela, será impossível identificar os feitos de Jesus como
sinais. Eles possibilitam, a quem se aproxima de Jesus, penetrar no mistério
divino, presente na história humana; permitem contemplar Deus atuando em favor
da humanidade. Por outro lado, dão a entender que, em Jesus, a salvação
torna-se realidade. O Deus invisível faz-se visível na ação de Jesus. Todos
estes elementos estão presentes no sinal relatado pelo Evangelho. O funcionário
real acredita que Jesus pode salvar-lhe o filho, que está a beira da morte.
Como resposta, recebeu a notícia de ir para casa, pois seu filho já estava
curado. Ao receber a notícia da cura, informou-se sobre a hora exata em que
acontecera. E constatou ter sido a mesma hora em que Jesus lhe garantira a cura
do filho. Por isso, ‘ele acreditou, e toda a sua casa’. O sinal levou o
funcionário real à fé, porque estava predisposto a acolher Jesus. Neste caso,
fez surtir o efeito desejado: foi gerador de fé. – Pai, dá-me
sensibilidade para descobrir, nos sinais realizados por Jesus, a presença de
tua mão amiga atuando em favor da humanidade” (Pe. Jaldemir Vitório, sj – O
Evangelho nosso de Cada Dia [Ano A] - Paulinas).
Pe.
João Bosco Vieira Leite