(Pr 30,5-9; Sl 118[119]; Lc 9,1-6) 25ª Semana do Tempo Comum.
“... e enviou-os a proclamar o Reino de
Deus e a curar os enfermos”.
Lc 9,2.
“Os
discípulos reunidos em volta de Jesus formam uma unidade. Receberam d’Ele a
Palavra e agora não podem guardá-la só para si; pelo contrário, é tarefa deles
semeá-la no mundo inteiro, para que produza fruto. O Mestre envia os Doze como
Ele mesmo fora enviado pelo Pai, dá-lhes a autoridade sobre os demônios e, como
sinal disso, o poder de curar as doenças. [Compreender a Palavra:] Os Apóstolos
até agora acompanharam Jesus. No texto de hoje, pela primeira vez, estão
sozinhos e devem compreender aquilo que viram que Ele fez. É o que sucederá
depois da Ascensão, quando o Senhor estiver junto deles de um outro modo. Os
Doze devem ir pelo mundo, privando-se daquilo que qualquer viajante normal
deveria possuir: o bastão de viagem; a bolsa com provisões; o dinheiro; a roupa
suplente. A sua única preocupação deve ser a missão; o Pai, a quem eles servem,
providenciará o resto. De fato, mais tarde, terão de admitir que nada lhes
faltou (cf. Lc 22,35). Os Apóstolos devem ir pelas casas e lá cumprir a sua
missão. A casa deve tornar-se o centro da sua ação. Mas como Jesus fez, também
eles não devem deter-se, mas espalhar a Boa Notícia noutro lugar, não devem
perder tempo com quem não quer saber deles. Com as cidades que não quiserem
acolhê-los, deverão comportar-se como os judeus quando, ao regressarem à sua
terra vindos de um território pagão, ‘sacodem o pó dos seus pés’ (cf. v. 5): o
pó dos lugares impuros não deve misturar-se com o da Terra Santa. E os
Apóstolos partem, anunciam a Boa Notícia de que o tempo da salvação para todos
já chegou. Como sinal disso, os doentes são curados” (Giuseppe Casarin – Lecionário
Comentado [Tempo Comum – Vol. II] – Paulus).
Pe.
João Bosco Vieira Leite