Segunda, 28 de setembro de 2026

(Jó 1,6-22; Sl 16[17]; Lc 9,46-50) 26ª Semana do Tempo Comum.

“Houve entre os discípulos uma discussão para saber qual deles seria o maior” Lc 9,46.

“Jesus conhecia perfeitamente o interior dos corações de seus discípulos; conhecia o que pensavam e o que sentiam; era-lhe patente o que eles planejavam e tramavam em seu íntimo. São Lucas afirma explicitamente que Jesus intuiu seus pensamentos. As ideias excessivamente terrena, que os apóstolos tinham do Messias, fazia-lhes desejar os primeiros postos de maior honra e proveito em seu Reino. Para dar-lhes a conhecer as verdadeiras características do Reino de Deus, apresenta-lhes precisamente a pergunta inquietante que os torturava: ‘Quem é o maior do Reino de Deus?’ E como eles não se atrevessem a responder, serve-se da presença de uma criança para dar-lhes a resposta. O exemplo da criança é uma parábola em ação; o simbolismo parabólico ou o sentido da ação parabólica de Jesus deve ser procurado não tanto na pessoa da criança, quanto no gesto de Jesus que acolhe a criança, o desamparado, o necessitado de proteção, que é exatamente o caso da criança; isto é, não se refere aqui à humildade, mas ao fato de apequenar-se no âmbito social e ante os postos de dignidade e de comando, visto que no ambiente judaico da antiguidade a criança era considerada quase sem valor; o pensamento, ao invés, está na atitude que se há de ter em relação aos postos de responsabilidade. O que Jesus faz com o mínimo da humanidade é o que os seus discípulos devem fazer uns com os outros. A medida da grandeza cristã é dada pela prática da caridade fraterna; Jesus põe a humildade não tanto em um desprezo a si mesmo, e sim na caridade, no serviço aos irmãos. Mostram-se duas ideias: é maior aquele que reconhece sua grande indigência diante de Deus; é maior aquele que ama ao mais humilde” (Alfonso Milagro – O Evangelho meditado para cada dia do ano – Ave-Maria).

Pe. João Bosco Vieira Leite