Sábado, 12 de setembro de 2026

(1Cor 10,14-22; Sl 115[116]; Lc 6,43-49) 23ª Semana do Tempo Comum.

“Não existe árvore boa que dê frutos ruins nem árvore ruim que dê frutos bons” Lc 6,43.

“Há, em Psicologia, um teste chamado Teste da Árvore, pelo qual o especialista pode detectar os traços básicos da personalidade do seu cliente. A exemplo dessa ciência, e até mesmo antes, muito antes, já tinha a religião o seu teste da árvore, testes cujos princípios Jesus estabeleceu: “... não há arvore boa que dê fruto mau, nem tampouco árvore má que dê fruto bom”. Se, então, o desenho da árvore, em Psicologia, determina o tipo de personalidade que temos, uma religião revela a espécie de fruto que vamos produzir. Como será, pois, o nosso desenho da árvore espiritual? Talvez nem o queiramos ver. Pelos rabiscos de nossos frutos (de mais ou menos para ruins) já temos uma ideia não muito animadora sobre ela: espinhosa, retorcida, ressecada. Dourar os frutos, espaná-los e poli-los bem – será que isso não daria à arvore um outro perfil? Vamos consultar o Mestre para ver o que ele diz: árvore boa dá fruto bom, árvore má dá fruto mau. Bom, então não tem jeito. Cada qual com sua árvore, e seja lá o que Deus quiser. Mas espera aí. O Mestre tem uma solução, solução essa que não passa pelas técnicas de feirantes sabidos, mas pela transformação genética de nossa árvore. Como ele o faz? Ele chama um tal de Espírito Santo, que, em duas etapas, às vezes dolorosas, a reprograma toda: 1º) arranca todas as suas raízes e galhos e retira também toda a sua seiva natural; 2º) implanta as raízes da fé e os galhos do perfeito conhecimento de Deus e ainda instila a seiva do amor. Pronto! Eis a nova árvore que vai produzir fruto bom. Para finalizar, só umas perguntinhas a mais: como estão os nossos frutos? Valeu o trabalho do Espírito Santo? Ou será que tudo ficou na mesma? – Ó Deus, fomos criados árvores sagradas e puras, mas, pela desobediência, nos transformamos em árvores más. Pelo teu Santo Espírito restabelecestes nossa posição original. Incentiva-nos a produzir os frutos da tua graça. Amém” (Martinho Lutero e Iracy Dourado Hoffmann – Graças a Deus [1995] – Vozes).   

Pe. João Bosco Vieira Leite