(1Cor 5,1-8; Sl 5; Lc 6,6-11) 23ª Semana do Tempo Comum.
“Os mestres da Lei e os fariseus o
observavam, para verem se Jesus iria curá-lo em dia de sábado
e assim encontrarem motivo para
acusa-lo” Lc 6,7.
“A
observância estrita do descanso sabático era para os israelitas de
primeiríssima importância; a isso acrescentaram enorme quantidade de
prescrições práticas e de proibições que afetavam a observância estrita, uma
vez que com elas paralisava-se não só a vida social do povo de Deus, mas ainda
dificultava-se seriamente a vida familiar e pessoal dos israelitas piedosos.
Jesus quer aliviar aquele jugo que os escribas e fariseus tinham imposto
implacavelmente sobre a consciência do povo. Em várias ocasiões escolhe o dia
de sábado para realizar as curas dos enfermos, uma vez que a tão humanitária
ação era malvista pelos chefes do povo de Deus. Nessa circunstância de que nos
fala o evangelho de hoje, você pode refletir sobre dois aspectos: primeiro:
os escribas e fariseus ‘observavam’ (v. 7) para ver se surpreendiam Jesus em
algo que pudessem criticar nele; já vê nisso a má disposição de espírito e as
intenções distorcidas que mantinham contra Jesus; segundo: Jesus
cura no sábado; para Jesus é mais importante o exercício da caridade que o
cumprimento simplesmente exterior de um aspecto legal. Isso lhe ensina que em
sua vida você deve dar importância à caridade; é a primeira das virtudes, a
mais importante de todas, a que tem de dar vida e sentido a todos e a cada um
dos seus atos; até mesmo os atos aparentemente bons, que você cumpre, se não os
faz caridade, isto é, com amor a Deus e ao próximo, perdem a bondade aparente” (Alfonso Milagro – O
Evangelho meditado para cada dia do ano – Ave-Maria).
Pe.
João Bosco Vieira Leite