Quarta, 16 de setembro de 2026

(1Cor 12,31—13,13; Sl 32[33]; Lc 7,31-35) 24ª Semana do Tempo Comum.

“Pois veio João Batista, que não comia nem bebia vinho, e vós dissestes: ‘Ele está com um demônio’” Lc 7,33.

“O mundo todo interpreta-o mal e distorcidamente. Para ele, tudo é mau e mesmo as próprias ações dos santos mal interpretadas, uma vez que quando o fato em si não só é bom, mas aparece como bom, suspeita-se pelo menos das intenções pelas quais se faz o ato bom. O evangelho pede-lhe que sempre pense bem de todos e que, quando não puder justificar o ato em si, deve pelos menos justificar as intenções com as quais se realizou o ato. Não deve você pensar mal de ninguém e nunca: porque ninguém o constituiu juiz de seu irmão; isso é algo que Deus se reserva para si mesmo e do qual não faz partícipe nenhuma criatura; porque, para julgar alguém, é preciso e é indispensável o conhecimento total e adequado tanto da pessoa que realiza o ato, quanto das intenções e motivos que a impulsionam para agir, como também o critério que se formou das coisas e, em particular, do fato realizado. E você nada disso pode saber nem conhecer. Portanto, a mais indispensável prudência exige de você que se abstenha de emitir qualquer julgamento sobre os atos de seu próximo. Se você não é capaz de julgar-se a si mesmo, porque desconhece toda a amplitude da responsabilidade que lhe compete, muito menos poderá conhecer a parte de responsabilidade que tem seu próximo nos atos que realiza” (Alfonso Milagro – O Evangelho meditado para cada dia do ano – Ave-Maria).

Pe. João Bosco Vieira Leite