Segunda, 26 de outubro de 2026

(Ef 4,32—5,8; Sl 1; Lc 13,10-17) 30ª Semana do Tempo Comum

“O chefe da sinagoga ficou furioso, porque Jesus tinha feito uma cura em dia de sábado”

Lc 13, 14a.

“O chefe da sinagoga reage com irritação à cura da mulher curvada. No sábado não se podia trabalhar. Ele interpreta a cura da mulher como um trabalho humano. Jesus vê nela uma obra divina. O chefe da sinagoga exagera na sua interpretação da Lei. Para ele, a Lei é mais importante do que o ser humano. Jesus refuta a sua atitude rigorosa com uma referência aos animais, que todo mundo desata da manjedoura, levando-os a beber. Se todos soltam o boi e o jumento, é permitido também libertar o ser humano de seus limites. Para Lucas, Deus é sobretudo o libertador, que salva para que seja novamente como foi criado por Deus. O sábado lembra a Criação. No sétimo dia Deus descansa da obra da Criação. Contempla-a no seu esplendor. Para Lucas, a melhor maneira para se celebrar o sábado é reerguer o ser humano na sua figura original, é alegrar-se de sua dignidade divina e louvar a Deus, o Criador da beleza humana. A reação do povo é a alegria ‘por todas as maravilhas que Jesus fazia’ (Lc 13,17). À libertação oferecida por Jesus, todos sempre reagem com alegria. Jesus não fala sobre a alegria: seus atos é que provocam a alegria do povo. Lucas narra a cura da mulher curvada de tal maneira que todo aquele que se abre inteiramente para esse texto há de prosseguir mais aprumado o seu caminho. A libertação pintada no texto há de apoderar-se também do leitor e do ouvinte, e eles hão de se alegrar de sua dignidade divina, e poderão voltar para casa de cabeça erguida” (Anselm Grüm – Jesus, modelo do ser humano – Loyola).

Pe. João Bosco Vieira Leite