Quarta, 31 de dezembro de 2025

(1Jo 2,18-21; Sl 95[96]; Jo 1,1-18) Oitava de Natal.

“Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens” Jo 1,4.

“Vida e morte são os opostos centrais em João. A questão é como podemos viver realmente. Muitos só vivem na superfície; para eles a vida consiste apenas em trabalhar e comer, em diversão e distração. Mas para João isso é morte. A verdadeira vida só é possível em Deus e a partir de Deus. A nostalgia da vida, de uma vida eterna, de qualidade de vida, está hoje tão forte quanto no tempo da gnose. E como é que a vida pode ser bem sucedida? Em que consiste a verdadeira vida para que mereça ser chamada de vida? João nos mostra que só podemos ser realmente humanos a partir de Deus. E ele identifica o Logos com a vida. Deus é essencialmente aquele que doa a vida e no qual está a própria vida. A experiência de Deus é sempre também experiência da própria vitalidade. Para João, a vida é um fluir. A vida está sempre ligada a uma fonte da qual brota e da qual ganha o seu frescor permanente. Em última análise é a própria fonte de Deus da qual jorra a nossa vida fecundando a nós e ao mundo” (Anselm Grüm – Jesus: Porta para a Vida – Loyola).

Pe. João Bosco Vieira Leite