(Is 49,8-15; Sl 144[145]; Jo 5,17-30) 4ª Semana da Quaresma.
“Isto diz o Senhor: ‘Eu atendo teus
pedidos em favores e te ajudo na obra de salvação; preservei-te para seres elo
de aliança entre os povos, para restaurar a terra, para distribuir a herança
dispersa’” Is 49,8
“No
segundo Isaías (cf. Is 40—55), livro composto durante o exílio, depois do
segundo cântico do servo de JHWH (cf. Is 49,16) encontramos uma descrição
enfática do regresso de Israel à pátria e da reconstrução de Jerusalém. É um
anúncio de alegria e de esperança que envolve todo o cosmos. Toda a humanidade,
os céus, a terra e os montes são convidados a exultar conjuntamente porque o
Senhor não se cansou e não se esqueceu das Suas criaturas frágeis e
inconstantes: o seu amor é perene. [Compreender a Palavra:] Israel experimentou
repetidamente o amor carinhoso do seu Deus; toda a história é ‘tempo de
misericórdia’, ‘dia da salvação’. Apesar da infidelidade do povo, o Senhor não
consegue ‘esquecê-lo’. Depois de um período de purificação e de exílio, o
Senhor está disposto a fazer ‘ressurgir o povo’, a reunir de novo os filhos
dispersos de Israel, a prometer-lhes novas maravilhas. Não se apresenta como o
soberano onipotente e majestoso, nem como juiz implacável, mas ‘aquele que tem
compaixão’, que ‘consola’, que ‘conduz o seu Povo às nascentes de água’; como
uma mãe carinhosa que cuida dos seus filhos e se comove por eles. São imagens
cheias de calor humano, que dizem como Deus está ligado às Suas criaturas e
como toma a peito a sorte delas. O Novo Testamento irá revelar-nos como este
amor leva Deus a fazer-se homem e dar a vida por nós” (Giuseppe Casarin – Lecionário
Comentado [Quaresma Páscoa] – Paulus).
Pe.
João Bosco Vieira Leite